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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Justiça determina saída de manifestantes

Os manifestantes que ocupavam parte do canteiro de obras da hidrelétrica de Belo Monte desde o início da tarde desta sexta-feira (15), no município de Altamira (a 900 km de Belém) tiveram que deixar o local após uma determinação judicial. A manifestação foi liderada pelo movimento Xingu Vivo, como parte da conferência Xingu+23, evento paralelo ao Rio+20 que tem como objetivo protestar contra as obras da hidrelétrica.
Indígenas, pescadores, ribeirinhos, quilombolas e estudantes, além de trabalhadores do campo e da cidade, que participam da conferência, concentraram-se a cerca de um quilômetro do canteiro e permaneceram até serem obrigados a se retirar. Uma liminar de reintegração de posse foi expedida pela justiça, determinando a saída imediata dos manifestantes, por estarem ocupando um espaço privado.
Em comunicado divulgado pelo Xingu Vivo, o comitê afirma que "as diversas violações de direitos que os povos do Xingu vêm sofrendo por parte do governo brasileiro" foi o que motivou a ocupação. A manifestação também pretendeu chamar a atenção dos chefes de Estado que participam da Rio+20. "Chamamos todos os lutadores e lutadoras do mundo, em especial aqueles que estão na cúpula dos povos, a virem para o Xingu ou fazerem chegar aos ouvidos dos chefes de estado que estarão na Rio+20 o clamor dos que lutam em defesa da floresta, do rio e da vida", declarou o comitê.
Segundo informações do Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM), o movimento de hoje não paralisou as obras no local.
ENTENDA O CASO
Participantes da conferência Xingu+23 se concentraram, na tarde de hoje (15), em uma área de barragem, onde a usina de Belo Monte está sendo construída, e cavaram uma vala, que liga os dois lados do rio Xingu. Em seguida, plantaram no local cerca de 500 mudas de açaí, para chamar a atenção para o desmatamento causado na área.
Após o ato simbólico, os manifestantes acamparam no local e alegaram que não tinham previsão de saída. (DOL)

I FECIMA será realizado em Óbidos

Nos dias 20 e 21 de Julho de 2012, será realizado o I FESTIVAL DE CULTURA, IDENTIDADE E MEMÓRIA AMAZÔNIDA DE ÓBIDOS-PA, o I FECIMA.
Este festival, que será realizado em uma das cidades mais importantes do cenário artístico, poético, cultural e literário da região amazônica, Óbidos, tem a proposta de ampliar as reflexões sobre produção cultural, memorial e de Identidade no Baixo Amazonas, sua relação com a produção regional, nacional e internacional.
Será um espaço de divulgação e resgate da cultura, de incentivo às artes, de debate literário e linguístico, de registro e reconstrução da história e memória amazônida, da preservação da identidade quilombola, de promoção do turismo étnico cultural e ambiental do Baixo Amazonas.
O evento abordará temas sobre Patrimônio Histórico, Cultural e Memorial como lugar privilegiado de resgate da identidade do povo amazônida e de percepção da biodiversidade da Floresta Verde, e sua influência sobre a formação do povo desta região.
O I FECIMA servirá de incentivo ao desenvolvimento de comunidades quilombolas obidenses e das cidades circunvizinhas, nas artes, educação, a literatura e turístico-cultural e ambiental.
O Festival terá como atividades: Varal Digital, Leitura Dramática, Intervenções Poéticas, Sarau Literário, Mesas Redondas, Oficinas, Shows e performances, Atividades lúdico-infantis, Espetáculo teatral, Cine-Debate, Contação de Histórias Infantis, Exposição de Fotografias, Feirinha do Livro, Comunicação e apresentação de resultados de pesquisas voltadas para a temática do Festival. Participe, contribua com suas pesquisas e atividades extensionistas.
Não esquecendo que no dia 21 de julho a Academia Artística e Literária de Óbidos – AALO participará da Mesa Redonda: RETRATOS E FATOS DA LITERATURA OBIDENSE, aberta a todos os apreciadores da Cultura Obidense.
Local: Quartel de Óbidos (Secretaria de Cultura de Óbidos)
Horário: 15:00-17:00
Inscrição e programação completa do evento no site: http://fecima.webs.com/inscri-es
FONTE: http://fecima.webs.com/inscri-es

