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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Seis madeireiras foram homologadas para explorar a Flota Paru

O Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor) publicou, no Diário Oficial do Estado, a homologação do resultado final da concessão florestal na Florestal Estadual (Flota) do Paru. Uma área de 434,7 mil hectares foi aberta, abrangendo os municípios de Almeirim e Monte Alegre.
Segundo o presidente da comissão de licitação, Eduardo Minuzzi, com a publicação, teve o prazo de 15 dias para apresentação da garantia contratual, necessária para assinatura dos contratos. “As modalidades de garantia aceitas estão estipuladas no edital de licitação. São aceitos caução em dinheiro, títulos da dívida públicas emitidos sob a forma escritural, seguro-garantia ou fiança bancária”, explica.
O prazo terminou dia 6 de setembro mas foi prorrogado por igual período, após receber requerimento devidamente justificado por interessados. “Após a apresentação da garantia, o Ideflor analisará a idoneidade dela e, sendo aprovada, haverá a assinatura do contrato para início dos procedimentos pré-exploratórios”, informa Minuzzi.
Ao todo, nove Unidades de Manejo Florestal estão disponíveis, mas nem todas tiveram vencedores na licitação. A expectativa é que um novo processo seja iniciado para a concessão florestal nas áreas restantes. FONTE - Flávia Ribeiro


ÀS ESCONDIDAS

A usina de Belo Monte, ao secar a Volta Grande do rio Xingu, expõe ao sol da opinião pública algo mais que o limo das pedras. A empresa canadense Belo Sun Mining, do grupo Forbes & Manhattan, pretende fazer ali o "maior programa de exploração de ouro do Brasil", investindo mais de US$ 1 bilhão para extrair quase cinco toneladas por ano do precioso metal.

Já no Relatório de Impacto Ambiental da usina constava o interesse de 18 empresas em pesquisa e exploração mineral na área, mas o Ibama achou esse dado irrelevante.
O licenciamento da mineração está sendo feito pelo governo do Pará. Tudo indica que o conhecimento do potencial mineral só é segredo para a população, os "investidores" têm o mapa da mina há tempos.
O Brasil vive uma nova "corrida do ouro", silenciosa e oculta da opinião pública, mas intensa ao ponto de fazer a atividade mineradora saltar de modestos 1,6% para expressivos 4,1% do PIB em só dez anos.
Nem é preciso dizer que esse aumento, embora inserido na ascensão brasileira na economia mundial, é continuidade da velha condição de colônia: as riquezas do subsolo brasileiro destinam-se, em sua quase totalidade, ao comércio exterior. As "veias abertas da América Latina" (feliz e triste expressão de Galeano) continuam sangrando.
Por trás dos grandes negócios e notórias fortunas, sempre financiadas e facilitadas pelo Estado, oculta-se um submundo de devastação ambiental e violência contra populações tradicionais.
O Congresso Nacional avoca para si o poder de demarcar terras indígenas e nelas licenciar atividades econômicas, enquanto discute um novo Código Mineral e a criação de uma agência para o setor.
Enquanto isso, pedidos de licenças para pesquisa e exploração continuam a ser concedidas aos que chegarem, em processo pouco transparente.
No Congresso, debate-se mudanças na lei para dificultar a demarcação de novas áreas de proteção (reservas, parques, quilombos, terras indígenas), diminuir o tamanho das já demarcadas e licenciar a exploração de suas riquezas. Na forma como são feitas, as mudanças atendem à demanda de grupos econômicos alheios aos interesses da sociedade e do país.
O governo entra com a negociação no varejo da política e as justificativas publicitárias do "interesse nacional" e da "inclusão social". À sociedade falta o que poucos detêm: informações profundas que possibilitam definições estratégicas que atendam a interesses mais amplos.
Na vida pública brasileira, o debate superficial das questões mais importantes se assemelha à infantilização promovida pelos candidatos que se oferecem para cuidar do povo. A conversa dos adultos, entretanto, é feita às escondidas. Até quando?
> MARINA SILVA, ex-senadora, foi ministra do Meio Ambiente no governo Lula e candidata ao Planalto em 2010.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

PONTE SOBRE O RIO CURUÁ: REALIDADE OU ENGANAÇÃO?

