A Caixa
Econômica Federal inicia, na próxima terça-feira (24), o pagamento dos
benefícios do Programa de Integração Social (PIS), relativos ao
calendário 2012/2013. São 17,9 milhões de trabalhadores com direito ao
abono salarial, e mais de 27 milhões poderão sacar os rendimentos do
PIS. Beneficiários que possuam conta no banco terão o valor creditado
automaticamente, a partir de 24 de julho, em sua conta corrente ou
poupança CAIXA, desde que a conta tenha o trabalhador como único
titular.
As
empresas conveniadas com o banco creditarão o benefício diretamente na
folha de pagamento de julho e agosto de seus empregados. Mais de 27 mil
empresas estão cadastradas, o que significa que aproximadamente 2,9
milhões de empregados receberão o abono ou os rendimentos do PIS em seus
contracheques.
Trabalhadores
que não possuem conta na CAIXA e não estão vinculados a uma empresa
conveniada poderão sacar o benefício a partir de 15 de agosto, nos
terminais de autoatendimento, casas lotéricas, Correspondentes CAIXA
Aqui ou Agências da CAIXA. Os benefícios serão liberados conforme o mês
de nascimento do trabalhador:
Balanço do Calendário 2011/2012:
A CAIXA
encerrou o exercício 2011/2012 com mais de R$ 9,7 bilhões em pagamentos
de abonos e rendimentos do PIS. 95,6% dos empregados identificados
efetuaram o saque do abono salarial, o que representou um total de R$
9,1 bilhões. O número de abonos salariais retirados superou em mais de
1,7 milhão o volume pago no ano anterior.
Já os
rendimentos do PIS foram sacados por mais de 13,1 milhões de
trabalhadores, representando R$ 607,8 milhões em pagamentos. Os
rendimentos não retirados retornam para a conta de participação do
trabalhador.
Cerca
de 23 mil empresas participaram do CAIXA PIS-Empresa e possibilitaram a
antecipação de R$ 1 bilhão em benefícios a mais de 3,2 milhões de
trabalhadores.
Quem tem direito:
Ao Abono
– Trabalhadores cadastrados no PIS ou PASEP até 2007 (cinco anos de
cadatramento), que tenham trabalhado no mínimo 30 dias, consecutivos ou
não, no ano de 2011, com carteira de trabalho assinada por empresa, que
tenham recebido, em média, até dois salários mínimos mensais e que
tiveram seus dados informados corretamente pela empresa ao Ministério do
Trabalho e Emprego na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do
ano-base 2011.
Aos Rendimentos
- Tem direito ao saque o trabalhador que foi cadastrado no PIS-PASEP
até 04/10/1988 e que tenha saldo na conta PIS. O pagamento obedece ao
mesmo calendário do Abono Salarial.
Ao Saldo da conta PIS
- Atualmente é permitido o saque do saldo de quotas da conta PIS ao
trabalhador que apresentar algum dos motivos previstos em lei:
aposentadoria, invalidez permanente, reforma militar, transferência para
a reserva remunerada, tratamento de AIDS ou câncer do titular ou de
seus dependentes, morte do titular, como benefício assistencial à pessoa
portadora de deficiência e ao idoso e participante com idade igual ou
superior a 70 anos.
Para
saber se tem direito ao Abono Salarial ou aos Rendimentos do PIS, o
trabalhador pode consultar a página da CAIXA na internet, www.caixa.gov.br,
escolhendo as abas “Você”, “Serviços Sociais”, “PIS”, “Consulta o
Pagamento”, ou pelo Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), no telefone
0800 726 0101, opção 2.
Ao
ligar para o SAC da CAIXA, o trabalhador deve sempre ter em mãos o
número do seu PIS. Com este número, ele também poderá fazer a consulta
eletrônica, pelo 0800 726 0101, 24 horas por dia, nos 7 dias da semana.
FONTE: www.caixa.gov.br
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terça-feira, 17 de julho de 2012
CAIXA INICIA PAGAMENTO DE BENEFÍCIOS DO PIS A MAIS DE 40 MILHÕES DE TRABALHADORES
Brasil: 140 milhões de eleitores e 400 mil candidatos
Nas cidades com mais de 200 mil eleitores e onde a disputa pela prefeitura tenha mais de dois candidatos há a possibilidade de segundo turno.
Brasil: 140 milhões de eleitores e 400 mil candidatos Brasil - No dia 7 de outubro, 138.492.811 eleitores em 5.569 zonas eleitorais irão às urnas para escolher prefeitos, seus respectivos vices e vereadores, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até hoje (16), o sistema do órgão registrou 464.701 candidaturas para os três cargos.
De acordo com a legislação eleitoral, nas cidades com mais de 200 mil eleitores e onde a disputa pela prefeitura tenha mais de dois candidatos há a possibilidade de segundo turno. Nesse caso, a nova votação está marcada para o dia 28 de outubro com os dois candidatos mais votados no primeiro turno.
Detentor do maior eleitorado do país, com 31.229 pessoas aptas a votar, São Paulo também é o estado com maior número de candidatos inscritos para concorrer nas próximas eleições. Segundo o TSE, 79.467 políticos fizeram o pedido de candidatura, sendo 2.012 para prefeito, 2.016 para vice-prefeito e 75.439 para vereador. Apesar de o prazo para formalizar as candidaturas já ter se encerado, o tribunal ainda está totalizando os pedidos.
Pelo calendário eleitoral, até o dia 4 de agosto poderá ser feito o pedido de impugnação de candidaturas. Isso, contudo, não impede que um candidato participe do pleito. Ele poderá concorrer sub judice até que a Justiça decida o caso. No entanto, se ao final do processo a impugnação for confirmada e o candidato tiver sido eleito ele terá que deixar o cargo.
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Além disso, conforme o calendário eleitoral, no dia 6 de agosto os partidos políticos, as coligações e os candidatos são obrigados a divulgar na internet relatório discriminado dos recursos recebidos ou estimativa do financiamento da campanha eleitoral e os respectivos gastos. A Justiça Eleitoral irá disponibilizar um portal para divulgação dessas informações.
No dia 21 de agosto começará a propaganda eleitoral gratuita na rádio e televisão. A propaganda se estende até o dia 4 de outubro – três dias das eleições. Os partidos e candidatos poderão fazer campanha paga até o dia 5 de outubro.
Segundo o calendário eleitoral, a conclusão de processo de apuração deve ocorrer até o dia 12 de outubro. No entanto, desde a implementação do sistema informatizado de votação, com o uso da urna eletrônica, é possível conhecer o resultado da eleição na noite do dia da votação. Nos municípios onde houver a necessidade de segundo turno, a partir do dia 13 de outubro começa a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, que se estenderá até o dia 26.
Fonte: Agência Brasil
Frutas tropicais previnem doenças
Consumo de frutas diminui o risco de doenças cardiovasculares e câncer.
Pupunha reduz o colesterol Pará - Açaí, araçá e bacuri são exemplos da variedade de frutas tropicais que a região Amazônica oferece em suas florestas. Mesmo com a abundância, algumas dessas frutas são pouco consumidas pela população local.
O fato preocupa pesquisadoras da Universidade Federal do Pará (UFPA), já que as frutas regionais são ricas em vitaminas e têm o poder de diminuir riscos de doenças cardiovasculares e até alguns tipos de câncer. Veja o benefício de algumas frutas tropicais:
Açaí
O paraense que não dispensa tomar açaí está fazendo um bem enorme para a sua saúde. Rico em propriedades nutricionais, ele se destaca por apresentar teores consideráveis de antocianinas e vitamina E, estruturas antioxidantes que combatem os radicais livres, diminuindo, assim, o estresse oxidativo.
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Estudos epidemiológicos vêm mostrando que o consumo de frutas ricas em antocianinas diminui o risco de doenças cardiovasculares, processo inflamatório e diversos tipos de câncer. O açaí apresenta teor elevado de ácidos graxos insaturados, considerado como gordura ‘boa’. Apesar das propriedades nutricionais, o fruto não deve ser consumido em demasia, devido ser calórico.
Bacuri
Além do açaí, muitas outras frutas tropicais são ricas em nutrientes, como o bacuri, que possui bons teores de fibra alimentar, ajudando na digestão, e de vitamina B2, que auxilia na produção de energia para o organismo.
Buriti
Já o buriti destaca-se pelo seu elevado teor de beta-caroteno, elemento importante para diferenciação celular, evitando o risco de diversas doenças, tais como degeneração macular e aterosclerose. Devido sua capacidade antioxidante, previne o envelhecimento precoce e auxilia no aumento da resistência do organismo.