Caravana Pro Paz Presença Viva em Curuá

Curuá, no Baixo Amazonas, que tem apenas 16 anos de criação, é o oitavo município beneficiado pela Caravana Pro Paz Presença Viva. A ação, que acontece entre quinta-feira (14) e sábado (16), vai oferecer mais de 50 serviços nas áreas de saúde, cidadania e cultura, com 220 servidores de diversas secretarias do Estado e 120 voluntários do município.
Os atendimentos começou às 8 horas, desta quinta feira (14) na Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental São Raimundo Nonato. A expectativa é que população busque principalmente os serviços de saúde.
Nos três dias de ação na cidade, serão distribuídas mais de 1,2 mil consultas em cinco especialidades (oftalmologia, odontologia, ginecologia, pediatria e clínica médica), além de exames laboratoriais, teste rápido para HIV, hepatites, aferimento de pressão arterial, testagem de glicemia e orientação nutricional.
Além dos servidores do Estado, 26 funcionários da Secretaria Municipal de Saúde estarão dando apoio ao atendimento. “Para nós é um privilégio receber a ação do Pro Paz em nossa cidade. Nossos servidores vão colaborar para que a ação ocorra da melhor forma possível e que todas as pessoas consigam atendimento”, ressalta a secretaria municipal de Saúde, Lídia Oliveira.
Em Curuá, 844 famílias estão em situações adversas por conta das enchentes na região. A Defesa Civil também está presente na Caravana Pro Paz, dando apoio a essas famílias. Além da segurança da população, os agentes também atender às necessidades mais urgentes, contribuindo para a normalização da rotina dessas famílias.
Equipe
As equipes da Caravana Pro Paz foram renovadas e os servidores, recém-chegados à cidade, prometem um atendimento completo, cordial e dinâmico às famílias curuaenses. A expectativa é que cerca de doze mil pessoas, da sede do município e localidades próximas, sejam beneficiadas em três dias de ação. “Os servidores já estavam aqui no Baixo Amazonas há quase 30 dias. As equipes foram substituídas para atender a população de Curuá com todo o gás necessário”, enfatiza a coordenadora da Diretoria Operacional da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), Marisa Nogueira.
O serviço de emissão de documentos vai ofertar em Curuá diariamente 500 carteiras de identidade, além do registro civil de nascimento (primeira e segunda vias) e o Cadastro de Pessoas Fisicas (CPF). Em razão da falta do material necessário para confeccionar a carteira de trabalho, fornecido pelo Ministério do Trabalho, o documento não será ofertado no município.
Terão prioridade no serviço gestantes, idosos e pessoas com deficiência, inclusive com atendimento domiciliar. “Casos a pessoa não possa se deslocar até o local do atendimento, nós enviamos um funcionário para o atendimento em casa”, reforça a coordenadora da Policia Civil na caravana, Rosa Ramos.
Além da saúde e cidadania, os moradores de Curuá vão usufruir de uma extensa programação cultural, promovida pelo Instituto de Artes do Pará (IAP). A equipe do instituto está cadastrando os artistas locais no Mapa das Artes, uma rede social com informações sobre a cultura paraense.
A ideia é tirar esses artistas do anonimato e colocá-los em contato entre si e com os demais seguimentos artísticos, promovendo mecanismos de investimento e ampliando a imagem cultural da cidade. Durante os três dias de ação em Curuá, o IAP também exibe a “Mostra Pará”, composta por várias produções paraenses, algumas delas premiadas, além dos resultados das bolsas de experimentação audiovisual.
FONTE: Agência Pará

sábado, 9 de junho de 2012

Justiça mantem Berg Campos como prefeito de Porto de Moz

Em decisão proferida na quarta-feira, dia 06, a Justiça de Porto de Moz, que tem como titular a juíza de direito Fernanda Azevedo Lucena, decidiu pela manutenção de Rosibergue Torres Campos (PTB), no cargo de Prefeito. Uma das alegações feitas pela decisão judicial é de que a sessão da Câmara que cassou o Prefeito foi feita de maneira irregular.
De acordo com o procurador do Poder Legislativo Municipal,  Dr. Joaquim Freitas Neto, o processo de cassação seguiu todos os trâmites exigidos em lei, segundo assegurado, a todo tempo, as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa.
A Assessoria Jurídica da Prefeitura, através do advogado Rosimar Machado de Moraes, entrou com Mandado de Segurança com Pedido de Liminar contra o ato praticado pela Mesa Diretora da Câmara Municipal de Porto de Moz, na pessoa de seu presidente, vereador Ivanildo de Lima Pontes.
O advogado Rosimar Machado, no Mandado de Segurança com Pedido de Liminar diz que “o impetrante foi cassado sem que a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Porto de Moz tenha cumprido o que determina a Lei Orgânica do Município e, principalmente, o disposto no Decreto-Lei 201/67, para os casos de cassação do mandato de Prefeito, sendo cristalino se tratar de ato abusivo que reclama a pronta intervenção do Poder Judiciário para repreendê-lo de imediato.
Destarte, não havendo dúvida que houve violação ao direito do impetrante, enquanto Prefeito, de ver seguidos os ditames do devido Processo Legal, mormente a necessidade do voto de, ao menos, 2/3 dos membros da Casa para afastar o Impetrante do cargo de Prefeito Municipal, em processo de cassação que incide sobre o seu mandato á desobediência às regras da Lei de regência levam incontestavelmente à nulidade do ato administrativo, in casu, o decreto Legislativo nº 001/2012…
Diante do exposto, demonstrando-se a ilegalidade dos atos perpetrados pelos impetrados, requer-se que seja concedida Medida Liminar Inaudita Altera pars, para suspender imediatamente os efeitos do decreto legislativo nº 001/2012, que dispõe sobre a cassação do mandato do Prefeito de Porto de Moz, mantendo-o no cargo até decisão final deste Mandado de Segurança”.
DECISÃO DA JUÍZA: “Diante de tais fatos, também há indícios de inobservância de quórum qualificado tanto para a aprovação da denúncia, quanto para a aprovação da cassação.
Assim, em análise perfunctória, com base nos documentos carreados aos autos, forçoso reconhecer, portanto, em especial, a existência de indícios de violação ao princípio da ampla defesa e do contraditório, pois em nenhum momento os elementos de convicção colhidos durante a CPI foram ratificados em processo no qual se garantisse ao impetrante o pleno exercício de tais direitos. As graves consequências de uma decisão tomada em um processo de cassação de mandato eletivo exigem perfeita observância às normas processuais, sob pena de nulidade.
Considerando que é ônus da parte contrária provar que observou o devido processo legal, pois, como é cediço não se pode exigir que o litigante prove fato negativo, bem como pelo fato de os documentos carreados aos autos indicarem uma violação ao princípio constitucional conforme alegado neste mandamus, DEFIRO A LIMINAR a fim de suspender os efeitos do Decreto Legislativo n. 001/2012 que dispõe sobre a cassação do prefeito de municipal de Porto de Moz.
Intimem-se.
Oficie-se à autoridade co-autora para apresentar suas informações no prazo legal. Ciência ao Ministério Público. Oficie-se ao Delegado de Polícia Civil e ao Comandante da Polícia Militar deste Município dando-Ihes ciência desta decisão.
Porto de Moz (PA), o6 de junho de 2012.
DRA. FERNANDA AZEVEDO LUCENA
JUÍZA DE DIREITO TITULAR DA COMARCA DE PORTO DE MOZ”

