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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Justiça suspende licenças para obra de residencial que assoreou o Lago Juá, em Santarém





Atendendo a pedido do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), a Justiça Federal ordenou hoje a suspensão do empreendimento imobiliário Residencial Cidade Jardim, em Santarém, que causou danos ao Lago do Juá, ao lado do rio Tapajós. A Sisa – Salvação Empreendimentos Imobiliários, responsável pelo loteamento, é acusada de danos ambientais e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), de conceder licenças irregulares.

O juiz federal da 2a Vara de Santarém, Érico Rodrigo Freitas Pinheiro, determinou a suspensão das licenças prévia e de instalação concedidas pela Semma e também determina que a empresa não poderá realizar qualquer nova intervenção na área. O juiz deu prazo de 20 dias para que a empresa apresente à Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) um plano prevendo a adoção de medidas de contenção, elaborado por profissionais devidamente habilitados, a fim de evitar que o Lago do Juá venha a ser assoreado por resíduos oriundos da área do Cidade Jardim.

A Justiça Federal impediu provisoriamente a Semas de emitir qualquer licença ambiental ao empreendimento antes de apresentação e avaliação técnica positiva de Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambiental; seja feita consulta livre, prévia e informada com os pescadores artesanais afetados, e sejam adotadas providências para reduzir e prevenir danos ambientais decorrentes de intervenções já feitas na área.

A Justiça acatou a tese do MPF e do MPPA e entendeu que a empresa responsável pelo loteamento se utilizava de um “estratagema” para fugir das exigências legais de apresentar estudos de impacto e realizar consulta prévia aos atingidos. Há evidências de que a empresa é dona de uma área de 1.370 hectares, mas apresentou pedidos de licença para vários empreendimentos de 99 hectares, abaixo do limite em que são feitas exigências ambientais mais rigorosas. Para a Justiça, os procedimentos indicam que houve “dispensa indevida do estudo de impacto”.
A ação iniciada pelo MPF e MPPA foi assinada pelos procuradores da República Camões Boaventura, Luisa Sangoi e Paulo de Tarso  Oliveira; pelo MPPA, os promotores de justiça Ione Missae Nakamura e Tulio Chaves Novaes, além de Rodrigo Magalhães de Oliveira, assessor do MPF, Ramon da Silva Santos, assessor da promotoria Agrária e os estagiários de Direito Thaison Brasil e Sandra Lorrany Carvalho e aponta danos ao lago e aos pescadores tradicionais.

“Não tem mais um lago, hoje a gente tem só um lamaçal”, afirmou um dos pescadores entrevistados na visita técnica realizada pelo MPF no dia 7 de dezembro deste ano. O resultado está no Relatório de diligências para investigar os impactos socioambientais sobre a sub-bacia hidrográfica do lago do Juá, e aos pescadores que tradicionalmente usam o local. Com isso, o MPF demonstra a necessidade de realização de consulta prévia, livre e informada aos pescadores artesanais impactados, nos termos da Convenção nº. 169 da Organização Internacional do Trabalho.

O relatório contém entrevistas com moradores e pesquisadores, registros fotográficos, análise de imagens de satélite e mapa topográfico do lago. O Juá é um lago fluvial situado a nove quilômetros do centro urbano de Santarém, em zona considerada de expansão urbana desde o ano de 2006, nas proximidades da Rodovia Fernando Guilhon. Conecta-se ao rio Tapajós através de um canal ou paraná.

Com a expansão da cidade, o Juá se tornou uma das poucas opções para os pescadores artesanais que vivem na zona urbana, em especial nos bairros do Maracanã e Mapiri. Segundo dados da Colônia de Pescadores Z-20, apenas nestes dois bairros há 240 pescadores cadastrados. O Juá também é utilizado por pescadores dos bairros do Santarenzinho, São Brás, Eixo Forte, Cucurunã e Santa Maria. As lideranças foram unânimes em apontar que o desmatamento produzido pela Buriti, em 2012, foi o principal fator desencadeador do assoreamento do Juá e, consequentemente, da mudança de seus modos de vida e da precarização de sua subsistência.