Pupunha
A pupunha é elemento essencial para o crescimento, desenvolvimento, manutenção de tecidos epiteliais, reprodução, sistema imunológico e, em especial, para o funcionamento do ciclo visual na regeneração de fotorreceptores. Além deles, também pode ser identificado, nas pupunhas, os tocoferóis, ou vitamina E. O fruto também possui ação bactericida, fungicida e anti-inflamatória. Estudos demonstram que tem ação na redução do colesterol sanguíneo.
Fonte: G1
Navegapará: resultado da seleção de monitores sai até 5ª
Serão ofertadas 139 bolsas no valor de R$ 350,00, com vigência de até 12 meses e concedidas pelo Banco do Estado do Pará (Banpará) e pela Secti.
Resultado da seleção de monitores sai até quinta-feira Pará - A coordenação do Programa Navegapará informa que o resultado da primeira seleção do edital que está selecionando interessados às vagas para cadastro de reserva de Monitores dos Infocentros do Programa Navegapará será publicado no Diário Oficial até a quinta-feira, 19.
O candidato selecionado como monitor-bolsista será responsável pelo atendimento ao público no espaço dos Infocentros, auxiliando e orientando processos que permitam aos frequentadores fazer uso das tecnologias da informação e comunicação, de maneira articulada ao desenvolvimento da comunidade.
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Ao todo, serão ofertadas 139 bolsas no valor de R$ 350,00, com vigência de até 12 meses e concedidas pelo Banco do Estado do Pará (Banpará) e pela Secti. A contratação dos candidatos aprovados será feita de acordo com as demandas dos infocentros, em um prazo máximo de seis meses.
Fonte: Agência Pará
‘Collor fazia rituais de magia negra’, revela ex-esposa
Fernando Collor e Rosane ficaram casados por 22 anos. Há sete anos se separaram. Agora brigam na Justiça em um processo litigioso.
Os dois foram casados por 22 anos Brasil - Vinte anos depois do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Melo, a ex-mulher dele decide abrir o jogo sobre esse período conturbado da história do Brasil. Rosane Collor diz que o ex-marido mentiu sobre as relações dele com Paulo Cesar Farias, o PC Farias, figura que comandava um esquema de corrupção dentro do governo. Rosane conta mais: confirma que para se defender de inimigos políticos, o então presidente Collor participava de sessões de magia negra nos porões da Casa da Dinda, a residência oficial do casal em Brasília. A reportagem é de Renata Ceribelli.
Fantástico: Você tem saudade do poder?
Rosane: O poder é efêmero, o poder um dia acaba.
Em 1990, quando Fernando e Rosane Collor de Mello se tornaram o presidente e a primeira-dama mais jovens do Brasil, ele com 40 anos e ela com 26, ninguém poderia imaginar essa cena: a Rosane, que chamava atenção pelas roupas caras e extravagantes, passando sempre a imagem de mulher poderosa, hoje se senta com a Bíblia entre as mãos em cultos evangélicos para pedir ajuda e dar testemunhos como esse:
Rosane: E olha que eu tive muitos momentos em que eu disse: ‘Jesus, me leva, aqui nessa terra eu não quero ficar mais’.
Fernando Collor e Rosane ficaram casados por 22 anos. Há sete anos se separaram. Agora brigam na Justiça em um processo litigioso.
Nesta entrevista, Rosane fala pela primeira vez sobre o que viu e viveu na presidência do ex-marido, hoje senador. São revelações inéditas, que confirmam boa parte do que Pedro Collor, irmão já falecido do ex-presidente, disse há 20 anos, detonando o processo de impeachment, o afastamento de Fernando Collor do poder.
A versão de Rosane estará também num livro que ela escreve com o jornalista Fábio Fabretti.
“Eu me considero um arquivo vivo. E eu digo em todas as entrevistas, e inclusive já disse na Justiça, que se algo acontecer na minha vida, o responsável maior será Fernando Collor de Mello”, diz a ex-primeira-dama.
Rosane conta que chegou a ser ameaçada ao decidir ir à casa de uma pastora chamada Maria Cecília, da Igreja Resgatando Vidas para Deus. Cecília era amiga do casal Collor, e antes de se converter à Igreja, se dedicava ao que Rosane chama de magia negra. Nesse encontro, a pastora distribuiu uma gravação em que revelava trabalhos de magia feitos por encomenda do ex-presidente na Casa da Dinda, a mansão da família Collor em Brasília. Revelações que Rosane confirmará nessa entrevista.
Rosane: Eu recebi um telefonema dizendo que eu não fosse a esse evento porque, se eu fosse, eu iria, mas eu não voltaria. E eu repreendi, disse que não tinha medo.
Fantástico: E você acha que foi ele? Ou foi ele que te ameaçou?
Rosane: Foi ele que ameaçou.
Fantástico: Ele te ligou e pessoalmente te disse isso?
Rosane: Um telefonema anônimo. Eu não sei se era ele que estava no telefone. Eu sei que eram pessoas que falavam dizendo que ele tinha mandado ligar, dizendo que eu não fosse para aquele culto, porque se eu fosse eu não voltaria.
Para entender as acusações de Rosane Collor de Mello contra o ex-marido, é preciso relembrar um dos momentos mais dramáticos da história do país.
O ano é 1989. O Brasil está eufórico por votar para presidente da República depois de 29 anos sem eleições diretas.
Fernando Collor se lança candidato como o defensor dos humildes, o caçador de marajás, como eram conhecidos os funcionários públicos que recebiam supersalários.
“Vamos fazer do nosso voto a nossa arma, para retirar do Palácio do Planalto os maiores marajás desse país”, disse em discurso na época.
A estratégia funcionou. Collor venceu com 35 milhões de votos. Lula ficou em segundo, com 31 milhões.
O novo presidente assumiu em 15 de março de 1990. Pouco tempo depois da posse, começaram a circular as primeiras denúncias de corrupção envolvendo o nome do tesoureiro da campanha, Paulo César Farias. PC, como ficou conhecido, era acusado de pedir dinheiro a empresários em troca de privilégios no governo.
“Toda e qualquer denúncia tem que ser exemplarmente apurada”, declarou Collor, em 1991.
Em maio de 1992, estoura a bomba: em entrevista à revista Veja, o próprio irmão do presidente, Pedro Collor, afirma que PC Farias era testa-de-ferro de Fernando Collor. O presidente, segundo as declarações do irmão, sabia das atividades criminosas de seu ex-tesoureiro.
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Dez meses depois, Pedro vai além. Em entrevista ao Jornal do Brasil, diz que Collor e Rosane faziam o que ele, Pedro, chamou de rituais de magia negra. E na própria Casa da Dinda, que era a mansão da família Collor, em Brasília.
Hoje, Rosane conta detalhes sobre esses rituais. E relata como foi o encontro com Maria Cecília, no dia em que teria sido ameaçada por telefone.
Rosane: Já tem bastante tempo que ela aceitou Jesus, ela hoje é pastora, e ela estava fazendo lançamento de um novo CD, onde ela contava todas as experiências.
Fantástico: Inclusive os rituais de magia negra que aconteciam.
Rosane: Inclusive os rituais de magia negra que eles faziam, mas não com a minha participação, porque algumas coisas eu participei, mas a grande maioria eu não aceitava participar.
Nesse CD a que Rosane se refere, Maria Cecília relata duas fases desse trabalho com Fernando Collor. Uma para ele chegar à Presidência: “Foi um trabalho muito sério. Foi um trabalho muito imundo, podre, nojento, para que se colocasse ali, na Presidência da República, aquele homem para administrar o Brasil”.
Outra, com ele já presidente, nos porões da Casa da Dinda. Nesse trecho, Maria Cecília fala dela mesma como se falasse de outra pessoa: “E ela teve que ir para Brasília, improvisar na Casa da Dinda, lá nos porões da Casa da Dinda, um lugar que fosse para o atendimento do marido e da esposa que estavam na Presidência da República. E ela deu continuidade àquele trabalho por um longo tempo”.
Depois, Cecília confirmaria numa entrevista à revista Época a realização desses rituais.
Fantástico: Nesse livro, você vai contar justamente sobre esses rituais que ele não gostaria que fossem contados.
Rosane: Com certeza.
Fantástico: Que rituais são esses?
Rosane: Trabalhos em cemitérios, trabalhos muito fortes.
Fantástico: E com animais, o que acontecia?
Rosane: Com animais era matança mesmo. Mata galinhas, mata boi, vaca. São animais que são sacrificados.
