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segunda-feira, 16 de julho de 2012

COEMA APROVA LICENÇA DE INSTALAÇÃO DO TERMINAL DA CARGILL EM SANTARÉM

Terminal da Cargill, em Santarém-PA

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conselho Estadual de Meio Ambiente aprovou as licenças do terminal da empresa, que opera há dez anos com licenciamento provisório
O Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema) aprovou na sexta feira, 13,  as licenças de instalação e expansão do terminal graneleiro da Cargill, no porto de Santarém, Baixo Amazonas. A empresa opera há dez anos com licenciamento provisório. Autor de ação que acusa falha no Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do empreendimento, o Ministério Público Estadual se absteve da votação.
Votaram a favor do licenciamento os representantes das Secretarias Estaduais de Meio Ambiente (Sema) e Ciência Tecnologia e Inovação (Secti), da Associação dos Mineradores de Ouro do Tapajós (Amot) e das Federações da Agricultura (Faepa) e da Indústria (Fiepa). Eles acompanharam o parecer produzido pela Câmara Técnica de Produtos Industriais e Infraestrutura do Coema. O documento considerou que os estudos atenderam as normas jurídicas e contemplam a mitigação dos impactos gerados no local do empreendimento.
Segundo a Câmara Técnica, a empresa apresentou um plano de gerenciamento de resíduos sólidos, de controle do tráfego de caminhões na área urbana e de combate à exploração sexual para execução pela própria empresa, pela prefeitura de Santarém e pela Companhia Docas do Pará (CDP). O parecer fez apenas recomendações para que seja feito o monitoramento da situação de mortalidade, internações hospitalares e agravo de notificações de saúde para se constatar se há aumento em relação à série histórica dessas situações que podem estar associadas às atividades da Cargill.
O documento aponta, ainda, a relevância econômica da empresa para o Estado. O gerente nacional de portos da Cargill, Clythio van Buggenhout, revelou que a empresa mantém contrato com cerca de 250 produtores da região para a compra da soja hoje plantada em 30 mil hectares de área. Ele afirmou que os problemas enfrentados pela empresa para atuar em Santarém tornaram a produção ínfima diante da possibilidade de aproveitamento de 500 mil hectares de área agriculturável. “O que exploramos hoje não é nem 5% da nossa capacidade”, disse para reforçar o histórico do empreendimento que, continuou ele, faz a medição dos impactos gerados pela atividade.
O gerente também defendeu que algumas exigências feitas à empresa devem ser redirecionadas para outras operadoras do porto e para o próprio poder público por não estar associadas diretamente às atividades da Cargill. Uma delas é o deslocamento do porto.
Segundo Ministério público, houve valorização dos benefícios
A promotora do Meio Ambiente, Graça Azevedo, que junto com o representante dos Servidores da Sema, se abstive da votação, questionou a falta de resposta a questões levantadas anteriormente pelo Ministério Público. Entre os questionamentos, estão o estrangulamento crescente da cidade por causa do crescimento populacional da área urbana, o impacto para o transporte fluvial local, a possibilidade de transferência do porto para outra área e a demonstração de participação da Cargill na receita gerada para Santarém.
Para a promotora, houve tendência a se valorizar os impactos positivos do empreendimento e minimizar os negativos. O titular da Sema, José Alberto Colares, rebateu que o assunto pode ser melhor discutido com a secretaria, mas o importante era aprovar as licenças que aguardavam quatro anos pela análise. Ele pediu e os membros do Coema o atenderam para a inclusão de duas recomendações à empresa, além das já contidas no parecer. Uma é que a empresa apresente um plano de monitoramento das situações ligadas diretamente a ela, como o impacto da atividade dos 250 produtores de soja. Outra é a parceria com os órgãos públicos e entidades civis para a realização do ordenamento territorial local que definirá as atividades mais adequadas para exploração no município.
Fonte/Foto: Jornal Amazônia