Os impactos foram confirmados na dissertação de mestrado “Avaliação espacial e temporal das taxas de sedimentação do Lago do Juá, Santarém-Pará-Brasil”, defendida por Zelva Cristina Amazonas Pena em julho de 2016, no Programa de Pós Graduação em Recursos Aquáticos Continentais Amazônicos, da Ufopa. A pesquisa e suas conclusões estão detalhados na ação, como elevação de temperatura, mudanças na característica da água e redução de pescado. “O assoreamento do Lago do Juá, portanto, é um fato inegável, empiricamente e cientificamente comprovado”, afirma o MP.

Para o MP estão demonstrados todos os elementos ensejadores da responsabilidade civil da empresa Sisa pelo assoreamento do Lago do Juá e impactos decorrentes: conduta (supressão vegetal e omissão nas medidas de contenção do assoreamento), nexo causal (erosão e carreamento de sólidos por águas pluviais) e dano (assoreamento do Juá, modificação do ecossistema e impactos sobre os pescadores artesanais).




Com informações da Justiça Federal
FONTE: ASCOM/MPF-PA

CERCA DE 380 MIL FAMÍLIAS PARAENSES PODEM TER DESCONTOS NA CONTA DE LUZ

Celpa alerta sobre o Programa Tarifa Social de Energia Elétrica, que concede descontos de até 65% na conta de energia

A Celpa divulgou um levantamento, feito junto ao Ministério de Desenvolvimento Social, indicando que cerca de 380 mil famílias no Pará podem ter descontos na conta de energia elétrica. O dado foi obtido a partir da análise da quantidade de cidadãos que possuem o cadastro social (CadÚnico) e que podem fazer parte do Programa Tarifa Social, que dá descontos de até 65% nas contas de energia. De acordo com o estudo, só em Belém e Ananindeua o número de potenciais beneficiários fica em torno de 50 mil, no total. Em Santarém e Abaetetuba, há mais de 15 mil famílias aptas ao benefício.  Já cidades como Castanhal e Paragominas esse número chega a cinco mil.  
O executivo de Relacionamento com o cliente da Celpa, Francisco Thiago Fonseca, explica os requisitos para fazer parte do Programa. “É necessário que o cliente possua o NIS, que é o Número de Inscrição Social, ele deve ter renda familiar mensal menor ou igual a meio salário mínimo por pessoa da família, e também é necessário que a data de última atualização cadastral dos dados sociais junto ao Centro de Referência e Assistência Social (CRAS) seja inferior a dois anos. Ou seja, essa atualização cadastral deve ser feita a cada dois anos”, afirma o executivo.
A concessionária ainda alerta que o usuário deve receber o benefício da Tarifa Social em apenas uma conta contrato e o endereço de cadastro do beneficiário do CadÚnico deve estar localizado em um dos 144 municípios do estado do Pará. Para ter uma ideia sobre os valores economizados com o benefício, uma conta de energia em que o consumo é de 220kW, a economia chega a ser de R$ 52,26 por mês. Em um ano, isso pode significar uma enxugada de R$ 627,12 no orçamento familiar.
Confira alguns municípios com maior número de famílias aptas a receber a o benefício:


MUNICÍPIO

Número de famílias que podem ser beneficiárias
Belém
32.653
Ananindeua
17.272
Santarém
15.300
Abaetetuba
15.111
Cametá
9.406
Breves
9.333
Marabá
5.544
Castanhal
5.449

PERDA DO BENEFÍCIO – Até o final do mês de fevereiro, mais de 80 mil famílias, em todo o estado do Pará, podem perder o benefício da Tarifa Social de Energia Elétrica, em função do vencimento dos dados do cadastro social que deve ser atualizado junto aos CRAS a cada dois anos. Para verificar sobre a atualização do cadastro, a Celpa orienta que seja feito o contato com a central de relacionamento do Ministério do Desenvolvimento Social, pelo número 0800 707 2003. Em situações em que já houve a perda do benefício, o cliente pode recuperá-lo a qualquer tempo, desde que tenha efetuado a atualização.
Caso o cliente já tenha o NIS (Número de Identificação Social), poderá ir até uma agência de atendimento da Celpa ou ligar para a central de teleatendimento da empresa, pelo número 0800 091 0196, e inscrever-se.

SERVIÇO - Para (re)cadastrar os dados sociais, os beneficiários devem procurar o CRAS do seu município ou bairro, munidos dos documentos de todas as pessoas que residem no imóvel:
Comprovante de residência; RG; CPF; e em casos que há crianças na família é necessário levar Certidão de nascimento dos filhos beneficiados e carteira de vacinação das crianças menores de 5 anos.