Uma imagem mostra a proximidade de Maria Cecília com Fernando Collor: em 1991, ela sobe a rampa ao lado do presidente, e trocando sorrisos. A cor branca do terno teria sido uma orientação de Cecília.
Também por orientação dela, segundo Rosane, Collor fazia rituais com a intenção de se proteger de inimigos políticos. Tentando fazer com que fossem atingidos pelo mal que desejassem contra ele.
Rosane: O Fernando fez ritual de ficar isolado, na Casa da Dinda ele ficou. Tem um porão e ele ficou durante três dias isolado mesmo, como se fosse se consagrando.
Fantástico: Com animal morto?
Rosane: Mas não no mesmo local. Dormindo numa esteira, ficando ali vestido com roupa branca.
Fantástico: E ele fazia isso pedindo o quê?
Rosane: Porque ele acreditava que pessoas que desejavam mal pra ele, fazendo isso, o mal que as pessoas mandavam pra ele voltava.
Fantástico: Durante quanto tempo vocês fizeram esse tipo de ritual?
Rosane: Quando eu conheci o Fernando ele já frequentava esses ambientes. Enquanto a gente esteve casado, ele praticava.
Rosane afirma acreditar que esses rituais deram origem ao que ela chama de "Maldição do Collor", e que ela e Maria Cecília só escaparam por terem aceitado Jesus.
Rosane: Eu e a Cecília somos duas pessoas que estamos vivas. Eu não acredito em coincidência, eu acredito em ‘jesuscidência’. E somos duas pessoas que estamos vivas por ter aceitado Jesus.
Fantástico: O que você chama de "Maldição do Collor"?
Rosane: De as pessoas que tentaram prejudicá-lo. Vários exemplos morreram de morte estranha. Eu acredito na maldição, de aquilo que quando você deseja o mal para alguém, isso pode acontecer.
Fantástico: Quantas pessoas morreram de maneira estranha?
Rosane: Eu não sei quantas pessoas foram.
Fantástico: Quais foram as que você atribui à maldição? A mulher do PC Farias?
Rosane: É que era uma pessoa que não tinha muito carinho pelo Fernando. Ela não gostava do Fernando. Agora jamais vou afirmar que o Fernando fez algum trabalho para que ela fosse morta.
Pedro Collor morreria em 1994, vítima de um câncer no cérebro. Dois anos antes, as denúncias feitas por ele na revista Veja provocaram a criação de uma CPI, e Collor tentou uma cartada: ele pediu o apoio popular.
“Que saiam no próximo domingo de casa com alguma peça de roupa com uma das cores da nossa bandeira! Que exponham nas janelas! Que exponham nas suas janelas toalhas, panos, o que tiver nas cores da nossa bandeira. Porque assim, no próximo domingo, nós estaremos mostrando onde está a verdadeira maioria”, pediu Collor, em 14 de agosto de 1992.
Dois dias depois da conclamação, em vez de usar verde e amarelo, milhares de jovens que ficariam conhecidos como caras-pintadas vão para as ruas vestindo preto. E pedem o afastamento do presidente.
Em junho, Collor tinha feito um pronunciamento em rede nacional negando que mantivesse contato com PC Farias. “Há cerca de dois anos não encontro o senhor Paulo César Farias, nem falo com ele. Mente quem afirma o contrário”, disse em 20 de junho de 1992.
Hoje, Rosane, pela primeira vez, desmente o ex-marido. E diz que, por isso, Collor tem medo do livro que ela está escrevendo:
Fantástico: Quem você acha que está temendo hoje pelo lançamento do seu livro?
Rosane: Eu prefiro acreditar que tem pessoas que estão receosas.
Fantástico: Quem?
Rosane: O próprio Fernando, né? Porque eu acredito que eu vou contar coisas que ele não gostaria de ser contada.
Fantástico: Por exemplo?
Rosane: Vou dar um exemplo forte. O PC continuava, ele tomava café da manhã na Casa da Dinda. E ele disse que não, e acontecia. Uma vez por semana, ele tomava café na Casa da Dinda com Fernando, presidente da República. Agora, depois que começaram a sair as notícias ruins, aí ele nunca mais foi tomar café na nossa casa. Até porque o PC era tesoureiro do Fernando na época da campanha. Ele é quem fez toda a arrecadação, isso todo mundo sabe.
Fantástico: E depois da campanha, depois de eleito, qual era a relação de Fernando Collor de Mello com PC Farias?
Rosane: De amizade, eles eram amigos.
Fantástico: Mas no governo?
Rosane: Eu acredito que ele tinha influência. Eu acredito não, eu tenho certeza absoluta que o PC teve influência no governo. Tanto que ele tinha irmão que foi ser da Saúde.
Fantástico: Mas o Fernando Collor de Mello negou essa informação na época, dizendo que ele não tinha contato com o PC Farias. Por que ele negou?
Rosane: Não sei por que ele negou.
Fantástico: Você perguntou para ele?
Rosane: Perguntei, ele falou que preferia que fosse assim.
Fantástico: Quem tinha mais influência sobre Fernando Collor de Mello. Rosane Collor ou PC Farias?
Rosane: Nossa, eu acredito que o PC Farias.
Rosane lembra que em 1993, quando foi decretada a prisão de PC Farias, a mulher dele, Elma, saiu em defesa do marido: “O Paulo César não agiu sozinho, ele teve alguém que mandou. O chefe maior foi quem mandou ele fazer isso.”, disse na época.
Fantástico: E o chefe era o Fernando Collor?
Rosane: Eu acredito que, quando ela falou nessa entrevista, eu acredito que ela tenha falado do Fernando.
Rosane revela que, quando foi presidente da Legião Brasileira de Assistência (LBA), teve problemas com PC Farias.
Rosane: Uma certa manhã, nós estávamos tomando café da manhã na Casa da Dinda, eu era presidente da LBA de fato, e no café da manhã, eu fui conversar com o Fernando e o PC estava lá, e eu disse que eu não gostaria que o PC viesse interferir na LBA.
Fantástico: Que tipo de interferência ele queria fazer?
Rosane: Colocando muitas pessoas para trabalhar em cargos importantes.
Fantástico: Pessoas dele?
Rosane: Pessoas ligadas a ele. Eu disse que eu não ia permitir.
Fantástico: Isso coincidiu com a primeira crise do casal, no final de 1991?
Rosane: Exatamente. Foi aí a grande crise que nós tivemos no casamento.
Fernando Collor não se preocupou em esconder que durante o período de crise no casamento andava sem a aliança.
Rosane revela como o presidente e a primeira-dama mais jovens da história eram assediados nos salões da política.
Fantástico: Vocês eram um casal jovem, bonito. Tinha muito assédio sobre vocês?
Rosane: Com certeza. Eu acredito que de ambas as partes.
Fantástico: Muita mulher dando em cima do Fernando Collor?
Rosane: Muitas mulheres.
Fantástico: Muito homens dando em cima de você também?
Rosane: Com certeza. Isso é natural. Até pelo fato de a primeira-dama ser jovem, até pelo fato do presidente ser jovem, ter 40 anos de idade.
Fantástico: Você, como primeira-dama, foi assediada?
Rosane: É normal. As pessoas olham, se encantam.
Fantástico: Foi cantada?
Rosane: Não sei se cantada, mas palavras mais gentis.
Fantástico: Presentes?
Rosane: É, ganhei. Presente de joias, e eu entregava pra ele. Para saber o que eu fazia.
Fantástico: Homens te mandando joias de presente?
Rosane: É, de presente. Dava presente. Dizia: 'era presente para a primeira-dama'. Normal.
Mais tarde, a própria Rosane foi afastada da presidência da LBA, sob acusações de desvio de verbas.
Rosane: Em relação a isso eu não faço mais nenhum comentário, porque o Supremo Tribunal Federal me deu ganho de causa por unanimidade.
PC Farias foi preso em 1993, e em 1996, quando estava em liberdade condicional, foi encontrado morto em Maceió. A polícia concluiu que PC foi morto pela namorada, que se suicidou em seguida, mas o crime nunca foi completamente desvendado.
Fantástico: Onde você e o Collor estavam quando o PC Farias morreu?
Rosane: Nós estávamos no Taiti.
Fantástico: Como que vocês receberam essa notícia?
Rosane: Ele ficou preocupado. Agradeceu por não estar lá, porque poderia passar na cabeça das pessoas que ele poderia estar envolvido.
Fantástico: Você achou?
Rosane: Não, em nenhum momento. Como acredito que ele não está envolvido na morte do PC.