Caravana da Produção visita projetos da Alcoa em Juruti


Da Redação

Agência Pará de Notícias

Técnicos da Caravana da Produção visitaram na manhã desta quarta-feira (20) o projeto de mineração e beneficiamento da bauxita da empresa Alcoa, no município de Juruti, às margens do Rio Amazonas, no oeste paraense. A equipe conheceu o porto e todo o processo de beneficiamento da bauxita, além de acompanhar as obras de um hospital que está sendo construído na cidade, com financiamento da empresa.
Liderada pelo secretário de Estado de Indústria, Comércio e Mineração, David Leal, a equipe se reunirá às 20h de hoje, com representantes do empresariado do município de Oriximiná. A equipe multidisciplinar de técnicos entrará em contato com a realidade local, a fim de colher sugestões dos empresários e comerciantes, e encaminhá-las ao governador Simão Jatene.
Durante a visita à Alcoa, os integrantes da caravana receberam explicações detalhadas sobre os trabalhos realizados pela empresa e sua relação com a comunidade. O secretário David Leal aproveitou para explicar as atividades da Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) e informar os resultados já obtidos pela Secretaria, desde sua recriação, há pouco mais de seis meses.
Um dos mais importantes projetos da Alcoa é a inauguração, dentro de 60 dias, de um hospital com 23 leitos, ao custo de R$ 30 milhões, e capacidade para atender casos de média e alta complexidade, em Juruti. As obras já estão sendo finalizadas e, segundo a administração do hospital, tanto os equipamentos quando as instalações, incluindo um moderno centro cirúrgico, estão no mesmo nível dos encontrados em países desenvolvidos. Após a reunião com os empresários em Oriximiná, a caravana seguirá, a partir das 23h, para Porto Trombetas, onde deve chegar por volta de 4h de quinta-feira. Antes de Juruti, a equipe passou pelos municípios de Santarém, Belterra e Óbidos, todos no oeste paraense.

Texto:
Douglas Dinelly - Seicom
Fone:  / (91) 8134-6617
Email: douglasdinelli@hotmail.com

Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração
Rua Curuçá, 555 (entre José Pio e Manoel Evaristo) CEP: 66050-180 Belém - Pará
Fone: (91) 3110-2550

Setor de serviços lidera geração de empregos no Pará

Estado superou quase 2.000 novos postos de trabalho segundo colocado, estado do Amazonas, nos últimos cinco meses.

Pará - De acordo com balanço divulgado nesta segunda-feira (16), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o Pará continua liderando, na região Norte, a geração de empregos formais. O setor de serviços figura como principal responsável pelos números positivos. As informações foram baseadas em dados oficiais do Ministério do Trabalho.


Apesar de no mês de maio o Amazonas ter liderado em geração de postos de trabalho no setor de serviços (673), nos últimos cinco meses, entre janeiro e maio de 2012, o estado do Pará foi o que apresentou maior crescimento em geração de empregos formais. Contabiliza-se 42.658 admissões e 37.614 desligamentos, gerando um saldo positivo de 5.044 postos de trabalhos, o equivalente a um crescimento de 2,15%. O Pará superou em quase 2.000 novos postos de trabalho o segundo colocado, estado do Amazonas, nesses últimos cinco meses.

Por outro lado, comparado ao mesmo período de 2011, o crescimento no saldo de empregos formais no Pará foi expressivamente menor este ano. No ano passado, entre janeiro e maio, foram feitas 42.451 admissões contra 35.156 desligamentos, gerando um saldo positivo de 7.295 postos de trabalhos, com crescimento de 3,42%.

Ainda de acordo com o Dieese, nos últimos 12 meses, entre junho de 2012 e maio de 2012, o setor de serviços contratou no Pará 105.329 admissões contra 88.210 desligamentos, gerando um saldo positivo de 17.119 postos de trabalhos, o equivalente a um crescimento de 7,71%.

Fazendo um balanço entre todos os estados da região Norte, o Dieese verificou que neste mesmo período - junho 2011 até maio 2012 - foram registradas 286.869 admissões e 245.833 desligamentos, gerando um saldo positivo de 41.036 postos de trabalhos, um crescimento equivalente a 7.42%.