Fonte: Imprensa Celpa

FARÓ-PROJETO JOVEM APRENDIZ MRN: PARCERIA ENTRE PREFEITURA MUNICIPAL, MINERAÇÃO RIO DO NORTE E SENAI CAPACITARÁ JOVENS FARENSES





Com o olhar voltado para o futuro profissional dos jovens de Faro, a prefeita Jady Viana tem procurado maneiras, caminhos para que a profissionalização deles seja uma realidade em sua gestão. E uma dessas “janelas” para o futuro desses jovens se abriu agora, com a concretização do Projeto Jovem Aprendiz, parceria fechada entre a prefeitura local, a Mineração Rio do Norte (MRN) e o Serviço Nacional da Indústria (SENAI).

Em reunião realizada em 10 de janeiro entre representantes da MRN, do SENAI e da Prefeitura Municipal de Faro, ficou estipulado que 46 jovens serão selecionados já no próximo mês de março para participarem de curso com duração de um ano a ser realizado em Faro, com prática profissional em Porto Trombetas, sede da MRN.

O vice prefeito José Gonçalves fez parte dessa equipe que esteve em Porto Trombetas, acompanhado por Alexandre Guerreiro, secretário municipal de Turismo.

Para candidatar-se a uma vaga é necessário ter entre 18 e 24 anos, estar cursando (ou ter concluído) o ensino médio e possuir Carteira de Trabalho.

O projeto oferece aos jovens uma porta de entrada para o mercado de trabalho, além de proporcionar mais conhecimento e preparo para que enfrentem a competitividade encontrada no cenário atual.

O curso “Operador de Equipamento de Mina” contará com parte teórica realizada pelo SENAI em Faro e parte prática ministrada pela MRN, em sua sede. Nos módulos práticos MRN, os jovens receberão uniformes e EPI’s fornecidos pela mineradora.

Durante esse período os alunos farão jus a uma bolsa auxílio no valor de meio salário mínimo, assim como hospedagem e alimentação ofertadas pela MRN.


Com essa iniciativa, a prefeita Jady Viana acredita que sua administração esteja colaborando com a cidadania e a profissionalização da juventude farense.

Informações complementares em breve.

É assim que se faz!



ADMINISTRAÇÃO JADY VIANA / JOSÉ MARIA GONÇALVES: CUIDAR DO QUE É NOSSO: ESSE É O COMPROMISSO!


Fonte/Fotos: z fioravante, Ascom PM Faro-PA/Arquivo

Emater capacita técnicos para uso do Aplicativo Terras

  

05/01/2018 13:53h
Um grupo de técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) lotados nos escritórios locais de Monte Alegre e Almeirim, juntamente com técnicos do Projeto Jari, parceiro do órgão estadual, participaram na última quinta-feira (4) de uma capacitação sobre o Aplicativo Terras App, que garante mais agilidade e segurança aos processos de concessão do crédito rural direcionado às linhas do Pronaf e Agronegócio, encaminhados ao Banco da Amazônia.
A capacitação foi realizada no escritório local de Monte Alegre, pelos técnicos Weden Vasconcelos da Silva e Antônio Targino Júnior, da da Emater, que atuaram como multiplicadores.Eles participaram do treinamento realizado em dezembro no escritório regional de Santarém, por meio de uma parceria com o Banco da Amazônia e a Empresa Terras App Solutions.
O aplicativo é uma ferramenta usada no encaminhamento de propostas ao Banco da Amazônia nas linhas do Pronaf e Agronegócio, que além de possibilitar mais rapidez e segurança no processo de concessão do crédito, também gerencia riscos socioambientais, organiza informações de cadastro pessoal, propriedade e dados geoespaciais da área a ser financiada, captura e registra coordenadas geodésicas, cadastra informações do produtor, analisa Cadastro Ambiental Rural (CAR), conduz e monitora mudanças de cobertura do solo com imagens de satélites, e avalia conformidades socioambientais dos empreendimentos.
Por Edna Moura