FONTE - JORNAL O IMPACTO

Por: Evaldo Viana

Estima-se que, baseado no ingresso de receitas do primeiro semestre, que ao longo de 2012 ingressarão nos cofres do governo do estado do Pará um montante aproximado de R$ 16,5 bilhões, dos quais, fosse o governo Jatene dotado de razoável competência gerencial, pelo menos 10%, ou seja, R$ 1,65 bilhão, poderiam ser destinados a investimentos de que o Estado tanto carece, notadamente as regiões mais abandonadas como a do Tapajós (sentido amplo).
E nos municípios situados no Tapajós, de tão abandonados e desassistidos que são pelo governo do Estado, urge a construção de obras que são indispensáveis para a expansão econômica e desenvolvimento da região, entre estas, é merecedora de atenção a Ponte sobre o Rio Curuá, que, construída, integrará os municípios da calha norte entre si e estes com Santarém e demais municípios do Tapajós.
Sabedor que o povo de Oriximiná, Óbidos, Curuá e Alenquer anseia pela construção desta Ponte, o governador Jatene tomou o cuidado de incluí-la na sua Agenda Mínima, que seria, como o nome sugere, o elenco básico ou mínimo de obras que pretende realizar nos quatro anos de seu mandato.
E assim o Sr. Simão Jatene fez constar a construção da Ponte do Rio Curuá no Plano Plurianual de 2012/2015 e, conseqüentemente, na Lei orçamentária de 2012.
No início do corrente ano, o governador esteve em Alenquer onde anunciou em tom espalhafatoso e com ares impregnados de demagogia e populismo,  que a ponte finalmente seria construída e transformada em realidade.
Em fevereiro/março, a Secretaria de Transportes realiza o processo licitatório e a empresa vencedora do certame para a construção da Ponte de concreto, com 360 metros de cumprimento e 8,8 metros de largura, foi a Construtora CONSAM, que cobrou R$ 11,16 milhões pela construção da tão esperada obra.
Em abril/maio (2012), a empresa responsável pela obra constrói meia dúzia de alojamentos e finca a placa inaugural na qual declara que o início da obra seria ainda em abril e a conclusão definitiva marcada para dezembro de 2012.
Registros fotográficos do local mostram e testemunhas oculares declaram, porém, que nada foi feito ou construído nos meses de abril, maio e junho. Apesar disso, em 22 de junho o governo do Estado, via Secretaria de Transportes, libera R$ 390.447,55 para a construtora prosseguir na construção da ponte.
A situação permanece inalterada nos meses de julho e agosto. Não há movimentação no local que deveria ser o canteiro de obra. Nenhum bate estaca é encontrado. Não se vê um único saco de cimento. Não há operários trabalhando. Apesar disso e novamente, o governo do Sr. Simão Jatene libera no dia 22 de agosto, via Ordem bancária nº 01278, mais R$ 125.699,00.
Faltando, portanto, pouco mais de quatro meses para esgotar o prazo para a conclusão da obra e repassada à Construtora uma parcela, pequena, é verdade, de recursos correspondente à sua execução, não se vê nada, absolutamente nada às margens do Rio Curuá e menos ainda em seu leito.
O que explica tal fato? Por que a ponte sobre o rio Curuá ainda não foi iniciada? Qual o propósito do governador Jatene ao se comprometer com a construção da ponte e na sequencia manter-se inerte e omisso quando sabe (e Jatene tem o dever de saber) que após cinco meses do que deveria ser o início da obra até agora nada foi feito? A responsabilidade pela situação é da construtora ou do governo Jatene? Quando Jatene anunciou que seu governo iria construir a ponte falava sério ou era apenas palavreado vazio e demagógico para iludir o povo alenquerense?
Para que o leitor mesmo possa responder a essas perguntas convém informar que, embora a ponte esteja orçada em R$ 11,16 milhões o governo do Estado reservou apenas R$ 1,5 milhão na Lei orçamentária de 2012 para a construção desta obra.
Esse fato afasta, definitivamente, qualquer possibilidade da ponte ser concluída no ano de 2012, haja vista a impossibilidade de suplementação de quase R$ 10,0 milhões e dos reflexos que tal medida teria na execução orçamentária de outros programas da mesma natureza.
Além disso, analisando o Plano Plurianual, que prevê as despesas no triênio 2013/2015, constata-se que para a Ação “Construção de Pontes” no Baixo Amazonas há previsão de apenas R$ 4,41 milhões para 800 metros lineares, incluindo em torno de 500 metros nos demais municípios da região, o que subtrai pelo menos uns R$ 3,0 milhões para essa finalidade e deixando pouco mais de um milhão para a ponte sobre o Rio Curuá.
Ante a exposição de tais fatos, é razoável concluir que a ponte do Rio Curuá não será construída em 2012, nem em 2013 e, quando muito, pode voltar a ser promessa novamente em 2014, ano em que o Sr. Simão Jatene certamente tentará reeleger-se governador e, para tanto, precisará dos votos do povo alenquerense.
Mas ainda no corrente ano o povo ximango terá uma conversa com as urnas e é provável que nelas expresse de maneira bem clara que detesta populistas, demagogos e políticos devotos da mentira e da enganação.