Os estados que apresentaram menor crescimento foram: Roraima, com saldo positivo de apenas 1.217 vagas; e o Acre, com saldo de 1.563 admissões.

Fonte: DOL

Marinha abre concurso para 1.620 vagas de fuzileiro naval

Remuneração durante o curso é de R$ 620. É preciso ter nível fundamental completo.

Brasil - O Comando do Pessoal de Fuzileiros Navais da Marinha abriu concurso público para 1.620 vagas para o curso de formação de soldados fuzileiros navais para as turmas I e II de 2013. É preciso ter nível fundamental completo. A bolsa durante o curso é de R$ 620. Após conclusão do curso, o aluno é nomeado soldado fuzileiro naval, com remuneração inicial de aproximadamente R$ 1,1 mil.

Podem participar homens com idade entre 18 anos e máxima de 21 anos referenciados em 1º de janeiro de 2013, com altura entre 1,54 m e 2 m.

Aqueles que forem aprovados no concurso serão matriculados na condição de recruta fuzileiro naval. O curso tem duração de 17 semanas e será conduzido no Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves, localizado no Rio de Janeiro ou, simultaneamente, no Centro de Instrução e Adestramento de Brasília, em regime de internato e dedicação exclusiva até a formatura. Durante os estudos, receberão R$ 620 como ajuda de custo para despesas pessoais.

O curso terá início com o período de adaptação, no qual os alunos realizarão diversos tipos de exercícios físicos, assistirão a palestras e terão uma rotina de atividades intensas, nas quais serão exigidos com rigor, sendo observado o respeito à disciplina e hierarquia, de forma que se tenha uma adaptação prévia à vida militar como fuzileiro naval.

Após o período de aprendizagem, o aluno será nomeado soldado fuzileiro naval, com remuneração inicial de R$ 1,2 mil.

Depois do curso, os aprovados poderão ser distribuídos para as cidades do Rio de Janeiro, Rio Grande (RS), Brasília, Ladário (MS), Belém, Manaus, Salvador, São Paulo ou Natal.

As inscrições devem ser feitas pelo endereço eletrônico www.mar.mil.br/cgcfn, no link " Concursos", de 23 de julho a 16 de agosto. A taxa é de R$ 20. Os candidatos deverão optar pela Turma I ou Turma II / 2013.

Os candidatos passarão por exame de escolaridade, verificação de dados biográficos, verificação de documentos, inspeção de saúde, teste de suficiência física e exame psicológico.

O exame de escolaridade seria realizado no dia 25 de setembro.

Fonte: G1

Parcerias ajudam o Hemopa a aumentar doações

Paralelamente à campanha de incentivo à doação de sangue do veraneio, que começou no dia 2 de julho, a Fundação Hemopa está realizando campanhas internas de doação de sangue na sede do hemocentro, em parceria com instituições públicas e privadas, visando o abastecimento transfusional da rede hospitalar no mês de julho, quando normalmente a hemorrede brasileira enfrenta redução no comparecimento de voluntários. No Pará, a queda atinge 20% das doações efetivadas. Os tipos de sangue O negativo já alcançam a significativa redução de 50%. “Neste verão dê um banho de cidadania. Doe Sangue” é o tema da campanha que prevê 250 coletas/dia, mas que ainda não foi atingida, registrando um total de 2.323 comparecimentos, que corresponde a uma média diária 194 voluntários.

Nesta quarta-feira (18), o estoque de sangue vai ganhar maior fôlego com a campanha de doação promovida pelos agentes do Programa Saúde Família (PSF) do Galo I, com a previsão de 30 doações. No entanto, outras ações já foram realizadas na primeira quinzena deste mês com as seguintes instituições: Polícia Federal, Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias, através do projeto “Mãos que Ajudam”; empresa White Martins, 5ª Cia de Guardas do Exército e com a Igreja Adventista do 7º Dia, por meio do projeto “Vidas por Vidas”, que somaram mais 146 doações ao estoque estratégico do hemocentro, que atendeu cerca de 450 pacientes internados na rede hospitalar.

