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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

UFOPA vai destinar 65 vagas para quilombolas

Descendentes de negros que integram comunidades quilombolas terão seleção diferenciada para ingresso na Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) no Processo Seletivo de 2015. Antes de lançar o edital com as regras da seleção, a UFOPA reuniu líderes negros do Baixo Amazonas para apresentar uma proposta de edital. A consulta foi feita durante o Seminário Descentralizado do Processo Seletivo Especial Quilombola, que ocorreu no dia 25 de novembro, no auditório Wilson Fonseca, Campus Rondon, em Santarém.
A reitora da UFOPA, Profa. Dra. Raimunda Monteiro, participou da solenidade de abertura e relembrou o início de sua carreira, quando atuou nos movimentos sociais e teve contato com as manifestações da cultura negra.  Em seu discurso, ressaltou a importância histórica deste momento em que os líderes negros são chamados para ajudar a criar “o primeiro documento que normatiza a entrada dos quilombolas na universidade”. E completou: “Aqui, nós estamos falando dos dois segmentos mais penalizados nos processos de colonizações das Américas: os povos indígenas e quilombolas”. A reitora lembrou ainda que a UFOPA já está “amparada” legalmente pela Lei de Cotas, cumprida pela Universidade desde 2012. “A libertação se dá pelo domínio do conhecimento”, enfatizou.
Além do Campus Rondon da UFOPA, onde ocorreu dia 25 de novembro, o Seminário Descentralizado do Processo Seletivo Especial Quilombola realiza-se também nas cidades de Oriximiná e Jacareacanga, que concentram boa parte das populações quilombolas do Baixo Amazonas e Tapajós.
Será a primeira vez que a UFOPA realiza seleção especial para ingresso de quilombolas. Por isso, a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PROEN), a Pró-Reitoria de Gestão Estudantil (PROGES) e a Diretoria de Ações Afirmativas decidiram realizar esses seminários para debater o Processo Seletivo Especial (PSE 2015). Cerca de 150 pessoas, entre lideranças quilombolas e ativistas do movimento negro de Santarém e arredores são esperadas nesses dois dias para debater aspectos do edital, cuja previsão de lançamento é o início do mês de dezembro. De acordo com a reitora, serão destinadas 65 vagas.
“Nós não temos que ter medo de trazer os quilombolas para a Universidade. O que nós temos é a obrigação de abrir as portas para que eles venham não só para receber o que a universidade pode lhes dar de conhecimento, de estudo de oportunidade de ter uma mobilidade social, mas também para vocês trazerem para dentro da universidade o universo da experiência de vocês”.
Nos arredores de Santarém existem 12 comunidades quilombolas. Na região do Planalto estão as comunidades de Bom Jesus, Tiningui, Mururu, Mururutuba e Patos do Ituqui. Na várzea, estão localizadas as comunidades de Arapemá, Saracura, São José, São Raimundo Surubim-Açu e Maicá. Ao todo 3 mil pessoas vivem nesses locais. De acordo com o vice-presidente da Federação das Organizações Quilombolas de Santarém (FORQS), Raimundo Benedito da Silva Mota, apenas 200 dessas pessoas frequentaram o ensino superior. “A nossa negritude precisa estar na universidade. Precisamos debater o que pode vir a constar nesse edital e também nos próximos para garantir nossa permanência”.
Estiveram presentes o secretário de Educação de Alenquer, Antônio Patrício Leitão, o coordenador Pedagógico da Prefeitura de Alenquer, Wilson José da Silva, a coordenadora de Educação Étnico-Racial da Prefeitura de Santarém (SEMED), Alessandra Caripuna, o diretor de Ações Afirmativas da Pró-Reitoria de Gestão Estudantil (PROGES), Florêncio Vaz, e a pró-reitora de Ensino de Graduação (PROEN), Fátima Lima.