Justiça obriga Alenquer a aumentar valor de TFD

A Justiça Federal no Pará determinou que o município de Alenquer aumente para R$ 520 mensais o valor pago para pacientes que fazem Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Atualmente o valor que Alenquer paga é de apenas de R$ 100 por mês para quem faz tratamento em Belém, e de R$ 75 mensais para quem faz tratamento em Santarém.
A decisão foi tomada com base em ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que afirmava no documento que o valor pago pelo município de Alenquer não era suficiente para custear a  alimentação e hospedagem “nem por uma semana, muito menos de um mês inteiro”.
Em 2010, Alenquer assumiu a responsabilidade pela transferência dos seus pacientes aos demais municípios e ao consequente pagamento do TFD. Para realizar o serviço teve um aumento em seu orçamento de  mais de R$ 2,5 milhões, apenas de recursos transferidos pela União.
No entanto, apesar dos recursos repassados pela União e pelo Estado, em abril de 2011 o município decidiu limitar o pagamento de TFD a quatro diárias de R$ 25 aos pacientes que fazem tratamento em Belém, e de três diárias de R$ 25 aos pacientes que realizam tratamento de hemodiálise em Santarém.
Segundo o MPF, embora o município argumente carência financeira, ele tem sim condições de aumentar o TFD dos pacientes, uma vez que recebe mensalmente mais de R$ 17 mil diretamente do Fundo Nacional de Saúde, contabilizando mais de R$ 214 mil  a serem gastos com TFD a cada ano.
De acordo com o MPF, “em 2011 foram utilizados apenas R$ 45.476,70 para pagamento de TFD, o que corresponde a 8,33% do total repassado. Dessa forma, verifica-se que não falta recurso financeiro para o pagamento do benefício, o que falta é planejamento e humanidade por parte dos gestores”.
O município está sujeito a multa de R$ 2 mil em caso de desobediência da decisão, tomada pela juíza federal em Santarém Marília Gurgel de Paiva e Sales em processo iniciado a partir de ação do MPF em que atuaram os procuradores da República Cláudio Henrique Dias e Felipe Bogado Leite.
(MPF)

Alter do Chão de novo entre as melhores do país

Alter do Chão. Foto: Rubens Athias
Alter do Chão, entre as 8 melhores praias do país. Foto-arquivo: Rubens Athias
Da Agência Pará
O jornal britânico The Guardian elegeu, pela segunda vez, a praia de Alter-do-Chão, em Santarém, oeste do Pará, como uma das oito melhores do Brasil.
A lista foi divulgada no ultimo dia 20 de setembro e destacou a vila paraense pela bela paisagem formada por areias brancas, águas cristalinas e cercada pela floresta amazônica.
A publicação falou ainda dos restaurantes do local, que servem o tambaqui grelhado, uma das especialidades gastronômicas da região.
Localizada a 38 quilômetros da cidade de Santarém, na região turística do Tapajós, a vila de Alter-do-Chão é um dos locais mais visitados do Pará. No verão amazônico, julho a janeiro, quando chove menos na região, as águas do Tapajós baixam, revelando praias de areias brancas e condições excepcionais para o banho de rio.
Além disso, é possível encontrar no local hotéis que oferecem estrutura e conforto associados ao clima agradável de quem está à beira do rio, em plena floresta amazônica, mas com toda a estrutura necessária.
Na vila ocorre uma das mais antigas e tradicionais festas amazônicas, o Sairé, cuja origem remete ao período colonial e ao sincretismo entre rituais indígenas e o catolicismo.