Sobre a campanha desta quarta-feira, a gerente de Captação de Doadores do Hemopa, a assistente social Juciara Farias, agradeceu a iniciativa e informou a atuação do hemocentro em capacitar agentes de saúde da Região Metropolitana de Belém (RMB) para captação de doadores. “Somente este ano, treinamos mais de 200 agentes e o resultado é visto nas campanhas que eles realizam junto às suas comunidades, através do repasse de informações claras e precisas sobre a importância da sociedade no processo da doação de sangue”, destacou, ressaltando que essa captação é feita no dia-a-dia dos agentes de saúde. A próxima campanha será realizada no dia 26, com agentes dos bairros de Águas Negras, Paracurí II e Distrito de Outeiro, com meta de 40 doações. A campanha do veraneio também está sendo realizada nos municípios de Castanhal, Marabá, Santarém, Abaetetuba, Altamira, Tucuruí, Redenção e Capanema.

Quem pode doar sangue: candidatos com boa saúde; idade entre 16 anos completos e 67 anos. Peso acima de 50 kg. Necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum. Com a doação são realizados exames para diversas doenças, entre elas: Aids, Sífilis, Doença de Chagas, Hepatites, HTLV I e II, além de tipagem sangüínea. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três meses. O doador deve estar bem alimentado.

Serviço:
O Hemopa funciona na Tv. Pe. Eutíquio, 2109. Horário para coleta: de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 18h, e aos sábados de 7h30 às 17h. Maiores informações pelo fone: 08002808118, de 2ª a 6ª, de 8h às 18h, e aos sábados até às 17h.  (Agência Pará)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

PARÁ: TUCURUÍ É OPÇÃO DE TRANQUILIDADE E FOLIA PARA TURISTAS NO MÊS DE JULHO

Usina Hidrelétrica da cidade oferece um vista grandiosa e pesca esportiva.
Carnaval fora de época também é opção de lazer para visitantes.
O município de Tucuruí é, atualmente, um dos principais destinos procurados por turistas que vêm ao Pará no mês de julho. Com uma culinária regional saborosa, carnaval fora de época que leva de 20 mil brincantes atrás dos trios elétricos, a vista grandiosa de uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo e as paisagens em diversas ilhas de água doce artificiais, a cidade se transforma em um convite interessante para os veranistas que desejam seguir novos rumos nas férias.
O território tucuruiense tem mais de 2.000 quilômetros quadrados de área, e está localizado na mesorregião do sudeste paraense, às margens do rio Tocantins. O clima é considerado tropical úmido, com temperaturas que variam entre 22 e 36 graus. O período mais chuvoso é entre os meses de dezembro a abril, e o mais seco vai de julho a setembro. Ou seja, o veraneio se torna um dos momentos mais convidativos para visitar a cidade.
Tucuruí abriga em seu território parte da Área Indígena Assuriní, a Reserva Trocará, com mais de 200 km². Para quem gosta de história, a visita a esta aldeia é uma incrível opção para quem quer conhecer um pouco sobre os povos indígenas.
Para o mês de julho, uma das principais atrações é o Carnaré, carnaval de rua fora de época tradicional de Tucuruí. Mais de 20 mil pessoas participam da programação, que conta com alguns blocos principais, entre eles Minhocão, Tribau e Xambira. Em 2012, a folia na cidade está marcada para os dias 13, 14 e 15 deste mês.
Carnaré
O Carnaré está entre os maiores carnavais fora de época do Pará. Organizado em blocos, os trios arrastam foliões pelas ruas da cidade até a Marquês de Santo Antônio, segundo os tucuruienses uma alusão a Marquês de Sapucaí. A atração, onde se apresentam bandas regionais e nacionais, recebe turistas de diversos estados do Brasil.
O “esquenta” é feito antes da saída dos blocos, e o ponto alto da festa é quando finalmente os foliões chegam na escadaria da cidade, local onde se apresentam as escolas de samba durante o carnaval tradicional. A produtora Adriana Sá, nascida em Tucuruí, já participou das duas programações carnavalescas.
“O Carnaré é a maior micareta do interior do estado, é super animada, vem gente de todo lugar, é organizada, com várias bandas, trio elétrico, e muita festa”, afirma Adriana. Já tem muito belenense encantado pelo carnaval tradicional da cidade, como o estudante de administração Miguel Rodrigues, de 21 anos.
“Foi o melhor carnaval que eu já fui. Já tinha ido em Vigia, Baião, Mocajuba, mas em Tucuruí foi bem diferente, não parece cidade do interior. Parece uma pequena cidade, mas muito limpa, organizada, tem abadá, foi bem divertido mesmo”, avalia Miguel, que já faz planos para o ano que vem. “Com certeza Tucuruí é meu destino novamente no carnaval de 2013”.
A prefeitura da cidade também apoia uma série de programações culturais, esportivas e de lazer durante o período, que fazem parte do Projeto Veraneio.
Fonte/Foto: Natália Mello - G1 PA/Reprodução