O momento decisivo da carreira política de Fernando Collor de Mello aconteceu no dia 24 de agosto de 1992. A CPI encarregada de investigar as denúncias contra o presidente concluiu: “Os documentos apresentados hoje pela Comissão Parlamentar de Inquérito apontam as ligações do presidente Collor e de sua família com o chamado esquema PC”, noticiou o Jornal Nacional em 24 de agosto de 1992
Os documentos registram uma reforma de US$ 2,5 milhões na Casa da Dinda, a mansão da família Collor, em Brasília; a compra de um carro Fiat Elba; e despesas pessoais, tudo pago por cheques de fantasmas, ou seja, de pessoas fictícias, inventadas, o que caracteriza crime contra a probidade na administração, um crime de responsabilidade, cuja pena é a perda do cargo. A votação do relatório pelo plenário da Câmara aconteceu no dia 29 de setembro de 1992.
Fantástico: O momento do impeachment. O momento da votação. Onde você estava?
Rosane: Nossa, foi muito tenso. Eu ia ficar com ele, eu queria assistir lá na presidência, no Planalto. Mas ele falou que não queria. Que ele queria assistir sozinho. Em cada minuto, cada voto que era dado, ele ligava pra mim. Aí no momento que ele viu que não tinha mais jeito, que realmente o impeachment ia acontecer, ele realmente ficou desesperado.
Fantástico: Quando vocês se encontraram depois disso, o que ele te falou?
Rosane: Só nos abraçamos. Quando ele chegou em casa, nos abraçamos, eu tentei acalmá-lo, tranquilizá-lo e dizer: ‘Vai passar, eu estou aqui contigo, eu vou estar sempre do teu lado’.
Em entrevista ao repórter Geneton Moraes Neto, no Fantástico, Fernando Collor admitiu que pensou no pior, no suicídio.
Rosane lembra que nesse momento ficou apavorada.
Rosane: Eu procurei tirar as armas que tinham dentro de casa, eu tirei. Até por precaução, porque num momento de desespero a pessoa pode fazer. Então eu tentei durante muito tempo. Eu comecei a ter problema de insônia, porque eu já não conseguia dormir. Eu ficava angustiada, achando que ele era capaz de fazer alguma coisa. Então qualquer movimento dele, nos primeiros dias, se ele levantasse da cama, eu estava com o sono tão leve, era uma coisa impressionante, era tão leve meu sono que ele levantava e eu já acordava. Podia ser o que fosse, eu acho que nem dormia.
Fantástico: Ele ia para o banheiro...
Rosane: Ele ia para o banheiro, eu já acordava e corria atrás dele. Ele dizia: "Calma, Quinha, eu estou no banheiro". Eu achava que, não sei, que ele pudesse cometer, porque foi tudo muito rápido, foi uma coisa muito rápida...
Fantástico: Cometer suicídio?
Rosane: Eu achei que ele pudesse cometer.
Aprovado na Câmara, o pedido de impeachment seguiu para o Senado já no dia seguinte, sendo também aprovado e dando início ao julgamento de Collor, que deveria estar concluído em até 180 dias. Até lá, Collor ficaria afastado da presidência temporariamente, sendo substituído pelo vice Itamar Franco, o que, seguindo os trâmites oficiais, só aconteceu em 2 de outubro de 1992. Foi o dia em que Collor desceu a rampa do Palácio do Planalto pela última vez.
Rosane: Então, naquele momento, quando ele assinou, ele estava muito triste, ele estava muito abatido, ele estava muito magro. Estava depressivo, já não conseguia se alimentar direito. E naquele momento, quando ele assinou e nós fomos descer a rampa e ele quis baixar a cabeça, eu segurei na mão dele, e disse: ‘Vamos, levanta a cabeça, vamos em frente que a gente vai conseguir’.
Em 29 de dezembro, o Senado se reúne sob o comando do então presidente do Supremo Tribunal Federal, Sidney Sanches, para julgar se Fernando Collor era mesmo culpado pelo crime de responsabilidade, apontado pela Câmara. Se condenado, Collor continuaria afastado, não voltaria à Presidência e ficaria inelegível por oito anos. Para escapar dessa punição e garantir seus direitos políticos, ele tenta uma manobra de última hora: renuncia à Presidência. Mas a tentativa não dá certo. Resultado: Fernando Collor é finalmente condenado.
Na esfera criminal, dois anos depois, Collor enfrentou no STF a acusação de corrupção passiva. Alegou que as despesas apontadas pela Câmara foram pagas com sobras do dinheiro da campanha de 1989 e com um suposto empréstimo feito no Uruguai. Collor alegou também desconhecer que suas contas eram pagas por meio de cheques de fantasmas. Para condená-lo por corrupção passiva, era necessário que a procuradoria provasse que Collor recebeu dinheiro em troca de favores e serviços prestados a corruptores. Mas, no entendimento do STF, a procuradoria não conseguiu nenhum documento que provasse isso de forma inequívoca. Por essa razão, por cinco votos a três, o Supremo absolveu Collor da acusação de corrupção passiva.
Hoje, Rosane faz uma avaliação sobre o passado.
Fantástico: Você estava preparada para tanto poder?
Rosane: Ah, não, de jeito nenhum, acho que a gente não estava preparado.
Fantástico: Você se deslumbrou?
Rosane: Eu acho que todo mundo se deslumbra. Eu acho que chega o momento que a gente vê. Eu chegava e estava ao lado da princesa Diana. Eu estava jantando com a princesa Diana.
Collor voltou à política em 2002 e perdeu a eleição para o governo de Alagoas. Em 2006, foi eleito senador pelo mesmo estado. A separação de Rosane e Fernando Collor tinha ocorrido um ano antes, em 2005.
Fantástico: Essa casa onde você vive é de quem?
Rosane: Essa casa, hoje ela está, ele colocou porque ele tem um débito comigo na pensão alimentícia.
Segundo Rosane, a dívida de Collor é de R$ 950 mil. Ela briga na Justiça para ter acesso a parte dos bens que o ex-marido acumulou na vida pública. Os dois eram casados em regime de separação de bens. Quando casou, Rosane tinha 19 anos.
Fantástico: Vocês se casaram em que regime?
Rosane: Antes, em separação de bens total. Eu não sabia, eu achava que tinha sido parcial. Eu achava que aquilo que ele tinha antes era dele. E aquilo que a gente construísse seria nosso. Mas infelizmente, pela minha imaturidade, eu assinei um documento que eu não sabia o que estava fazendo.
Fantástico: Você pode dizer de quanto é sua pensão hoje?
Rosane: É de R$ 18 mil. É a pensão que eu recebo.
Fantástico: E você acha pouco?
Rosane: Pela vida que ele tem, sim. Eu vejo amigas minhas que se separaram. Agora há pouco tempo eu tenho um caso de uma amiga minha que se separou, o marido não é ex-presidente, não é senador da República, e tem uma pensão de quase R$ 40 mil.
Fantástico: E você, o que sente por ele?
Rosane: É aquilo que eu digo: o Fernando foi o grande amor da minha vida, mas também foi minha grande decepção.
Durante duas semanas, nós tentamos ouvir o senador Fernando Collor sobre as declarações da ex-mulher, Rosane. No último contato, o ex-presidente respondeu que não falaria "nem um minuto, nem meio minuto" sobre as revelações da ex-primeira-dama.
Procuramos também a pastora Maria Cecília, mas ela não quis receber a nossos repórteres. Disse apenas que considera os rituais na Casa da Dinda assunto encerrado.
Fonte: Fantástico
Iniciam as inscrições para o Enade 2012
Inscrições devem ser feitas pela internet até o dia 17 de agosto. Prova será realizada no dia 18 de novembro, às 13h.
Brasil - O prazo para que as instituições de ensino superior
inscrevam seus estudantes no Exame Nacional de Desempenhos dos
Estudantes (Enade) começou nesta segunda-feira (16). Em 2012, o exame
será obrigatório para estudantes de bacharelado em administração,
ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação social, design,
direito, psicologia, relações internacionais, secretário executivo e
turismo, além dos que fazem cursos de tecnólogo das áreas de gestão
comercial, gestão de recursos humanos, gestão financeira, logística,
marketing e processos gerenciais.
A inscrição será feita pela internet no site do Enade entre 16 de julho e 17 de agosto e vale inclusive para os alunos que não fizeram Enade em anos anteriores e, portanto, estão em situação irregular. A lista de inscritos será divulgada entre 21 e 31 de agosto, para que as instituições possam fazer as retificações necessárias.