Fonte -  Carlos Cruz (O Impacto)

Ler mais: http://www.tribunadacalhanorte.com.br/news/justi%c3%a7a-mantem-berg-campos-como-prefeito-de-porto-de-moz-/

Fazendeiros ancestrais ensinam como proteger a Amazônia


Desmatar parece inevitável para quem quer plantar ou criar animais, não é mesmo? Mas descobertas recentes indicam que os primeiros habitantes da Amazônia utilizavam suas terras de forma sustentável, sem lançar mão do fogo e com técnicas que podem ser úteis ainda hoje.
Uma equipe internacional de arqueólogos e paleoecologistas realizaram um estudo na Guiana Francesa e identificaram que os índios que viveram ali, cultivavam seus alimentos utilizando a construção de pequenos montes agrícolas com instrumentos de madeira.
Estes campos elevados tinham uma melhor drenagem, aeração do solo e retenção de umidade, ideal para um ambiente que tem tanto secas quanto inundações. As terras levantadas também se beneficiavam de um aumento de fertilidade, pois o esterco era continuamente tirado da bacia alagada e depositado sobre os montes.
 “Nós usamos datação por radiocarbono para determinar a idade desses tipos de canteiros e chegamos à conclusão de que datam de 800 anos atrás”, disse o Dr. Mitchell Power, professor da Universidade de Utah, EUA.
“Esta antiga forma de agricultura pode se tornar uma alternativa para a queima de florestas tropicais, recuperando terras de outra forma abandonadas e ecossistemas de cerrado criados pelo desmatamento. Ela tem a capacidade de diminuir as emissões de carbono e, ao mesmo tempo, garantir a segurança alimentar para as populações rurais mais vulneráveis e pobres”, disse o Dr. José Iriarte, da Universidade de Exeter, Reino Unido, principal autor do estudo.
Com informações da HypeScience

Ler mais: http://www.tribunadacalhanorte.com.br/news/fazendeiros-ancestrais-ensinam-como-proteger-a-amazonia/

"PRO PAZ" CIDADANIA ATENDENDO O CIDADÃO, 26 Á 28 EM JURUTI

A Caravana Pro Paz Cidadania Presença Viva, que percorre os municípios da região levando uma série de ações e serviços gratuitos. As equipes do governo já passaram pelos municípios de Almeirim, Prainha, Monte Alegre, Belterra, Mojui dos Campos, Alenquer, etc, beneficiando a população com mais de 200 mil procedimentos na área de saúde e cidadania.

Em Santarém, um diagnóstico feito pelo governo constatou a existência de uma demanda reprimida nessa área, especialmente no que concerne à emissão de carteiras de trabalho e de identidade. “Reforçamos nossa equipe e nosso material para atender esta procura. Aqui em Santarém emitiremos duas mil carteiras de trabalho, sendo 500 por dia”, afirmou o coordenador da Caravana Pro Paz, Jorge Bittencourt.

Por meio da Caravana, a população  expontanhamente sem interferencia de terçeiros até porque estamos em época de eleições, e essas ações estão senho fiscalizadas pelo MPE,  elas são supro partidarias, garante atendimentos médicos nas especialidades de Cardiologia, Ginecologia, Pediatria, Odontologia, Clínica Geral e Oftalmologia, o serviço mais procurado em todos os municípios do Baixo Amazonas.