Fonte: Agencia Pará de Notícias

Prático e imediato de navio são indiciados por acidente com empurrador em Óbidos


Após cinco meses e seis dias de investigação, o imediato Raimundo Nilson da Cruz e o prático Flávio Lins Barbosa, responsáveis pela condução do navio, foram indiciados pelo descumprimento da regra 14 do Regulamento Internacional Para Evitar Abalroamento no Mar (Ripeam).
A Regra 14 (A) do Ripeam, situação de roda a roda, orienta que quando duas embarcações à propulsão mecânica estiverem se aproximando em rumos diretamente opostos ou quase diretamente opostos, em condições que envolvam risco de abalroamento, cada uma deverá guinar em sentido boreste (para direita), de forma que a passagem se dê por bombordo uma da outra. De acordo com o diretor do Grupamento Fluvial da PC, Dilermando Dantas, que presidiu o inquérito, após uma série de diligências, depoimentos e dos áudios captados pelo sistema registrador de dados do navio (DVR), foi possível que a Polícia Civil elucidasse alguns pontos. 
"Por quê entendemos por esse indiciamento? Diante de todos os fatos que tivemos ficou claro que houve condutas diversas por parte das embarcações. A gente percebe isso pelo leme do TBL CXX, pelo depoimento do Sérgio, comandante do barco Rodrigo Bruno, que prestou socorro, e pelas exigências da regra em relação ao uso do farol, avisos sonoros e a questão da manobra em si. O empurrador tomou a medida que a regra 14 do Ripeam manda que é guinar para seu boreste e o navio em momento algum adota qualquer tipo de medida", explicou o delegado.
Comunicação - Segundo Dantas, os áudios registrados no sistema do navio não mostram comunicação entre o empurrador TBL CXX e nem do navio com o empurrador, mas sim do navio com uma outra embarcação, o empurrador Dom Francisco.
Para o delegado, a confusão entre áudios e os equívocos de interpretação por parte dos profissionais que conduziam o navio cargueiro Mercosul Santos foram determinantes para a colisão e, posteriormente, o naufrágio. Pelo descumprimento das regras de segurança à navegação, que provocou a morte de nove pessoas, que estavam dentro do empurrador, o imediato Raimundo Nilson da Cruz e o prático Flávio Lins Barbosa, do navio cargueiro Mercosul Santos, deverão responder com base nos artigos 261 (parágrafo 1º), somado com o 263 e 258 do Código Penal.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público Estadual para a continuidade dos procedimentos. A Comarca de Óbidos será a responsável pelos trâmites seguintes.


Por Samuel Alvarenga

Fonte: Agencia Pará de Notícias

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Petrobras, Abin e Transpetro abrem concursos com salários de até R$ 16 mil

Iniciou nesta terça-feira (09) o período de inscrições para as seleções da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Transpetro e Petrobras para a contratação de profissionais de diversos níveis de escolaridade. Os salários podem chegar a R$ 16.620,46.
ABIN
O órgão de Inteligência de Estado do Brasil, a Abin oferece salários de R$ 6.302,23 a R$ 16.620,46 nos cargos de agente de inteligência, Oficial Técnico de Inteligência e Oficial de Inteligência, para os níveis médio e superior. As inscrições podem ser feitas até às 18h do dia 30 de janeiro, pelo site da Cespe/UnB.
TRANSPETRO
Ao todo estão sendo oferecidas 3.531 vagas, sendo 321 vagas imediatas e 3.210 para formação de cadastro de reserva. Os salários vão de R$ 3.712,67 a R$ 6.619,90, para os cargos de auxiliar de saúde, condutor bombeador, condutor mecânico, cozinheiro, eletricista, moço de convés, moço de máquinas e taifeiro. Os profissionais trabalharão em navios da Transpetro. As inscrições poderão até 31 de janeiro no site da site da Fundação da Cesgranrio.  
PETROBRAS
O processo seletivo será para preencher 57 vagas, além de cadastro de reserva. A remuneração vai de R$ 9.786,14 a R$ 10.544,04, para os profissionais de nível superior no Estado do Rio de Janeiro, nas funções de Administrador Júnior (24), Advogado Júnior (1), Analista de Sistemas Júnior - Processos de Negócio (3), Contador Júnior (6), Economista Júnior (5), Engenheiro de Produção Júnior (16) e Estatístico Júnior (2). As inscrições poderão ser feitas até 30 de janeiro de 2018 no site da site da Fundação da Cesgranrio. 
Fonte: (DOL com informações do Extra)