Entre 15 de outubro e 18 de novembro, os estudantes deverão preencher, pela internet, um questionário obrigatório. A prova do Enade será aplicada no dia 18 de novembro, às 13h.
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O Enade avalia o rendimento dos alunos dos cursos de graduação, ingressantes e concluintes, em relação aos conteúdos programáticos dos cursos em que estão matriculados. O exame é obrigatório para os alunos selecionados e condição indispensável para a emissão do histórico escolar. A primeira aplicação ocorreu em 2004 e as avaliações das áreas ocorrem, no máximo, a cada três anos.
Mudanças
Nesta edição, a novidade será o aumento no número de universitários que terão que fazer a prova para obter o histórico escolar. Além dos estudantes que esperam se formar até o fim do ano, também participarão os alunos que terminarão o curso até julho de 2013.
De acordo com a portaria, estão convocados para o exame "aqueles que tenham expectativa de conclusão do curso até julho de 2013, assim como aqueles que tiverem concluído mais de 80% (oitenta por cento) da carga horária mínima do currículo do curso da IES até o término do período de inscrições".
A inclusão de estudantes de mais um semestre no Enade foi anunciada na quarta-feira (14) pelo ministro Aloizio Mercadante, em audiência na Câmara dos Deputados. Segundo ele, a medida tem como objetivo evitar que instituições tentem fraudar o exame selecionando apenas os melhores alunos para que obtenha uma nota alta na avaliação.
Fonte: G1
segunda-feira, 16 de julho de 2012
COEMA APROVA LICENÇA DE INSTALAÇÃO DO TERMINAL DA CARGILL EM SANTARÉM
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| Terminal da Cargill, em Santarém-PA |
Conselho Estadual de Meio
Ambiente aprovou as licenças do terminal da empresa, que opera há dez anos com
licenciamento provisório
O Conselho Estadual de
Meio Ambiente (Coema) aprovou na sexta feira, 13, as licenças de instalação e expansão do
terminal graneleiro da Cargill, no porto de Santarém, Baixo Amazonas. A empresa
opera há dez anos com licenciamento provisório. Autor de ação que acusa falha
no Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do empreendimento, o Ministério
Público Estadual se absteve da votação.
Votaram a favor do
licenciamento os representantes das Secretarias Estaduais de Meio Ambiente
(Sema) e Ciência Tecnologia e Inovação (Secti), da Associação dos Mineradores
de Ouro do Tapajós (Amot) e das Federações da Agricultura (Faepa) e da
Indústria (Fiepa). Eles acompanharam o parecer produzido pela Câmara Técnica de
Produtos Industriais e Infraestrutura do Coema. O documento considerou que os
estudos atenderam as normas jurídicas e contemplam a mitigação dos impactos
gerados no local do empreendimento.
Segundo a Câmara Técnica,
a empresa apresentou um plano de gerenciamento de resíduos sólidos, de controle
do tráfego de caminhões na área urbana e de combate à exploração sexual para
execução pela própria empresa, pela prefeitura de Santarém e pela Companhia
Docas do Pará (CDP). O parecer fez apenas recomendações para que seja feito o
monitoramento da situação de mortalidade, internações hospitalares e agravo de
notificações de saúde para se constatar se há aumento em relação à série
histórica dessas situações que podem estar associadas às atividades da Cargill.
O documento aponta, ainda,
a relevância econômica da empresa para o Estado. O gerente nacional de portos
da Cargill, Clythio van Buggenhout, revelou que a empresa mantém contrato com
cerca de 250 produtores da região para a compra da soja hoje plantada em 30 mil
hectares de área. Ele afirmou que os problemas enfrentados pela empresa para
atuar em Santarém tornaram a produção ínfima diante da possibilidade de
aproveitamento de 500 mil hectares de área agriculturável. “O que exploramos
hoje não é nem 5% da nossa capacidade”, disse para reforçar o histórico do
empreendimento que, continuou ele, faz a medição dos impactos gerados pela
atividade.
O gerente também defendeu
que algumas exigências feitas à empresa devem ser redirecionadas para outras
operadoras do porto e para o próprio poder público por não estar associadas
diretamente às atividades da Cargill. Uma delas é o deslocamento do porto.
Segundo Ministério público, houve valorização dos
benefícios
A promotora do Meio
Ambiente, Graça Azevedo, que junto com o representante dos Servidores da Sema,
se abstive da votação, questionou a falta de resposta a questões levantadas
anteriormente pelo Ministério Público. Entre os questionamentos, estão o
estrangulamento crescente da cidade por causa do crescimento populacional da
área urbana, o impacto para o transporte fluvial local, a possibilidade de
transferência do porto para outra área e a demonstração de participação da
Cargill na receita gerada para Santarém.
Para a promotora, houve
tendência a se valorizar os impactos positivos do empreendimento e minimizar os
negativos. O titular da Sema, José Alberto Colares, rebateu que o assunto pode
ser melhor discutido com a secretaria, mas o importante era aprovar as licenças
que aguardavam quatro anos pela análise. Ele pediu e os membros do Coema o
atenderam para a inclusão de duas recomendações à empresa, além das já contidas
no parecer. Uma é que a empresa apresente um plano de monitoramento das
situações ligadas diretamente a ela, como o impacto da atividade dos 250
produtores de soja. Outra é a parceria com os órgãos públicos e entidades civis
para a realização do ordenamento territorial local que definirá as atividades
mais adequadas para exploração no município.
Caravana da Produção visita projetos da Alcoa em Juruti
Da Redação
Agência Pará de Notícias
Técnicos da Caravana da Produção
visitaram na manhã desta quarta-feira (20) o projeto de mineração e
beneficiamento da bauxita da empresa Alcoa, no município de Juruti, às
margens do Rio Amazonas, no oeste paraense. A equipe conheceu o porto e
todo o processo de beneficiamento da bauxita, além de acompanhar as
obras de um hospital que está sendo construído na cidade, com
financiamento da empresa.
Liderada pelo secretário de Estado de Indústria, Comércio e Mineração, David Leal, a equipe se reunirá às 20h de hoje, com representantes do empresariado do município de Oriximiná. A equipe multidisciplinar de técnicos entrará em contato com a realidade local, a fim de colher sugestões dos empresários e comerciantes, e encaminhá-las ao governador Simão Jatene.
Durante a visita à Alcoa, os integrantes da caravana receberam explicações detalhadas sobre os trabalhos realizados pela empresa e sua relação com a comunidade. O secretário David Leal aproveitou para explicar as atividades da Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) e informar os resultados já obtidos pela Secretaria, desde sua recriação, há pouco mais de seis meses.
Um dos mais importantes projetos da Alcoa é a inauguração, dentro de 60 dias, de um hospital com 23 leitos, ao custo de R$ 30 milhões, e capacidade para atender casos de média e alta complexidade, em Juruti. As obras já estão sendo finalizadas e, segundo a administração do hospital, tanto os equipamentos quando as instalações, incluindo um moderno centro cirúrgico, estão no mesmo nível dos encontrados em países desenvolvidos. Após a reunião com os empresários em Oriximiná, a caravana seguirá, a partir das 23h, para Porto Trombetas, onde deve chegar por volta de 4h de quinta-feira. Antes de Juruti, a equipe passou pelos municípios de Santarém, Belterra e Óbidos, todos no oeste paraense.
Liderada pelo secretário de Estado de Indústria, Comércio e Mineração, David Leal, a equipe se reunirá às 20h de hoje, com representantes do empresariado do município de Oriximiná. A equipe multidisciplinar de técnicos entrará em contato com a realidade local, a fim de colher sugestões dos empresários e comerciantes, e encaminhá-las ao governador Simão Jatene.
Durante a visita à Alcoa, os integrantes da caravana receberam explicações detalhadas sobre os trabalhos realizados pela empresa e sua relação com a comunidade. O secretário David Leal aproveitou para explicar as atividades da Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) e informar os resultados já obtidos pela Secretaria, desde sua recriação, há pouco mais de seis meses.
Um dos mais importantes projetos da Alcoa é a inauguração, dentro de 60 dias, de um hospital com 23 leitos, ao custo de R$ 30 milhões, e capacidade para atender casos de média e alta complexidade, em Juruti. As obras já estão sendo finalizadas e, segundo a administração do hospital, tanto os equipamentos quando as instalações, incluindo um moderno centro cirúrgico, estão no mesmo nível dos encontrados em países desenvolvidos. Após a reunião com os empresários em Oriximiná, a caravana seguirá, a partir das 23h, para Porto Trombetas, onde deve chegar por volta de 4h de quinta-feira. Antes de Juruti, a equipe passou pelos municípios de Santarém, Belterra e Óbidos, todos no oeste paraense.
Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração
Rua Curuçá, 555 (entre José Pio e Manoel Evaristo) CEP: 66050-180 Belém - Pará
Fone: (91) 3110-2550
Setor de serviços lidera geração de empregos no Pará
Estado superou quase 2.000 novos postos de trabalho segundo colocado, estado do Amazonas, nos últimos cinco meses.
Pará - De acordo com balanço divulgado nesta segunda-feira
(16), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese), o Pará continua liderando, na região Norte, a
geração de empregos formais. O setor de serviços figura como principal
responsável pelos números positivos. As informações foram baseadas em
dados oficiais do Ministério do Trabalho.
Apesar de no mês de maio o Amazonas ter liderado em geração de postos de trabalho no setor de serviços (673), nos últimos cinco meses, entre janeiro e maio de 2012, o estado do Pará foi o que apresentou maior crescimento em geração de empregos formais. Contabiliza-se 42.658 admissões e 37.614 desligamentos, gerando um saldo positivo de 5.044 postos de trabalhos, o equivalente a um crescimento de 2,15%. O Pará superou em quase 2.000 novos postos de trabalho o segundo colocado, estado do Amazonas, nesses últimos cinco meses.
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Por outro lado, comparado ao mesmo período de 2011, o crescimento no saldo de empregos formais no Pará foi expressivamente menor este ano. No ano passado, entre janeiro e maio, foram feitas 42.451 admissões contra 35.156 desligamentos, gerando um saldo positivo de 7.295 postos de trabalhos, com crescimento de 3,42%.
Ainda de acordo com o Dieese, nos últimos 12 meses, entre junho de 2012 e maio de 2012, o setor de serviços contratou no Pará 105.329 admissões contra 88.210 desligamentos, gerando um saldo positivo de 17.119 postos de trabalhos, o equivalente a um crescimento de 7,71%.
Fazendo um balanço entre todos os estados da região Norte, o Dieese verificou que neste mesmo período - junho 2011 até maio 2012 - foram registradas 286.869 admissões e 245.833 desligamentos, gerando um saldo positivo de 41.036 postos de trabalhos, um crescimento equivalente a 7.42%.
Os estados que apresentaram menor crescimento foram: Roraima, com saldo positivo de apenas 1.217 vagas; e o Acre, com saldo de 1.563 admissões.
Fonte: DOL
Marinha abre concurso para 1.620 vagas de fuzileiro naval
Remuneração durante o curso é de R$ 620. É preciso ter nível fundamental completo.
Brasil - O Comando do Pessoal de Fuzileiros Navais da Marinha
abriu concurso público para 1.620 vagas para o curso de formação de
soldados fuzileiros navais para as turmas I e II de 2013. É preciso ter
nível fundamental completo. A bolsa durante o curso é de R$ 620. Após
conclusão do curso, o aluno é nomeado soldado fuzileiro naval, com
remuneração inicial de aproximadamente R$ 1,1 mil.
Podem participar homens com idade entre 18 anos e máxima de 21 anos referenciados em 1º de janeiro de 2013, com altura entre 1,54 m e 2 m.
Aqueles que forem aprovados no concurso serão matriculados na condição de recruta fuzileiro naval. O curso tem duração de 17 semanas e será conduzido no Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves, localizado no Rio de Janeiro ou, simultaneamente, no Centro de Instrução e Adestramento de Brasília, em regime de internato e dedicação exclusiva até a formatura. Durante os estudos, receberão R$ 620 como ajuda de custo para despesas pessoais.
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O curso terá início com o período de adaptação, no qual os alunos realizarão diversos tipos de exercícios físicos, assistirão a palestras e terão uma rotina de atividades intensas, nas quais serão exigidos com rigor, sendo observado o respeito à disciplina e hierarquia, de forma que se tenha uma adaptação prévia à vida militar como fuzileiro naval.
Após o período de aprendizagem, o aluno será nomeado soldado fuzileiro naval, com remuneração inicial de R$ 1,2 mil.
Depois do curso, os aprovados poderão ser distribuídos para as cidades do Rio de Janeiro, Rio Grande (RS), Brasília, Ladário (MS), Belém, Manaus, Salvador, São Paulo ou Natal.
As inscrições devem ser feitas pelo endereço eletrônico www.mar.mil.br/cgcfn, no link " Concursos", de 23 de julho a 16 de agosto. A taxa é de R$ 20. Os candidatos deverão optar pela Turma I ou Turma II / 2013.
Os candidatos passarão por exame de escolaridade, verificação de dados biográficos, verificação de documentos, inspeção de saúde, teste de suficiência física e exame psicológico.
O exame de escolaridade seria realizado no dia 25 de setembro.
Fonte: G1
Parcerias ajudam o Hemopa a aumentar doações
Paralelamente
à campanha de incentivo à doação de sangue do veraneio, que começou no
dia 2 de julho, a Fundação Hemopa está realizando campanhas internas de
doação de sangue na sede do hemocentro, em parceria com instituições
públicas e privadas, visando o abastecimento transfusional da rede
hospitalar no mês de julho, quando normalmente a hemorrede brasileira
enfrenta redução no comparecimento de voluntários. No Pará, a queda
atinge 20% das doações efetivadas. Os tipos de sangue O negativo já
alcançam a significativa redução de 50%. “Neste verão dê um banho de
cidadania. Doe Sangue” é o tema da campanha que prevê 250 coletas/dia,
mas que ainda não foi atingida, registrando um total de 2.323
comparecimentos, que corresponde a uma média diária 194 voluntários.
Nesta quarta-feira (18), o estoque de sangue vai ganhar maior fôlego com a campanha de doação promovida pelos agentes do Programa Saúde Família (PSF) do Galo I, com a previsão de 30 doações. No entanto, outras ações já foram realizadas na primeira quinzena deste mês com as seguintes instituições: Polícia Federal, Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias, através do projeto “Mãos que Ajudam”; empresa White Martins, 5ª Cia de Guardas do Exército e com a Igreja Adventista do 7º Dia, por meio do projeto “Vidas por Vidas”, que somaram mais 146 doações ao estoque estratégico do hemocentro, que atendeu cerca de 450 pacientes internados na rede hospitalar.
Sobre a campanha desta quarta-feira, a gerente de Captação de Doadores do Hemopa, a assistente social Juciara Farias, agradeceu a iniciativa e informou a atuação do hemocentro em capacitar agentes de saúde da Região Metropolitana de Belém (RMB) para captação de doadores. “Somente este ano, treinamos mais de 200 agentes e o resultado é visto nas campanhas que eles realizam junto às suas comunidades, através do repasse de informações claras e precisas sobre a importância da sociedade no processo da doação de sangue”, destacou, ressaltando que essa captação é feita no dia-a-dia dos agentes de saúde. A próxima campanha será realizada no dia 26, com agentes dos bairros de Águas Negras, Paracurí II e Distrito de Outeiro, com meta de 40 doações. A campanha do veraneio também está sendo realizada nos municípios de Castanhal, Marabá, Santarém, Abaetetuba, Altamira, Tucuruí, Redenção e Capanema.
Quem pode doar sangue: candidatos com boa saúde; idade entre 16 anos completos e 67 anos. Peso acima de 50 kg. Necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum. Com a doação são realizados exames para diversas doenças, entre elas: Aids, Sífilis, Doença de Chagas, Hepatites, HTLV I e II, além de tipagem sangüínea. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três meses. O doador deve estar bem alimentado.
Serviço:
O Hemopa funciona na Tv. Pe. Eutíquio, 2109. Horário para coleta: de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 18h, e aos sábados de 7h30 às 17h. Maiores informações pelo fone: 08002808118, de 2ª a 6ª, de 8h às 18h, e aos sábados até às 17h. (Agência Pará)
Nesta quarta-feira (18), o estoque de sangue vai ganhar maior fôlego com a campanha de doação promovida pelos agentes do Programa Saúde Família (PSF) do Galo I, com a previsão de 30 doações. No entanto, outras ações já foram realizadas na primeira quinzena deste mês com as seguintes instituições: Polícia Federal, Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias, através do projeto “Mãos que Ajudam”; empresa White Martins, 5ª Cia de Guardas do Exército e com a Igreja Adventista do 7º Dia, por meio do projeto “Vidas por Vidas”, que somaram mais 146 doações ao estoque estratégico do hemocentro, que atendeu cerca de 450 pacientes internados na rede hospitalar.