A Caravana Pro Paz  estará em Juruti  dia 26  permanecendo  no município até 28 de junho disponibilizando mais de 50 serviços diferentes.

COM A VAZANTE DO RIO, RUAS INTERDITADAS COMEÇAM SER LIBERADAS, EM MANAUS

Trechos da rua Lima Bacuri e Lourenço da Silva Braga foram liberados.
Manaustrans avaliou se água não afetou asfalto no local alagado.
A rua Lima Bacuri, no trecho entre a rua Isabel e a avenida Lourenço da Silva Braga, e o trecho da avenida Lourenço da Silva Braga, no sentido Manaus Moderna/Educandos, embaixo da Juscelino Kubitschek serão liberadas para o tráfego de veículos, a partir desta quinta-feira (7). A informação é do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans).
Análise do órgão constatou que, devido a vazante, as vias já poderiam ter acesso liberado. O monitoramento nas ruas do Centro continua sendo realizado, e mais vias interditadas deverão ser liberadas nos próximos dias devido à descida do rio. É analisado se a água não afetou o asfalto nestes locais, o que poderia comprometer a segurança do tráfego.
A subida do nível do Rio Negro afetou o trânsito do Centro da cidade. Uma das principais mudanças foi a interdição do terminal de ônibus da Matriz.
A vazante começou nesta semana, após o Rio Negro ter atingido o nível máximo da cheia de 2012 no dia 29, registrando a cota de 29,97m.
Fonte/Foto: G1 AM/ Carlos Eduardo Matos

HOJE (SÁBADO, 09) E AMANHÃ (DOMINGO) TEM PROVA DO LAÇO EM FARO-PA

Para os amantes da modalidade, a Fazenda Canaã (de Luis Hollywood), localizada na Boca do Tigre, no município de Faro (defronte à cidade de Nhamundá-AM), promove neste sábado e domingo (9 e 10 de junho), sua tradicional Prova do Laço, com premiação de R$ 2.000,00 para o primeiro colocado (há prêmios para os que se classificarem até a quinta colocação).
As inscrições custam R$ 40,00 (uma) e R$ 100,00 (para três).
O inicio das competições está marcado para as 9:00 horas deste sábado, dia 9.
Fonte/Foto: z fioravante

Torneio de pesca esportiva em Oriximiná terá apoio do MPA e Sepaq

Quinta-feira (31/05), o deputado federal Asdrubal Bentes, ex-titular da Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura (Sepaq), junto com o secretário adjunto da Sepaq, Luiz Sérgio Borges, participaram de audiência com o ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, em Brasília, para reatar convênios antigos e confirmar novos projetos em parceria. O resultado da reunião foi positivo. Parcelas pendentes de antigos convênios com a Sepaq serão liberadas até semana que vem, assim como dois grandes projetos foram confirmados: a elaboração de quatro torneios de pesca esportiva no interior do Estado e a construção do novo mercado de peixe de Marabá.


Até semana que vem, também serão liberados os valores das parcelas pendentes de seis antigos convênios da Sepaq com o MPA. Serão liberados R$28.835,45 para a ampliação e reforma da Estação de Piscicultura de Santa Rosa (Santarém), R$1.355.871,70 para a ampliação e reforma da Estação de Aquicultura Marinha ‘Fernando Flambot da Cruz’ (Curuçá), R$1.080.241,10 para ampliação e reforma da Estação de Aquicultura de Água Doce ‘Orion Nina Ribeiro’ (Terra Alta), R$858.525,25 para ampliação e reforma do Centro de Capacitação de Aquicultura e Pesca do Nordeste Paraense (Curuçá), R$242.187 para a construção da Estação de Aquicultura de Uruará e R$127.777,78 para a aquisição de equipamentos para o projeto “Feira nos Bairros”.
Também já está certa a realização, com o apoio do MPA juntamente com a Sepaq, de quatro torneios de pesca esportiva no interior do Estado, nos municípios de Salinópolis, Marabá, Tucuruí e Oriximiná. A previsão é que os torneios tenham início no mês de julho. A construção do novo mercado de peixe de Marabá será possível através da Emenda Parlamentar de autoria do deputado Asdrubal Bentes, que destina R$ 2.000.000 (dois milhões de reais) a diversos melhoramentos em Marabá.
Além da reforma do mercado, Marabá terá também a construção da nova regional da Sepaq no município, uma necessidade há muito reclamada pelo setor pesqueiro da região, que é rica na produção de peixes. Além do mercado e da sede regional, a Emenda também destina recursos para a construção do Terminal Receptivo para a pesca esportiva no município.
http://sepaq-pa.blogspot.com.br/

Pesquisa testa resistência de árvores da Amazônia

A pesquisa verifica desde 2006 o desenvolvimento de 240 mudas de árvores, de 13 espécies, num local com quase nenhuma condição de sobrevivência.
Pesquisa testa resistência de árvores da Amazônia
Bosque mostra outra forma de olhar a Floresta
Santarém - "A experiência científica não é como uma receita de bolo", alerta o pesquisador Breno Rayol ao apontar a rigorosidade que um estudo deve ter para alcançar resultados coerentes. “Olha só essa daqui, é uma delas”, Rayol agacha-se, apronta o paquímetro, tira a medida do diâmetro do tronco, verifica a placa de identificação – uma espécie de carteira de identidade - do vegetal com um pouco menos de meio metro de altura que é uma das cobaias. Quem não entende do assunto poderia olhar aquele ser como uma simples planta, algo comum; mas para o cientista, o olhar é de criador e sua criatura.