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

MITOS E VERDADES SOBRE A TEMÍVEL SUCURI, A ANACONDA BRASILEIRA

“Anaconda consegue devorar bois inteiros, sem grande esforço? Dizem que a sucuri esmaga o animal e depois o engole, deixando para fora da boca apenas os chifres!!! Isso é verdade?”
MITO 1 – A ANACONDA PODE ENGOLIR UM BOI INTEIRO? A sucuri ou anaconda é uma cobra que mede até 9 m de comprimento (há relatos de que pode chegar aos 11,5 m), e pesa até 250 kg, sendo a cobra mais pesada do mundo.
Se analisarmos criticamente, vamos perceber que, para devorar um boi inteiro – que pesa entre 400 kg e 500 kg (ou até mais) – o réptil teria que ser muito maior. Ao que se sabe da literatura científica, não há registros de anacondas que engoliram bois inteiros. Além disso, outro fato que ajuda a derrubar a lenda é um costume da sucuri: Ela sempre começa a engolir sua presa pela cabeça, ou seja, seria IMPOSSÍVEL que os chifres do boi devorado permanecessem do lado de fora da boca da cobra.


 MITO 2 – A ANACONDA É VIOLENTA E CAÇA ANIMAIS INTENCIONALMENTE? Bem, um pequeno bezerro até poderia ser devorado se estivesse no lugar errado na hora errada. Isto porque a sucuri não caça bezerros e outros animais domésticos intencionalmente. Seus alimentos favoritos são animais que vivem próximos ou na água, como peixes, jacarés, tartarugas, capivaras, aves aquáticas e qualquer outro animal que tenha tamanho adequado. Mesmo assim, para conseguir engolir um bezerrinho ou animal do mesmo tamanho uma sucuri tem que medir mais de 5 m.


MITO 3 – A ANACONDA ESGUICHA VENENO PELAS PRESAS COMO NOS FILMES? De jeito nenhum, essas cobras não são peçonhentas (não são venenosas), matam por constrição (se enrolando na presa e a apertando para que ela sufoque) e/ou por afogamento.

MITO 4 – A ANACONDA ESCONDE SEUS OVOS EM BURACOS? De forma alguma. As sucuris são vivíparas (animal que pari filhos) e os filhotes (entre 20 e 70, com comprimento variando entre 15 e 45 cm) nascem na água, após cerca de oito meses de desenvolvimento embrionário.

 MITO 5 – AQUELA CENA NO FILME EM QUE A ANACONDA “COSPE” UM ANIMAL QUE JÁ ENGOLIU É MENTIRA. Não é mentira não. Após se alimentar as anacondas ficam mais pesadas e menos ágeis do que o normal. Quando se sentem ameaçadas podem “regurgitar” a presa para ficarem mais leves e poderem fugir da ameaça.
FONTE; Diário de Biologia/ Karla Patricia/Fotos Divulgação



Transamazônica se transforma em celeiro de cavernas!!!

"A Transamazônica, região Oeste do Pará, destaca-se pela quantidade de cavernas cadastradas, num total de 102 cavidades, até hoje".

As cavernas são ambientes subterrâneos e naturais que ocorrem principalmente em terrenos rochosos. Elas são formadas a partir de diversos processos geológicos e químicos, como a erosão das rochas pela água das chuvas e dos rios, o vulcanismo e os terremotos. Chamamos de meio epígeo, o ambiente externo à caverna e de hipógeo, ou cavernícola, o meio subterrâneo.
A caverna Paraíso tem até o momento 1.620 m de desenvolvimento de seus salões e condutos, o que a faz ser a maior caverna calcária da Amazônia.
Dentre as cavidades encontradas destacam-se a Caverna das Mãos (SBE-329), Caverna Caximbão (SBE-326), Caverna das Damas (SBE-466) e Caverna Fernanda Caroline (SBE-336), todas situadas no entorno da Rodovia Transamazônica. Tais cavernas, ainda não estudadas, foram habitadas, provavelmente, pelos índios Tapajó, entre 1000 e 1200 anos atrás.