Atendimento a famílias atingidas pelas cheias de rios continua


Cristino Martins/Ag. Pará
Morador de Terra Santa, Ubrelandi Rodrigues Picanço teve de levantar o assoalho da casa em cerca de dez centímetros, para fugir das águas
Com a chegada do mês de julho, os níveis dos rios no Estado caem e se consolidam. As 172 famílias que foram atingidas pelas cheias na região do Baixo Amazonas ainda não voltaram para casa. Nos últimos 20 dias, as bacias dos rios Amazonas e Tapajós tiveram a maior queda de nível depois do início do chamado inverno amazônico. A Defesa Civil Estadual continua a fazer o monitoramento dos leitos e, junto com os órgãos de saúde pública, faz a análise da qualidade da água e levantamento do risco do aparecimento de doenças.
“O nível dos rios está se consolidado”, reforça o coordenador adjunto da Defesa Civil Estadual, coronel José Augusto Almeida. O rio Tapajós já está abaixo da cota de alerta, sendo que em maio chegou a atingir a máxima de 8,04 metros. “O monitoramento hidroclimático continua de forma ininterrupta. Estamos entrando na fase de normalidade do nível do Tapajós. É hora de iniciarmos o processo de reconstrução das áreas atingidas”, explica.
O trabalho de contingência da Defesa Civil Estadual foi dividido em prevenção, preparação e resposta (ações de socorro e assistências). “Estamos passando da fase de resposta para a de reconstrução nos próximos 15 dias”, explica o coronel. Para isso, o governo do Estado alocou de imediato R$ 1,5 milhão para auxílio às vítimas das cheias. O recurso está sendo usado desde o começo do ano.
Segundo o coronel Almeida, as ferramentas climatológicas que ajudaram a mensurar os níveis de risco foram eficientes. A expectativa para o rio Tapajós e Amazonas era acima do que aconteceu no ano de 2009, quando os rios atingiram a cota máxima de 8,31 metros. “O máximo a que chegamos este ano foi de 8,04, um impacto de médio porte”, considera.
Todo o planejamento feito pela Defesa Civil Estadual foi baseado na previsão destas ferramentas climatológicas. Estudos do governo do Estado, feitos com antecedência, sobre o período de chuvas, por meio da Rede Estadual de Previsão Climática e Hidrometeorológica do Pará, ajudaram a planejar ações de enfrentamento aos estragos causados pelas cheias decorrentes das fortes chuvas em municípios paraenses.
Os municípios de Alenquer, Óbidos, Porto de Moz, Monte Alegre, Prainha, Almeirim, Santarém, Terra Santa, Curuá e Oriximiná foram atingidos pelas cheias no Baixo Amazonas. A situação mais crítica foi verificada em Alenquer e Óbidos, onde houve o maior número de famílias atingidas. Também são destes municípios os desabrigados que estão sendo assistidas pelo Estado.
Em Terra Santa, município com cerca de 20 mil habitantes, banhado pela lagoa de Algodoal, um dos braços do rio Amazonas, a população chegou a passar quatro meses vivendo em cima de marombas (estrutura em madeira que eleva o assoalho das casas acima do nível do rio). Foi o caso do motorista Ubrelandi Rodrigues Picanço, 58 anos. Ele conta que a água ficou dez centímetros acima do assoalho. “De quatro em quatro anos a situação se repete”, explica.
Ubrelandi tem em casa uma criação experimental de tracajás em cativeiro e depende do nível dos rios para as pesquisas com os quelônios. “A água invadiu os cativeiros, as divisórias alagaram e isso acabou misturando os tracajás, que estavam separados de acordo com a idade; agora que as águas baixaram, temos que recomeçar a ordenar”, explica.
O trabalho de prevenção feito pela Defesa Civil Estadual em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) consiste em desenvolver as políticas de contenção de doenças, como hepatite, leptospirose e coqueluche, que costumam aparecer nesta situação. Segundo o coronel José Augusto Almeida, as ações do plano de contingência não vão parar. Os trabalhos seguem com entrega de medicamentos, cestas básicas e materiais de construção às famílias desabrigadas.


