Com a intenção de dar celeridade ao processo de regularização fundiária das 154 comunidades que residem no município de Almeirim, mais precisamente no raio de expansão da empresa Jari Celulose S.A (pertencente ao Grupo Orsa), o Governo do Estado, por meio do Instituto de Terras do Pará (Iterpa) pretende atualizar o levantamento cadastral das terras requeridas por estas comunidades, a fim de solucionar o dilema que existe tanto para o empreendimento como para os povos tradicionais, há décadas.
A proposta foi sugerida na tarde de quinta-feira, 2, durante encontro na sede do instituto, em Belém, que reuniu a Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, ligada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Defensores Públicos Estaduais, Promotores, Juízes, membros das comunidades envolvidas e gerentes da empresa. A reunião continuou na manhã de sexta-feira (3), no gabinete do Instituto de Terras do Pará, na rua Farias de Brito, 56, no bairro de São Brás.
Das 154 comunidades que requerem as titulações há mais 30 anos, seis serão priorizadas pelo Iterpa e, em seguida, as 148 restantes. O presidente do Iterpa, Carlos Lamarão, afirmou durante a reunião, que já existe um levantamento prévio feito pela instituição, porém foi realizado na gestão anterior e precisa ser atualizado e, posteriormente, validado pelas comunidades.