Outro atrativo de Alter-do-Chão é o Lago Verde, local de onde os antigos habitantes da região, os índios Borari, retiravam a pedra para a produção do muiraquitã, um amuleto verde em forma de sapo, que hoje é um dos símbolos da cultura amazônica. Próximo ao lago está a Serra da Piraoca, de onde é possível ter uma bela visão do rio Tapajós.
Além de Alter-do-Chão são citadas na lista do jornal inglês as praias da Pipa, no Rio Grande do Norte; Trindade, em Paraty (RJ); Praia do Sancho, em Fernando de Noronha; Praia do Mole, em Florianópolis (SC); Praia do Espelho em Trancoso (BA); Praia João Fernandes, em Búzios (RJ); e Juqueí, em São Sebastião (SP).

O Sucesso do 12°Tope - Oriximiná


Neste ultimo final de semana, 21 a 23.09.12, aconteceu o 12° Torneio Oriximinaense de Pesca Esportiva - TOPE, constituindo-se em um produto turístico já consolidado no município de Oriximiná. O evento é um estímulo à prática do “pesque e solte” e evidencia o potencial do município no turismo de pesca esportiva. Assim como o TOPE existem outros eventos que se fazem presentes no município, como exemplo o “Festival do Pacu” realizado na primeira quinzena de junho com duração de dois dias. Antes do TOPE, há doze anos, existia o "Festival do Tucunaré" que se caracterizava por uma grande festa de gastronomia, sendo todos os pratos elaborados com o tucunaré.
 
A gestão municipal vislumbrou que o turismo de pesca esportiva com o pesque e solte daria mais retorno financeiro aos cofres públicos, internalizaria mais renda na sociedade local durante o ano todo, daria oportunidades de emprego com o receptivo turístico, não colaboraria com a matança do tucunaré em um único dia e eliminaria os problemas com brigas e assassinatos durante o festival. Por todos esses motivos a Prefeitura deixou de realizar o "Festival", sabiamente, optou pela realização do TOPE como competição educativa para incentivo a prática do pesque e solte e divulgação do potencial do município para o turismo de pesca sustentável.
O potencial turístico do município para pesca esportiva é evidente, possui corredeiras e dezenas de lagos das mais variadas dimensões com suas paisagens naturais altamente conservadas formando um ambiente extremamente favorável ao desenvolvimento do turismo ambiental. O município de Oriximiná possui outros atrativos com complementam o turismo de pesca. Existem muitas manifestações religiosas na cidade de Oriximiná. Em janeiro ocorre à festa de São Sebastião, no mês de março acontece à festa de São José acompanhada pela procissão dos operários e no mês de agosto é celebrada a festa de Santo Antônio cujos festejos são acompanhados por círio fluvial. Existem outras festividades como a quadra carnavalesca, a quadra junina, a festa da castanha-do-pará, e as comemorações do aniversário do município. Há também a presença de grupos de pássaros e pastorinhas incentivados pela Prefeitura. Apesar de ser uma cidade centenária, Oriximiná não apresenta monumentos históricos expressivos, não se podendo deixar de contemplar a beleza da Igreja Matriz e o casarão da antiga prefeitura
 Fonte: http://lahirepesca.blogspot.com.br/