A pesquisa verifica desde 2006 o desenvolvimento de 240 mudas de árvores, de 13 espécies, num local com quase nenhuma condição de sobrevivência. Mas algumas espécies mostraram resistência e capacidade de adaptação conforme revelou em pesquisas já publicadas.

Laboratório de árvores

Num final de tarde amazônico, período de chuva, clima ameno, fomos até a área pouco maior que um campo de futebol (1,4 hectare). No local estão elas, cercadas por um muro de tijolos, a formação agora é de capoeira, tipo de vegetação que surge após a retirada da floresta primária.

“Juca, o senhor pode ver a chave do bosque?”, solicita Rayol ao guardião da floresta. Seu Juca, homem de traços faciais e o sotaque caboclo não é cientista, mas um hábil identificador de espécies florestais. Ele também toma conta das experiências produzidas no laboratório de árvores.

Logo na entrada o visitante se depara com uma homenagem entre folhas que revela o escrito: “Bosque Mekdece”. Assim foi chamado o lugar que agrupa a formação arbórea cosmopolita.

A engenheira florestal, Fátima Mekdece, foi quem iniciou as primeiras pesquisas sobre as sementes em Santarém. Dentre seus estudos na região, é destaque a aplicação da “quebra de dormência”. “Toda semente fica com, digamos... preguiça de germinar. Para que essa semente possa apresentar brotos de forma mais rápida, são feitos testes como colocar a semente em água quente. São formas de acelerar a germinação”, explicou Rayol. Mekdece atualmente vive em Belém, capital do Estado do Pará.

O laboratório ao ar livre faz parte da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) que apesar dos 2 anos de fundação, já teve pesquisas publicadas. Isso porque foi construída a partir dos campus Ufra-Santarém e UFPA-Tapajós, instituições que atuavam na região.

De acordo com o diretor do Instituto de Biodiversidade e Florestas da Ufopa (IBEF) João Ricardo, dentre outros objetivos, a universidade quer auxiliar no melhoramento da produção de bens e serviço do homem amazônico. Volta-se à conservação das florestas. "Na região, temos dois importantes potenciais: recursos florestais e minerais. Se conseguirmos ter um equilíbrio entre as duas vias de desenvolvimento de produção, com certeza teremos uma região com bom nível de desenvolvimento socioeconômico", destacou o professor João.

Visita à Hymenaea Courbaril Lee & Langenh

A Hymenaea courbaril trata-se do nome científico dado à espécie “jatobá” que faz parte da pesquisa de resultados positivos para a produção desse recurso natural na região. O estudo foi elaborado em dois anos, quando os especialistas avaliaram o ritmo de crescimento desse tipo de árvore, um enriquecimento de capoeira.

Segundo os resultados, em 2009 foram plantadas na área 24 mudas de jatobá, sendo distribuídas em grupos de 3 exemplares, numa distancia de 20 metros cada trio. Ao final de 18 meses de observação, constatou-se que houve 100% de sobrevivência dos jatobás, o que é muito satisfatório, conforme afirma o pesquisador Breno Rayol.

Hoje, contando com uma plantação de jovens jatobás, outra observação que chama a atenção, diz respeito ao maior crescimento desse tipo de árvore no período de chuva da região amazônica. “Provavelmente um dos fatores é a pluviosidade. Observamos que em épocas de pouca chuva o crescimento é muito menor e isso é um indicador determinante. A época sem chuva é tão forte que a mortalidade é elevada. Agora, começamos a pensar em desenvolver técnicas. Isso é uma demanda para que estas espécies consigam sobreviver durante esse período mais drástico”.

Trilha para ver a experiência

Seguindo a trilha aberta no bosque, ao estar dentro da floresta urbana, quase não se percebe o barulho dos carros que passam nas ruas que rodeiam o espaço. O gorjear dos pássaros acaba tomando conta do lugar. O tumulto torna-se indiferente. A música de passeio também é composta pelos estalidos dos galhos que decompõe para dar energia aos vegetais e demais seres daquele ecossistema. Em menos de 1 minuto de caminhada, chegamos ao local onde agora as árvores de laboratório crescem.