A Caverna das Mãos é a de maior importância e tem esse nome por existir em seu interior a marca das mãos feitas por esses antepassados, bem como outros desenhos rupestres a mais de 300 metros dentro da caverna, ou seja, na escuridão total, fato raro no Brasil. Tal fato pode fazer da Caverna das Mãos a única do Brasil com essas características, semelhante somente às cavernas encontradas na França. O Estado do Pará, conforme o CNC – Cadastro Nacional de Cavernas do Brasil é o 4º colocado no ranking dos estados por ordem do número de cavernas e o 1º colocado no ranking dos municípios por ordem do número de cavernas com destaque para São Geraldo do Araguaia com 470 cavernas cadastradas (maior nº de cavernas cadastradas por municípios no Brasil), seguido por Rurópolis com 75 cavernas cadastradas, em 12º lugar do Brasil e com potencial para maiores descobertas.
Diante do trabalho apresentado, demonstra-se o potencial turístico e histórico das cavernas da região oeste do Pará. Muitos registros são inéditos  e poucos foram estudados, fazendo destes sítios, importantes objetos de pesquisa. O turismo pode ser implementado, mas com muita responsabilidade com vistas a preservar nosso patrimônio histórico. 

Inscrições e gravuras rupestre nas cavernas 
Ao longo da história da humanidade, desde os primórdios do Homem, as cavernas tem desempenhado um importante papel na proteção contra as intempéries. 
Ao se abrigarem em tais espaços, muitos grupos humanos deixavam registros de sua ocupação na forma de vestígios arqueológicos como material lítico, cinzas de fogueiras, ossos, pinturas, grafismos e outras representações rupestres. Até o momento 11 (onze) cavernas com pinturas rupestres encontradas na região foram cadastradas na SBE – Sociedade Brasileira de Espeleologia, com a possibilidade de serem encontradas outras, através das incursões previstas pelo Grupo 






Fonte:  Via Amazônia/Redação Via Amazônia

Temer sanciona lei para permitir mais investimentos pela Caixa

Com mais R$ 15 bilhões, banco poderá reforçar projetos em áreas como infraestrutura e saneamento básico

 O presidente da República, Michel Temer, sancionou nesta quinta-feira (4) uma lei que permite um aporte de R$ 15 bilhões na Caixa Econômica Federal com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Com isso, a expectativa é que a instituição consiga emprestar e investir mais ao longo deste ano, gerando mais emprego e renda. O texto ainda será publicado no Diário Oficial da União (DOU).
“A importância desse ato para a Caixa, para o FGTS, para os trabalhadores, para o setor da construção civil, para todas as empresas que constroem moradias, que fazem obras [...] é fundamental; permitirá que a Caixa continue a fazer todos esses investimentos”, disse o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, em entrevista ao Planalto após reunião com o presidente Temer.
Gestora do fundo de investimentos do FGTS, a Caixa já usa os recursos do fundo para financiar investimentos em infraestrutura e saneamento básico, por exemplo. Além disso, a instituição oferece créditos mais em conta para quem quer comprar a casa própria, como é o caso da linha Pró-Cotista.
Autor do projeto de lei, o deputado Fernando Monteiro (PP-PE) reforçou os benefícios da medida. “É importante porque gera emprego, gera renda. A gente observa que a Caixa é o grande motor do crédito imobiliário”, afirmou.
Fonte: Planalto

JUCÁ, O FRUTO AMAZÔNICO QUE PODE BARATEAR E SIMPLIFICAR O TRATAMENTO DA LEISHMANIOSE


Emulsão é feita a partir da vagem do jucá, já usada por ribeirinhos da região em forma de chá para tratar diversas doenças
Um fruto amazônico amplamente utilizado como remédio caseiro pelas populações ribeirinhas da região pode ser a chave para ajudar a baratear e simplificar o tratamento da leishmaniose, doença que provoca ulcerações na pele e que atinge cerca de 3 mil pessoas ao ano no Brasil.
Um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) testa um creme fitoterápico à base do jucá (Libidibia ferrea) como terapia alternativa às dolorosas injeções do tratamento contra a leishmaniose do tipo tegumentar (LT).
Os testes iniciais com o creme, em roedores, foram animadores. Segundo os pesquisadores, os animais tratados com o preparado à base do jucá tiveram 25% de crescimento de lesões relacionadas à doença, em comparação ao aumento de 300% dos animais que não receberam nenhum tratamento.
O estudo, que começou no Laboratório de Leishmaniose e Doenças de Chagas do Inpa, tem o objetivo de desenvolver um medicamento eficaz, de uso tópico e com uma logística de distribuição simplificada para auxiliar os pacientes que moram em áreas de difícil acesso.
A ideia é que o creme feito com a planta possa ser associado à medicação recomendada pelo Ministério da Saúde e usada há mais de 50 anos, o glucantime, para agir como coadjuvante no tratamento da leishmaniose tegumentar.
O jucá, também conhecido como pau-ferro, é um velho conhecido dos ribeirinhos da região amazônica, muito utilizado por eles em forma de chá como remédio caseiro para diversas enfermidades.
Árvore nativa do Brasil, ele está amplamente presente nas regiões Norte e Nordeste. Tem propriedades antissépticas, antienvelhecimento, antioxidantes e antipigmentação. Também é usado como adstringente, antidiarreico, cicatrizante, sedativo, tônico, anti-inflamatório, expectorante e até mesmo afrodisíaco.