Sobre a campanha desta quarta-feira, a gerente de Captação de Doadores do Hemopa, a assistente social Juciara Farias, agradeceu a iniciativa e informou a atuação do hemocentro em capacitar agentes de saúde da Região Metropolitana de Belém (RMB) para captação de doadores. “Somente este ano, treinamos mais de 200 agentes e o resultado é visto nas campanhas que eles realizam junto às suas comunidades, através do repasse de informações claras e precisas sobre a importância da sociedade no processo da doação de sangue”, destacou, ressaltando que essa captação é feita no dia-a-dia dos agentes de saúde. A próxima campanha será realizada no dia 26, com agentes dos bairros de Águas Negras, Paracurí II e Distrito de Outeiro, com meta de 40 doações. A campanha do veraneio também está sendo realizada nos municípios de Castanhal, Marabá, Santarém, Abaetetuba, Altamira, Tucuruí, Redenção e Capanema.
Quem pode doar sangue: candidatos com boa saúde; idade entre 16 anos completos e 67 anos. Peso acima de 50 kg. Necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum. Com a doação são realizados exames para diversas doenças, entre elas: Aids, Sífilis, Doença de Chagas, Hepatites, HTLV I e II, além de tipagem sangüínea. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três meses. O doador deve estar bem alimentado.
Serviço:
O Hemopa funciona na Tv. Pe. Eutíquio, 2109. Horário para coleta: de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 18h, e aos sábados de 7h30 às 17h. Maiores informações pelo fone: 08002808118, de 2ª a 6ª, de 8h às 18h, e aos sábados até às 17h. (Agência Pará)
quarta-feira, 11 de julho de 2012
PARÁ: TUCURUÍ É OPÇÃO DE TRANQUILIDADE E FOLIA PARA TURISTAS NO MÊS DE JULHO
Usina Hidrelétrica da cidade
oferece um vista grandiosa e pesca esportiva.
Carnaval fora de época também
é opção de lazer para visitantes.
O município de Tucuruí é,
atualmente, um dos principais destinos procurados por turistas que vêm ao Pará
no mês de julho. Com uma culinária regional saborosa, carnaval fora de época
que leva de 20 mil brincantes atrás dos trios elétricos, a vista grandiosa de
uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo e as paisagens em diversas ilhas
de água doce artificiais, a cidade se transforma em um convite interessante
para os veranistas que desejam seguir novos rumos nas férias.
O território tucuruiense tem
mais de 2.000 quilômetros quadrados de área, e está localizado na mesorregião
do sudeste paraense, às margens do rio Tocantins. O clima é considerado
tropical úmido, com temperaturas que variam entre 22 e 36 graus. O período mais
chuvoso é entre os meses de dezembro a abril, e o mais seco vai de julho a
setembro. Ou seja, o veraneio se torna um dos momentos mais convidativos para
visitar a cidade.
Tucuruí abriga em seu
território parte da Área Indígena Assuriní, a Reserva Trocará, com mais de 200
km². Para quem gosta de história, a visita a esta aldeia é uma incrível opção
para quem quer conhecer um pouco sobre os povos indígenas.
Para o mês de julho, uma das
principais atrações é o Carnaré, carnaval de rua fora de época tradicional de
Tucuruí. Mais de 20 mil pessoas participam da programação, que conta com alguns
blocos principais, entre eles Minhocão, Tribau e Xambira. Em 2012, a folia na
cidade está marcada para os dias 13, 14 e 15 deste mês.
Carnaré
O Carnaré está entre os
maiores carnavais fora de época do Pará. Organizado em blocos, os trios arrastam
foliões pelas ruas da cidade até a Marquês de Santo Antônio, segundo os
tucuruienses uma alusão a Marquês de Sapucaí. A atração, onde se apresentam
bandas regionais e nacionais, recebe turistas de diversos estados do Brasil.
O “esquenta” é feito antes da
saída dos blocos, e o ponto alto da festa é quando finalmente os foliões chegam
na escadaria da cidade, local onde se apresentam as escolas de samba durante o
carnaval tradicional. A produtora Adriana Sá, nascida em Tucuruí, já participou
das duas programações carnavalescas.
“O Carnaré é a maior micareta
do interior do estado, é super animada, vem gente de todo lugar, é organizada,
com várias bandas, trio elétrico, e muita festa”, afirma Adriana. Já tem muito
belenense encantado pelo carnaval tradicional da cidade, como o estudante de
administração Miguel Rodrigues, de 21 anos.
“Foi o melhor carnaval que eu
já fui. Já tinha ido em Vigia, Baião, Mocajuba, mas em Tucuruí foi bem
diferente, não parece cidade do interior. Parece uma pequena cidade, mas muito
limpa, organizada, tem abadá, foi bem divertido mesmo”, avalia Miguel, que já
faz planos para o ano que vem. “Com certeza Tucuruí é meu destino novamente no
carnaval de 2013”.
A prefeitura da cidade também
apoia uma série de programações culturais, esportivas e de lazer durante o
período, que fazem parte do Projeto Veraneio.
Atendimento a famílias atingidas pelas cheias de rios continua
Morador de Terra Santa, Ubrelandi
Rodrigues Picanço teve de levantar o assoalho da casa em cerca de dez
centímetros, para fugir das águas
“O nível dos rios está se consolidado”, reforça o coordenador adjunto da Defesa Civil Estadual, coronel José Augusto Almeida. O rio Tapajós já está abaixo da cota de alerta, sendo que em maio chegou a atingir a máxima de 8,04 metros. “O monitoramento hidroclimático continua de forma ininterrupta. Estamos entrando na fase de normalidade do nível do Tapajós. É hora de iniciarmos o processo de reconstrução das áreas atingidas”, explica.
O trabalho de contingência da Defesa Civil Estadual foi dividido em prevenção, preparação e resposta (ações de socorro e assistências). “Estamos passando da fase de resposta para a de reconstrução nos próximos 15 dias”, explica o coronel. Para isso, o governo do Estado alocou de imediato R$ 1,5 milhão para auxílio às vítimas das cheias. O recurso está sendo usado desde o começo do ano.
Segundo o coronel Almeida, as ferramentas climatológicas que ajudaram a mensurar os níveis de risco foram eficientes. A expectativa para o rio Tapajós e Amazonas era acima do que aconteceu no ano de 2009, quando os rios atingiram a cota máxima de 8,31 metros. “O máximo a que chegamos este ano foi de 8,04, um impacto de médio porte”, considera.
Todo o planejamento feito pela Defesa Civil Estadual foi baseado na previsão destas ferramentas climatológicas. Estudos do governo do Estado, feitos com antecedência, sobre o período de chuvas, por meio da Rede Estadual de Previsão Climática e Hidrometeorológica do Pará, ajudaram a planejar ações de enfrentamento aos estragos causados pelas cheias decorrentes das fortes chuvas em municípios paraenses.
Os municípios de Alenquer, Óbidos, Porto de Moz, Monte Alegre, Prainha, Almeirim, Santarém, Terra Santa, Curuá e Oriximiná foram atingidos pelas cheias no Baixo Amazonas. A situação mais crítica foi verificada em Alenquer e Óbidos, onde houve o maior número de famílias atingidas. Também são destes municípios os desabrigados que estão sendo assistidas pelo Estado.
Em Terra Santa, município com cerca de 20 mil habitantes, banhado pela lagoa de Algodoal, um dos braços do rio Amazonas, a população chegou a passar quatro meses vivendo em cima de marombas (estrutura em madeira que eleva o assoalho das casas acima do nível do rio). Foi o caso do motorista Ubrelandi Rodrigues Picanço, 58 anos. Ele conta que a água ficou dez centímetros acima do assoalho. “De quatro em quatro anos a situação se repete”, explica.
Ubrelandi tem em casa uma criação experimental de tracajás em cativeiro e depende do nível dos rios para as pesquisas com os quelônios. “A água invadiu os cativeiros, as divisórias alagaram e isso acabou misturando os tracajás, que estavam separados de acordo com a idade; agora que as águas baixaram, temos que recomeçar a ordenar”, explica.
O trabalho de prevenção feito pela Defesa Civil Estadual em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) consiste em desenvolver as políticas de contenção de doenças, como hepatite, leptospirose e coqueluche, que costumam aparecer nesta situação. Segundo o coronel José Augusto Almeida, as ações do plano de contingência não vão parar. Os trabalhos seguem com entrega de medicamentos, cestas básicas e materiais de construção às famílias desabrigadas.