Texto:
Marcio Flexa - Secom
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Email: marcioflexa@agenciapara.com.br

Secretaria de Estado de Comunicação
Rodovia Augusto Montenegro, km 09 - Coqueiro - Belém - PA CEP.: 66823-010
Fone: (91) 3202-0901
Site: www.agenciapara.com.br Email: gabinete@secom.pa.gov.br

Programa Municípios Verdes chega à região da Calha Norte

Municípios da Calha Norte do rio Amazonas, no Pará, serão integrados ao Programa Municípios Verdes, que promove um pacto com entidades públicas, privadas e não governamentais para promover o desenvolvimento econômico paraense e atingir a meta de desmatamento zero, com foco nos municípios.
As primeiras reuniões com prefeituras e secretarias de meio ambiente de Óbidos e Oriximiná para apresentar o programa e a importância das metas estabelecidas para um desenvolvimento local sustentável ocorrem nesta quarta-feira (11). O programa será implantado em breve também nos municípios de Monte Alegre e Alenquer.
“Além dos municípios críticos onde ocorre o desmatamento, o Municípios Verdes trabalha com os municípios de base florestal, onde a cobertura vegetal é alta e a pressão de desmatamento é baixa. Neles o foco é fortalecer a gestão ambiental municipal, estimular a economia florestal e aperfeiçoar a gestão das unidades de conservação”, explica o secretario do programa Municípios Verdes, Justiniano Neto.
“Por isso, começaremos nossa viagem por Oriximiná e Óbidos, que são municípios bastante ativos no programa e que estão aptos a nos ajudar a implantar esta agenda”, continua. Nessa iniciativa, a secretaria atua em parceria com o Instituto Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Fundo Vale e Fundação Moore, que ajudam a fazer a adequação ambiental de outras localidades no Pará.
Entre os objetivos do programa estão o desenvolvimento socioeconômico com o uso sustentável dos recursos; o fortalecimento do Sistema Municipal de Meio Ambiente; e a descentralização da agenda ambiental, o que pressupõe ações integradas entre o governo do Estado e municípios e permite uma participação mais efetiva da sociedade civil e do setor produtivo locais. As reuniões deste dia 11 ocorrem pela manhã na Casa da Cultura de Óbidos e à tarde na Câmara Municipal de Oriximiná.