2 milhões de casos no mundo ao ano
A leishmaniose é uma doença grave que pode ser causada por várias espécies de protozoários do gênero Leishmania e é transmitida ao homem pela picada do inseto flebótomo, popularmente chamado de "birigui", "mosquito-palha" ou "cangalhinha".
Nas áreas urbanas, os cachorros, gatos e ratos são as maiores fontes de infecção. Já nas zonas rurais os agentes transmissores são animais silvestres como raposas, gambás e tamanduás. Ao contrário do Aedes aegypti, que transmite a dengue, chikungunya e zika, não é fácil localizar os criadouros dos mosquitos flebótomos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 350 milhões de pessoas estejam expostas ao risco da leishmaniose no mundo, com registro aproximado de dois milhões de novos casos das diferentes formas clínicas ao ano no mundo.
Apesar de a infecção estar controlada no Brasil, estima-se que quase 3 mil pessoas são contaminadas todo ano.
Anteriormente restrita às áreas de floresta e zonas rurais, a doença tem avançado nas cidades, em função do desmatamento e da migração das famílias para os centros urbanos. As regiões Norte e Nordeste ainda são áreas de risco com maior número de registros da enfermidade.
Existem dois tipos de leishmaniose: a visceral (LV), conhecida como calazar, e a tegumentar (LT). Ambas são consideradas doenças infecciosas e são transmitidas por diferentes espécies de flebotomíneos (pequenos insetos) infectados pelo protozoário.
A LV é caracterizada, principalmente, por febre de longa duração, aumento do fígado e do baço, além de perda de peso acentuada, e pode levar a óbito em 90% dos casos se não for tratada adequadamente. Já a LT provoca úlceras na pele e mucosas.
Em uma década, o número de casos de LV no Brasil caiu apenas 8,5%, passando de 3.597 em 2005 para 3.289 em 2015. A redução da incidência da LT em dez anos foi mais expressiva, de 27%, de 26.685 para 19.395 casos no mesmo intervalo.
Em 2015, o Nordeste registrou o maior número de casos de LV (1.806), seguido pelas regiões Sudeste (538), Norte (469), Centro-Oeste (157) e Sul (5).
Em relação à LT, o Norte registrou o maior número de casos (8.939); seguido por Nordeste (5.152), Centro-Oeste (2.937), Sudeste (1.762) e Sul (493).
A OMS estima que entre 20 mil e 40 mil pessoas no mundo morrem, por ano, vítimas da doença. No Brasil, foram mais de 2,7 mil mortes entre 2000 e 2011. Os maiores índices de mortalidade foram registrados nos Estados do Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, São Paulo, Bahia e Minas Gerais.
Os números melhores, no entanto, ainda não foram suficientes para tirar a leishmaniose da lista de doenças negligenciadas. Apesar do tratamento gratuito, a eliminação ou redução mais significativa de casos no país esbarra em gargalos. O diagnóstico é limitado. Tanto a população quanto os profissionais de saúde têm dificuldade em identificar os sintomas.