Fonte: Lenne Santos - Comunicação/UFOPA

Sema faz consulta pública sobre criação de unidade de conservação em Juruti


A proteção de peixes, quelônios e répteis é o objetivo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), que promove nesta quinta-feira (27), no município de Juruti, no Baixo Amazonas, consulta pública para debater a proposta de criação da Unidade de Conservação (UC) Lago Mole, na categoria Patrimônio Natural.
A iniciativa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Juruti, em parceria com a Sema, de reconhecer o Lago Mole como área protegida, justifica-se por causa das constantes tentativas de invasão no local. A área tem 652,68 hectares, dos quais 60% são vegetação que contorna o lago, considerada Área de Preservação Permanente, de acordo com o Código Florestal. A parte hídrica, importante para essas espécies, ocupa 40% do total da área de 262,12 hectares e atinge a profundidade média de dez metros, em período de estiagem.
A consulta pública é uma exigência legal que objetiva assegurar que as populações locais, do entorno ou do interior da área a ser criada, além de organizações governamentais, ambientalistas e pesquisadores sejam informados e consultados sobre a proposta de criação de uma Unidade de Conservação. As consultas obedecem a princípios como participação, impessoalidade, interesse público, motivação e divulgação, e devem ser conduzidas pelo órgão responsável pela criação da unidade.
Káthia Oliveira
Secretaria de Estado de Meio Ambiente
Fonte: Agencia Pará de Noticias

Escola Técnica de Oriximiná divulgará seu primeiro edital até dezembro

Escola Tecnológica de Oriximiná
A Escola Técnica de Oriximiná, que beneficiará os alunos de Ensino Médio da região oeste do Pará, deve iniciar o seu primeiro processo seletivo em dezembro deste ano. De acordo com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o edital já está em construção pela equipe da coordenadoria de educação profissional e alguns cursos especiais serão ministrados já a partir deste mês. “Os cursos que serão ofertados no ensino regular são: técnico em Agropecuária e Mineração. Os mesmos foram definidos a partir de um Fórum realizado no município. No entanto, em novembro teremos alguns cursos extras que serão oferecidos”, explica Socorro Marques, que faz parte da equipe que elabora o edital.

A professora Adenil Albuquerque da Silva, vice-diretora da Escola Estadual de Ensino Médio José Nicolino de Souza, comenta sobre a expectativa para o início das atividades da escola técnica. “Muitos jovens têm nos perguntado, inclusive na nossa escola, a respeito dos cursos que virão para a escola tecnológica. Pelas informações que recebemos teremos cursos de mineração e agropecuária. Acreditamos que a escola tecnológica do município de Oriximiná é um grande benefício na área da educação para melhorar a formação dos alunos e das pessoas que moram nos municípios vizinhos daqui. Então, na verdade, essa escola, sem dúvida, contribuirá também para a melhoria dos municípios”, comenta a vice-diretora.
Escola Tecnológica de Oriximiná
Ainda de acordo com a Seduc, a inauguração da escola será realizada após as últimas avaliações da secretaria, porém, ainda este ano, a instituição promoverá um Curso de Formação Inicial e Continuada no período de 27 de novembro a 11 de dezembro. Serão ministrados os cursos “Tópicos de Nutrição de Bovinos de Corte”, na Escola Técnica de Oriximiná e, no período de 14 a 26 de novembro, será realizado um curso de Tópicos de Fruticultura na Comunidade Quilombola do Mour-Saberes, da Educação de Jovens e Adultos.
“Eu vejo que essa escola técnica do nosso município será muito importante para somar na educação dos estudantes. Antes nós tínhamos pessoas que saíam do município para buscar uma qualificação profissional para ingressar no mercado e agora essa escola veio nos ajudar porque muitas pessoas pagavam cursos técnicos que não seriam cabíveis no orçamento familiar. Agora já sabemos que os cursos serão gratuitos e qualquer aluno do ensino médio pode participar da seleção”, relata o aluno Daniel Oliveira, 18, da Escola Estadual de Ensino Médio José Nicolino de Souza. Ele já faz planos de se formar e trabalhar no próprio município. “Quero me formar para trabalhar aqui. O nosso município precisa de mais pessoas trabalhando aqui. Ainda não escolhi a área, mas gosto muito de enfermagem e design”.
Diego Andrade
Secretaria de Estado de Comunicação
Fonte: Agencia Pará de Noticias