Texto:
Diego Andrade - Municípios Verdes
Fone: (91) 3201 3714 / 3201 3618  / (91) 9964-1279
Email: diego82araujo@gmail.com

Secretaria para coordenação do programa Municípios Verdes
Av Nazaré - Centro Integrado de Governo
Fone: (91) 3201-3618
Site: www.municipiosverdes.com.br Email:  contato@municipiosverdes.com.br

Emater capacita horticultores de Oriximiná

Dez horticultores de Oriximiná, no Baixo Amazonas, participaram entre os dias 3 e 6 de julho de um curso de olericultura básica promovido pelo escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Oriximiná (STTRO). A capacitação aconteceu na propriedade do agricultor Enivaldo Silva, localizada na Comunidade do Axipacá, às margens do rio Trombetas. Ali já existiam cinco canteiros de alface, couve, cebolinha e tomate, entre outras espécies, cultivados em um quarto de hectare. Os alunos do curso construíram mais seis canteiros, aplicando os ensinamentos recém-adquiridos, como sistemas de irrigação de baixa pressão e uso adequado de plásticos específicos para proteção da plantação.
“Nossa proposta é, a partir da assistência técnica regular, capacitação contínua e transferência de tecnologia, aperfeiçoar os sistemas de produção tradicionais, mostrando aos agricultores que a partir da adoção de medidas simples e baratas é possível até dobrar a produção”, diz o engenheiro agrônomo da Emater Marcos Leite, mestre em Entomologia, que ministrou o treinamento. Para ele, a Emater não apenas transmite, mas troca conhecimento: “Precisamos aproveitar sempre o que já existe de tradição, valorizar as práticas típicas e reconhecer a experiência”, resume.
Hoje em dia, a olericultura é uma das atividades principais da agricultura familiar de Oriximiná – associada principalmente ao cultivo de mandioca e à pecuária mista. A atividade, porém, ainda é considerada de subsistência. Só mais recentemente, com relativa expansão populacional da região, por conta da instalação de indústrias mineradoras, as famílias começaram a se interessar por uma produção comercial, por constatarem um mercado consumidor ávido, que, na falta de oferta local, acaba importando hortaliças.
De acordo com Leite, por questões culturais o trabalho com hortaliças têm maior incidência em áreas de várzea, onde os agricultores precisam montar canteiros suspensos de modo a evitar que água dos rios estrague os plantios. “Porém, em enchentes recordistas, como a deste ano, muitos chegam a perder tudo ou precisam remontar os canteiros às pressas, com altura maior”, explica Leite. A idéia da Emater, segundo ele, é incentivar famílias com propriedades em terra firme a se iniciar na olericultura, consolidando a cadeia produtiva no município.

Texto:
Aline Miranda - Emater
Fone: (91) 3256-5410 /
Email: ascomematerpara@gmail.com

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural
Rod. BR 316, Km 13 S/N. Marituba-PA. CEP: 67105-970
Fone: (91) 3256-1931
Site: www.emater.pa.gov.br Email: presidencia@emater.pa.gov.br

sábado, 7 de julho de 2012

Prefeitura de Oriximiná e Terra Santa chegam a um acordo sobre dinheiro do Royalties da mina bela cruz.



A prefeitura de Oriximiná e Terra Santa chegam a um acordo sobre o dinheiro do imposto sobre o minério extraído da mina Bela Cruz(Royalties), enquanto não sai o resultado do levantamento para nova divisão das fronteiras de Oriximiná e Terra Santa, principalmente na área que fica localizada a mina Bela Cruz, as duas prefeituras juntamente com a MRN revolveram dividir 80% do valor dos Royalties, 40% para Oriximiná e 40% para Terra Santa outros 20% continuarão retidos. Para o secretário da SEINFRA de Oriximiná Alfeu Carpegiani, é uma boa para os dois municípios que no caso de Oriximiná, voltará imediatamente com a operação tapa buraco na cidade e recapeara algumas ruas da cidade que se encontram em situação mas criticas, já para Terra Santa, é um dinheiro a mas que vai entrar nos cofres da prefeitura, tendo em vista que nunca o extrativismo de minério em Porto Trombetas distrito de Oriximiná, ultrapassou os seus limites territoriais.