Segundo Rayoul, o jatobá não é uma espécie que está em risco de extinção; porém, sofre intensa pressão madeireira. Para ele, o quadro pode ser revertido com o reflorestamento desse recurso natural pelas próprias comunidades que poderão, mais tarde, utilizar as espécies de forma ordenada. "Se a gente conseguir propagar o plantio dessas espécies na agricultura familiar, em ambiente altamente perturbado, podemos gerar renda."

O cientista também aponta que além da geração de emprego e renda, o valor de uma árvore vai bem mais a diante. “Sabemos hoje que uma árvore contribui em vários aspectos, como a possibilidade de descanso debaixo de sua sombra, o efeito dos cantos dos pássaros e a diminuição da alta temperatura. Tudo isso é importante para a qualidade ambiental.”

Assim, por tudo que se tem plantado no Bosque Mekdece, valores científicos, sociais, cultuais, ambientais, econômicos, e dentre muitos outros, não há dúvidas que plantar uma árvore, construir florestas urbanas, só deve contribuir para a qualidade de vida.

*Por Júlio César Guimarães - Acadêmico da Especialização em Jornalismo Científico da Universidade Federal do Oeste do Pará - Ufopa. Reportagem elaborada na disciplina “Laboratório I – Pesquisa e Produção: as fontes científicas”, ministrada pela Profª. Dra. Socorro Veloso.

Pássaro de espécie rara é encontrado em Parauapebas Um gavião-real-falso foi levado para o Parque Zoobotânico Vale. Ele é considerado ainda mais raro que o verdadeiro gavião-real.

Pássaro de espécie rara é encontrado em Parauapebas


 








Gavião Real Falso Pará - Uma ave da espécie rara Uiraçu-falso, mais conhecido como gavião-real-falso, foi encontrado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no município de Parauapebas. Ele foi levado para o Parque Zoobotânico Vale pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Segundo o supervisor do Parque Zoobotânico Vale, André Mourão, o pássaro chegou ao local apresentando características de maus-tratos, como penas opacas e fratura na asa direita.

O Uiraçu-falso está sendo tratado enquanto o ICMBio define seu destino. O Instituto pretende deixá-lo sob os cuidados de um criador conservacionista com experiência em reprodução. O chefe do ICMBio na Floresta Nacional de Carajás, Frederico Martins, afirma que o animal pode contribuir para a conservação da espécie mesmo fora da natureza, devido ao seu conhecimento genético e à possibilidade de reprodução em cativeiro.

Os pássaros da espécie medem entre 81 e 91 centímetros e as fêmeas são maiores que os machos. A diferença para o gavião real verdadeiro pode ser vista na plumagem e no penacho. Os dois tipos de pássaro estão incluídos no Programa de Conservação do Gavião-real (PCGR) do projeto do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Mais de 60 ninhos de gavião-real foram mapeados em mais de dez anos de pesquisa. De Uiraçu-falso foram encontrados apenas seis com o estudo.

Fonte: G1 Pará

Óleo de copaíba tem efeito neuroprotetor


a Medicina Popular defende que um dos benefícios do óleo da copaíba é o efeito anti-inflamatório para doenças da pele e de outros tecidos. A partir disso, surgiu o questionamento: será que o composto natural poderia ter algum efeito no sistema nervoso central?
Pará - De acordo com o professor Walace Gomes Leal, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal do Pará (UFPA), a Medicina Popular defende que um dos benefícios do óleo da copaíba é o efeito anti-inflamatório para doenças da pele e de outros tecidos. A partir disso, surgiu o questionamento: será que o composto natural poderia ter algum efeito no sistema nervoso central?

O questionamento motivou o biólogo Adriano Guimarães Santos a produzir a Dissertação Efeitos anti-inflamatórios e neuroprotetores do óleo-resina de Copaifera reticulata Ducke após lesão excitotóxica do córtex motor de ratos adultos, orientada pelo professor Walace Leal. A pesquisa, defendida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Neurociências e Biologia Celular do ICB, foi realizada no Laboratório de Neuroproteção e Neurorregeneração Experimental e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa).

"Nenhum outro laboratório havia investigado se o tratamento com o óleo de copaíba tinha algum efeito anti-inflamatório em um modelo experimental de uma doença do sistema nervoso central. Então, consideramos pertinente realizar esse estudo na UFPA", esclarece o professor.

Neste modelo experimental, fora injetada uma neurotoxina (substância tóxica que pode lesar o sistema nervoso) no cérebro de ratos. Esse procedimento causa uma lesão semelhante à provocada pelo Acidente Vascular Cerebral (AVC), "nós anestesiamos esses animais e introduzimos a neurotoxina. Então, induziu-se a uma lesão neural aguda e à perda tecidual devido à substância. Essa ação gerou, ainda, um déficit motor, o que simula uma doença humana como o AVC", explica o professor.

Resultado será referência para tratamento em humanos
Como parte da metodologia, foram utilizados mais dois grupos de ratos, tratados de forma diferente. Um grupo recebeu uma solução salina estéril (soro fisiológico), contendo sódio e água. Esse composto, de acordo com Walace Leal, era um placebo, substância administrada como controle do experimento e com efeito inócuo.