Bons resultados
De acordo com o farmacêutico responsável pela pesquisa, Bruno Jensen, o experimento ainda está restrito a roedores - mas com resultados satisfatórios.
O grupo de animais que não recebeu tratamento apresentou evolução clínica das lesões cutâneas de 300% (aquelas que dão origem às primeiras infecções). Já no grupo de controle, que recebeu tratamento das lesões com a formulação farmacêutica incorporada com a fração de uma substância encontrada no jucá, o diclorometano, foi observado crescimento de apenas 25% das lesões.
Já na comparação entre dois grupos que receberam tratamentos diferentes, um com a microemulsão (o creme fitoterápico) e o outro com o glucantime (a medicação preconizada pelo Ministério da Saúde como primeira escolha para o tratamento da leishmaniose), não houve diferença estatística quanto à evolução das lesões.
O desempenho, para Jensen, mostra que o tratamento da leishmaniose poderia ser complementado com o creme, aumentando sua eficácia e reduzindo os efeitos colateriais apresentados a partir da administração da medicação única indicada pelo governo.
Para a líder do grupo de pesquisa do Inpa, Antônia Maria Ramos Franco, o desenvolvimento de novos fármacos é importante para um país que necessita reduzir as despesas com o tratamento de uma doença considerada negligenciada - aquelas causadas por agentes infecciosos ou parasitas e que afetam principalmente as pessoas de menor poder aquisitivo.
"Somos especialistas na realização de pesquisas científicas envolvendo este tipo de enfermidade, que é considerada um grande problema mundial, não só no Brasil", diz Franco. "Agora, estamos iniciando uma nova etapa, a busca por parceiros que tenham interesse em produzir esse fitoterápico à base de jucá em escala industrial."
Há outros tratamentos alternativos para combater os efeitos colaterais associados ao tratamento da leishmaniose tegumentar, como a pomada à base de própolis vermelha e o extrato do vegetal, conhecido como saião (Kalanchoe pinnata).

A pesquisa
Durante um ano de experimentação (2016/2017), a pesquisa foi tema do mestrado de Jensen.
O grupo de pesquisa do Laboratório de Leishmaniose e Doenças de Chagas/Inpa vem investigando os estudos de frações da árvo
re do jucá que já tinham apresentado bons resultados. Agora, ele dá sequência à pesquisa no doutorado em Inovação Farmacêutica da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com orientação de Franco.
Segundo Jensen, a pesquisa ainda não foi publicada em revista científica porque o estudo precisa aguardar o pedido de patente, que, de acordo com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), deve cumprir com o prazo estabelecido em Lei.
"Como a pesquisa é recente e o processo de patente geralmente leva de 18 a 36 meses para ser finalizado, ainda não podemos publicá-la", diz o pesquisador.


Fonte/Foto: G1.globo.com/Luciete Pedrosa, Ascom Inpa

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

DA AMAZÔNIA PARA O MUNDO: CONHEÇA AS PROPRIEDADES MEDICINAIS DA CORAMA



Amplamente utilizada na Amazônia, saiba mais sobre a planta corama com possíveis potenciais para combater de inflamações até gastrite.
Com possíveis propriedades medicinais para cicatrização de ferimentos a gastrite, a planta corama é usada na Amazônia no combate a várias doenças, segundo o técnico em plantas medicinais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Moacir Biondo. A origem da planta ainda é certa, mas segundo Biondo, que também é apresentador do programa de TV Ervas e Plantas Medicinais da Amazônia, do canal Amazon Sat, é uma das plantas medicinais mais utilizadas na medicina tradicional amazônica.
A corama possui diversos nomes populares e, no interior do Amazonas, é conhecida como escama de pirarucu, diabinho, folha-da-fortuna e folha-santa. Biondo afirmou que a planta é capaz, também, de combate a inflamações e bactérias.
Como medicamento, a corama é usada em forma de chá. Especificamente para gastriste, Biondo recomenda separar de duas a três folhas de corama, um copo com água pequeno, bater no liquidificador, coar e beber o chá. Ele disse que a mistura deve ser tomada duas vezes por dia.
“Ao acordar, tomar em jejum meia hora antes do café e antes de dormir. O resultado é em aproximadamente 30 dias, mas lembrando: uma boa alimentação, sem excesso de frituras e gorduras, é essencial”, detalhou o apresentador.
Ele garante que a planta também serve como colírio natural no tratamento de infecções nos olhos, como conjuntivite. Para elaborar o colírio é necessário esquentar folhas da planta em água morna até que elas fiquem moles. Depois de espremidas, as folhas liberam um líquido que deve ser aplicado nos olhos. Biondo aconselha aplicar três gotas da solução, duas vezes ao dia: uma pela manhã e outra à noite, por quatro dias.

Fonte/Foto: Portal Amazônia