Texto:
Marcio Flexa - Secom
Fone: / (91) 80301615
Email: marcioflexa@agenciapara.com.br
Secretaria de Estado de Comunicação
Rodovia Augusto Montenegro, km 09 - Coqueiro - Belém - PA CEP.: 66823-010
Fone: (91) 3202-0901
Site: www.agenciapara.com.br Email: gabinete@secom.pa.gov.br
Programa Municípios Verdes chega à região da Calha Norte
Municípios da Calha Norte do rio
Amazonas, no Pará, serão integrados ao Programa Municípios Verdes, que
promove um pacto com entidades públicas, privadas e não governamentais
para promover o desenvolvimento econômico paraense e atingir a meta de
desmatamento zero, com foco nos municípios.
As
primeiras reuniões com prefeituras e secretarias de meio ambiente de
Óbidos e Oriximiná para apresentar o programa e a importância das metas
estabelecidas para um desenvolvimento local sustentável ocorrem nesta
quarta-feira (11). O programa será implantado em breve também nos
municípios de Monte Alegre e Alenquer.
“Além dos municípios críticos onde ocorre o desmatamento, o Municípios Verdes trabalha com os municípios de base florestal, onde a cobertura vegetal é alta e a pressão de desmatamento é baixa. Neles o foco é fortalecer a gestão ambiental municipal, estimular a economia florestal e aperfeiçoar a gestão das unidades de conservação”, explica o secretario do programa Municípios Verdes, Justiniano Neto.
“Por isso, começaremos nossa viagem por Oriximiná e Óbidos, que são municípios bastante ativos no programa e que estão aptos a nos ajudar a implantar esta agenda”, continua. Nessa iniciativa, a secretaria atua em parceria com o Instituto Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Fundo Vale e Fundação Moore, que ajudam a fazer a adequação ambiental de outras localidades no Pará.
Entre os objetivos do programa estão o desenvolvimento socioeconômico com o uso sustentável dos recursos; o fortalecimento do Sistema Municipal de Meio Ambiente; e a descentralização da agenda ambiental, o que pressupõe ações integradas entre o governo do Estado e municípios e permite uma participação mais efetiva da sociedade civil e do setor produtivo locais. As reuniões deste dia 11 ocorrem pela manhã na Casa da Cultura de Óbidos e à tarde na Câmara Municipal de Oriximiná.
“Além dos municípios críticos onde ocorre o desmatamento, o Municípios Verdes trabalha com os municípios de base florestal, onde a cobertura vegetal é alta e a pressão de desmatamento é baixa. Neles o foco é fortalecer a gestão ambiental municipal, estimular a economia florestal e aperfeiçoar a gestão das unidades de conservação”, explica o secretario do programa Municípios Verdes, Justiniano Neto.
“Por isso, começaremos nossa viagem por Oriximiná e Óbidos, que são municípios bastante ativos no programa e que estão aptos a nos ajudar a implantar esta agenda”, continua. Nessa iniciativa, a secretaria atua em parceria com o Instituto Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Fundo Vale e Fundação Moore, que ajudam a fazer a adequação ambiental de outras localidades no Pará.
Entre os objetivos do programa estão o desenvolvimento socioeconômico com o uso sustentável dos recursos; o fortalecimento do Sistema Municipal de Meio Ambiente; e a descentralização da agenda ambiental, o que pressupõe ações integradas entre o governo do Estado e municípios e permite uma participação mais efetiva da sociedade civil e do setor produtivo locais. As reuniões deste dia 11 ocorrem pela manhã na Casa da Cultura de Óbidos e à tarde na Câmara Municipal de Oriximiná.
Texto:
Diego Andrade - Municípios Verdes
Fone: (91) 3201 3714 / 3201 3618 / (91) 9964-1279
Email: diego82araujo@gmail.com
Diego Andrade - Municípios Verdes
Fone: (91) 3201 3714 / 3201 3618 / (91) 9964-1279
Email: diego82araujo@gmail.com
Secretaria para coordenação do programa Municípios Verdes
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Emater capacita horticultores de Oriximiná
Dez horticultores de Oriximiná, no
Baixo Amazonas, participaram entre os dias 3 e 6 de julho de um curso de
olericultura básica promovido pelo escritório local da Empresa de
Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), em
parceria com o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de
Oriximiná (STTRO). A capacitação aconteceu na propriedade do agricultor
Enivaldo Silva, localizada na Comunidade do Axipacá, às margens do rio
Trombetas. Ali já existiam cinco canteiros de alface, couve, cebolinha e
tomate, entre outras espécies, cultivados em um quarto de hectare. Os
alunos do curso construíram mais seis canteiros, aplicando os
ensinamentos recém-adquiridos, como sistemas de irrigação de baixa
pressão e uso adequado de plásticos específicos para proteção da
plantação.
“Nossa proposta é, a partir da
assistência técnica regular, capacitação contínua e transferência de
tecnologia, aperfeiçoar os sistemas de produção tradicionais, mostrando
aos agricultores que a partir da adoção de medidas simples e baratas é
possível até dobrar a produção”, diz o engenheiro agrônomo da Emater
Marcos Leite, mestre em Entomologia, que ministrou o treinamento. Para
ele, a Emater não apenas transmite, mas troca conhecimento: “Precisamos
aproveitar sempre o que já existe de tradição, valorizar as práticas
típicas e reconhecer a experiência”, resume.
Hoje em dia, a olericultura é uma das atividades principais da agricultura familiar de Oriximiná – associada principalmente ao cultivo de mandioca e à pecuária mista. A atividade, porém, ainda é considerada de subsistência. Só mais recentemente, com relativa expansão populacional da região, por conta da instalação de indústrias mineradoras, as famílias começaram a se interessar por uma produção comercial, por constatarem um mercado consumidor ávido, que, na falta de oferta local, acaba importando hortaliças.
De acordo com Leite, por questões culturais o trabalho com hortaliças têm maior incidência em áreas de várzea, onde os agricultores precisam montar canteiros suspensos de modo a evitar que água dos rios estrague os plantios. “Porém, em enchentes recordistas, como a deste ano, muitos chegam a perder tudo ou precisam remontar os canteiros às pressas, com altura maior”, explica Leite. A idéia da Emater, segundo ele, é incentivar famílias com propriedades em terra firme a se iniciar na olericultura, consolidando a cadeia produtiva no município.
Hoje em dia, a olericultura é uma das atividades principais da agricultura familiar de Oriximiná – associada principalmente ao cultivo de mandioca e à pecuária mista. A atividade, porém, ainda é considerada de subsistência. Só mais recentemente, com relativa expansão populacional da região, por conta da instalação de indústrias mineradoras, as famílias começaram a se interessar por uma produção comercial, por constatarem um mercado consumidor ávido, que, na falta de oferta local, acaba importando hortaliças.
De acordo com Leite, por questões culturais o trabalho com hortaliças têm maior incidência em áreas de várzea, onde os agricultores precisam montar canteiros suspensos de modo a evitar que água dos rios estrague os plantios. “Porém, em enchentes recordistas, como a deste ano, muitos chegam a perder tudo ou precisam remontar os canteiros às pressas, com altura maior”, explica Leite. A idéia da Emater, segundo ele, é incentivar famílias com propriedades em terra firme a se iniciar na olericultura, consolidando a cadeia produtiva no município.
Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural
Rod. BR 316, Km 13 S/N. Marituba-PA. CEP: 67105-970
Fone: (91) 3256-1931
Site: www.emater.pa.gov.br Email: presidencia@emater.pa.gov.br
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sábado, 7 de julho de 2012
Prefeitura de Oriximiná e Terra Santa chegam a um acordo sobre dinheiro do Royalties da mina bela cruz.
A prefeitura de Oriximiná e Terra Santa chegam a um acordo
sobre o dinheiro do imposto sobre o minério extraído da mina Bela Cruz(Royalties),
enquanto não sai o resultado do levantamento para nova divisão das fronteiras
de Oriximiná e Terra Santa, principalmente na área que fica localizada a mina
Bela Cruz, as duas prefeituras juntamente com a MRN revolveram dividir 80% do
valor dos Royalties, 40% para Oriximiná e 40% para Terra Santa outros 20%
continuarão retidos. Para o secretário da SEINFRA de Oriximiná Alfeu
Carpegiani, é uma boa para os dois municípios que no caso de Oriximiná, voltará
imediatamente com a operação tapa buraco na cidade e recapeara algumas ruas da
cidade que se encontram em situação mas criticas, já para Terra Santa, é um
dinheiro a mas que vai entrar nos cofres da prefeitura, tendo em vista que
nunca o extrativismo de minério em Porto Trombetas distrito de Oriximiná,
ultrapassou os seus limites territoriais.
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