"Já o outro grupo foi tratado com óleo de copaíba, diluído em uma concentração que era considerada adequada", destaca o docente. Após os experimentos, os pesquisadores constataram que, "no grupo de animais tratados com copaíba, houve uma diminuição da inflamação no sistema nervoso central e uma melhor proteção desse sistema contra lesão, ou seja, neuroproteção. Esses foram os dois principais resultados encontrados", revela Walace Leal.

A pesquisa contou com a colaboração de dois engenheiros químicos da UFPA, Raul Carvalho e Lucinewton Silva de Moura, os quais realizaram um estudo da composição química do composto natural. Osmar Lameira, agrônomo e pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), também contribuiu fornecendo o óleo da copaíba. Segundo Walace Leal, utilizar material de uma árvore conhecida é condição imprescindível para esse tipo de pesquisa.

Segundo o orientador da Dissertação, a simulação feita com ratos e os resultados encontrados com os experimentos podem, posteriormente, servir como referência para o tratamento de doenças do sistema nervoso em humanos. "Evolutivamente, os mecanismos que causam lesão em ratos são muito parecidos com os de humanos. E para se apreender o que pode acontecer em doenças de humanos, é necessário, primeiramente, fazer experimentos em animais. Um rato com AVC, por exemplo, bem como um humano que sofre com essa doença apresentam problema motor, lesão e inflamação no cérebro. Nota-se, portanto, que as consequências lesivas são as mesmas", considera.

Próximo passo é isolar componentes ativos do óleo

Contudo, para aplicar o estudo em seres humanos, é indispensável a realização de mais pesquisas sobre a aplicabilidade do extrato da copaíba. Depois dos experimentos em ratos, a investigação seria feita em primatas. Antes de se chegar aos humanos, é necessário descobrir quais os princípios ativos responsáveis pelos efeitos anti-inflamatório e neuroprotetor do óleo de copaíba.

Segundo Walace Leal, atualmente, nenhum anti-inflamatório é usado para diminuir a lesão de uma doença do sistema nervoso. Então, se o estudo com a copaíba realmente funcionar em humanos, uma substância derivada do óleo dessa árvore pode ser utilizada para minimizar a inflamação.

"Assim, talvez tenhamos descoberto um composto natural, da Amazônia, que tenha um efeito anti-inflamatório para doenças do sistema nervoso central. Isso seria uma grande conquista para a sociedade. Até o momento, quando uma pessoa que sofreu um AVC chega ao hospital, pouco se pode fazer. Então, esses pacientes poderiam receber um derivado da copaíba que atenuasse a inflamação e protegesse o cérebro. Seria um remédio anti-inflamatório com efeito neuroprotetor", defende o professor.

O próximo passo da pesquisa será, justamente, a busca pelo isolamento do princípio (ou princípios) ativo(-s) do óleo da copaíba. Com essa possível delimitação, o tratamento será feito com os componentes ativos já isolados. O procedimento vai se dar, primeiramente, com ratos e, depois, com primatas. Com a descoberta desses princípios ativos, "seria possível apontar, precisamente, quais substâncias do óleo de copaíba promovem o efeito anti-inflamatório e a neuroproteção, as quais, futuramente, poderão ser utilizadas como medicamento para o tratamento de seres humanos", finaliza Walace Leal.

Fonte: Ascom UFPA

Alter do Chão pode ser patrimônio de Santarém

Projeto de lei sobre o resultado da consulta pública foi apresentado na Câmara de Vereadores
Alter do Chão pode ser patrimônio de Santarém
Praia foi eleita imagem que mais lembra Santarém
Santarém - Alter do Chão poderá ser considerada patrimônio de Santarém. O processo será estabelecido caso o projeto de lei sobre o resultado da consulta pública que elegeu os elementos que representam o município seja aprovado na Câmara de Vereadores.

O documento apresentado pela Secretaria Municipal de Turismo tem o objetivo de divulgar as belezas e cultura da região para o resto do mundo.

Os cinco elementos representativos do município entre eles Alter do Chão, muiraquitã, a cerâmica serão apresentados na Feira Internacional de Turismo, um dos mais importantes do setor. O evento começa na segunda-feira (11) em Foz do Iguaçu e contará com a participação de representantes da cidade que devem mostrar as belezas da região como relata o coordenador municipal de turismo, Áureo Roffé.

“O dois projetos sobre o processo de desenvolvimento da atividade turística em Santarém e o resgate da identidade serão apresentados para socializar isso entre as capitais e obter um retorno na questão do reconhecimento do trabalho que está sendo feito para desenvolvimento”, enfatiza Roffé.

Elementos eleitos

A pesquisa de escolha dos elementos que melhor representam a cidade, realizada durante o mês de maio, obteve cerca de 14 mil votos pela internet e postos de votação espalhados pela cidade. A ação levou em consideração os cinco sentidos do corpo humano.

O caribe amazônico que ganhou no elemento visão, como a imagem que mais lembra Santarém, com 46% dos votos contra 43% do encontro das águas. O Carimbó praiano recebeu 85% dos votos, como o ritmo que mais lembra a cidade, no quesito audição. No elemento olfato, o cupuaçu venceu, com 62% dos votos, deixando em segundo lugar o patchouli. O símbolo de Santarém é o muiraquitã, como elemento do tato. No elemento paladar, a farinha de tapioca foi escolhida pela população, com 53% dos votos, como o alimento característico da cidade.

Biotecnologia é saída para crescimento

Biotecnologia é saída para crescimento (Foto: Thiago Araújo)
A riqueza que está na floresta deve ser transformada em bioindústria (Foto: Thiago Araújo)
Biotecnologia e bionegócios. Até pouco tempo atrás essas duas palavras eram praticamente desconhecidas no ambiente capitalista. Atualmente, estão na linha de frente do que se convencionou chamar de ‘economia verde’. E é uma das apostas principais do governo paraense para alavancar setores produtivos do estado. “O desenvolvimento e a implantação de uma política consistente de bionegócios, algo ainda inexistente, tem por finalidade inserir o Estado do Pará em uma das indústrias mais promissoras do futuro, a bioindústria”, defende o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Alex Fiúza de Melo.
Para isso, foi elaborado um plano diretor com base em uma visão estratégica para o estado no setor de ciência, tecnologia e inovação, pelo menos até 2015. A ideia é que se deem condições e vantagens para inserir a região entre os líderes mundiais do setor. “O desafio é transformar as vantagens comparativas, legadas pela natureza, em vantagens competitivas, promovidas pelo conhecimento. E, neste campo, está se buscando recuperar o tempo perdido, em que nada foi realizado para reverter o atual quadro, em vista da diversificação da matriz econômica paraense”, diz o secretário.
É um cenário que tende a dar frutos no futuro. A bioindústria vem se desenvolvendo por vários leques de atuação. Um desses caminhos novos é a substituição de produtos com mercado certo por bioprodutos que oferecem vantagens de custo e eficácia. O biodiesel é um exemplo disso. Outro mercado bioindustrial em expansão é o de criação de novos produtos, como os fármacos, que, cada vez mais, passam pela bioindústria. “A biotecnologia transforma a vida cotidiana da sociedade contemporânea. O impacto dela atinge vários setores produtivos. São novas oportunidades de emprego”, diz Fiúza.
O problema é que o Estado ainda não entendeu esse papel do novo mundo. Alguns setores ruralistas, por exemplo, fincam pés no atraso. E a visão governamental sobre esse cenário costuma ser atrasada também. O fato é que hoje o Pará se destaca como um dos estados com maior potencial para o aproveitamento racional e sustentável da biodiversidade. Mas o gargalo é o aproveitamento disso em termos de negócios da economia verde. No levantamento feito pelo governo do Estado, apenas cerca de 30 empresas chegam a atuar nos setores de alimentos, cosméticos e fitoterápicos. Leia mais no DIário do Pará.
(Diário do Pará, com informações da Agência Brasil)

Pará inicia Primeira Semana Estadual do Bebê

Foram meses de articulações para definir a programação da I Semana Estadual do Bebê. E depois de diversos encontros preparatórios, o Governo do Pará e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) firmaram parceria para a execução desta primeira edição do evento com dimensão estadual. O planejamento será executado simultaneamente a partir das 18h deste domingo (10), com uma programação cultural nos municípios de Altamira, Belém, Marabá, Santarém e Soure. As atividades voltadas para a saúde física e mental das crianças de zero a seis anos serão estendidas até a próxima sexta-feira, 15. O processo envolve a sensibilização de gestores municipais, do setor privado e da sociedade civil.

Oficinas, palestras e atividades de capacitação e qualificação de profissionais das áreas de educação, saúde e assistência social prometem mobilizar a população sobre cuidados essenciais com os bebês, destacando o respeito para com a infância. As ações também são frutos de parcerias com as Universidades Federal do Pará (Ufpa) e da Amazônia (Unama), e pretendem enfatizar o quão importante é a ligação maternal para o desenvolvimento da criança.

A Semana do Bebê iniciou no ano 2000, no município de Canela (RS). Desde então, anualmente são promovidos debates acerca de diversas temáticas, tais como: os direitos de mulheres trabalhadoras a amamentarem e os direitos tanto da gestante quanto do bebê. O evento possui programação extensa para atender o público em dois turnos e focaliza a promoção da infância sem racismo e a disseminação da cultura de paz nas escolas.

Depois da Semana Municipal do Bebê de Acará, realizada em 2010, dezenas de municípios já realizaram o evento na Amazônia. As ações direcionam a atenção da comunidade para o “cuidar do bebê desde a gestação, pois a atenção na primeira infância, em si, é importantíssima para o desenvolvimento da criança em diversos aspectos, como o socioafetivo e intelectual”, explica a assessora de Políticas Temáticas dos Direitos da Criança e do Adolescente (APDCA), Leila Silva. (Ag. Pará)