DESMATE NA AMAZÔNIA TRIPLICA NO MÊS DE AGOSTO EM RELAÇÃO A 2011, DIZ INPE


Pará foi o que mais devastou bioma; Mato Grosso registrou maior alta.
Agosto foi o mês em que floresta mais perdeu cobertura vegetal.
A Amazônia Legal perdeu no último mês de agosto uma área de 522 km² de floresta devido ao desmatamento, número que é 220% maior que a devastação ocorrida no mesmo período do ano passado, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Foi o mês que mais registrou desmatamento neste ano.
É como se a floresta perdesse em apenas 31 dias uma área equivalente a 29 vezes o tamanho da ilha de Fernando de Noronha, principal faixa de terra que integra o arquipélago existente na costa de Pernambuco.
Em agosto de 2011, o sistema de detecção do desmatamento em tempo real, o Deter, que usa imagens de satélite para analisar a degradação da floresta, havia visualizado a redução de 163,35 km² de mata nativa.
Apesar do estado do Pará ter registrado o maior índice de desmatamento no mês passado (227,82 km²), Mato Grosso foi o que teve a maior variação na comparação entre agosto de 2012 e 2011 – um aumento de 336% na degradação, com perda de 208,98 km² de floresta.
Durante a medição, apenas 4% da floresta não foram visualizados devido à quantidade de nuvens, ou seja, praticamente todo o bioma foi monitorado.
Pouca diferença na comparação anual
Entre janeiro e agosto de 2012, a floresta perdeu uma área de 1.562,96 km² -- maior que o tamanho da cidade de São Paulo. O total é apenas 2,2% menor que o montante devastado no mesmo período do ano passado (1.599,22%).
Em junho, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou que a Amazônia Legal teve o menor índice de desmatamento dos últimos 23 anos. Segundo Inpe, a região teve 6.418 km² de floresta desmatada entre agosto de 2010 e julho de 2011 -- o equivalente a quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo.
Foi a menor taxa desde que o instituto começou a fazer a medição, em 1988, e houve uma redução de 8% em relação ao mesmo período em 2009 e 2010. No entanto, em dezembro do ano passado, o Inpe havia divulgado uma expectativa de desmate de 6.238 km² -- alta de 3%. O número foi obtido a partir dos dados consolidados do sistema Prodes.
Fonte/Foto: Eduardo Carvalho - Globo Natureza, em São Paulo/geomundi.org

Força-tarefa fará o CAR de produtores rurais do município de Monte Alegre

Em outubro, uma força-tarefa comandada pelo escritório regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) no Médio Amazonas, reunindo diversas entidades públicas, iniciará o cadastramento ambiental de pelo menos duas mil propriedades da agricultura familiar de Monte Alegre. A iniciativa tem parceria da Prefeitura, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) e Escola de Educação Tecnológica do Estado do Pará (Etepa).
Ao longo dos próximos meses, três equipes com extensionistas da Emater e alunos da Etepa, que atuarão como estagiários bolsistas, visitarão produtores de feijão, mandioca, milho, limão e gado, entre outras atividades, coletando dados sobre a situação socioeconômica e produtiva, bem como geo-referenciando as propriedades. O trabalho resultará na emissão de Cadastros Ambientais Rurais (CARs). “O CAR hoje não é só um instrumento de regularização ambiental, mas também uma exigência dos bancos para aprovarem crédito rural”, aponta o veterinário Alain Xavier, supervisor regional da Emater.
De acordo com Xavier, Monte Alegre chegou a ser noticiado, em 2010, como “o município mais desmatador do Brasil”: “Mas essa informação vinha de um erro de análise estatística: estavam considerando uma soma histórica, não a realidade do momento. Como a colonização aqui é bem antiga, as propriedades foram se desenvolvendo sob métodos de produção que naquela época migratória eram incentivados pelo governo, como o nomadismo e queima de áreas. Isso provocou graves desmatamentos. Entretanto, hoje os agricultores são conscientes, têm acesso a outras tecnologias de cultivo e tomam a iniciativa de se regularizar”, explica.
Ainda em 2010, a repercussão da imprensa nacional em torno do suposto recorde negativo de Monte Alegre motivou a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) do município com o Ministério Público Federal (MPF) e a inclusão local no programa do governo estadual Municípios Verdes. Ambas as diretrizes, por ora vigentes, recomendam metas de cadastramento ambiental em torno de 80%, até o ano que vem. “Se contarmos os CARs que a Emater já vem fazendo regularmente [350 estão concluídos e há requerimento para outros 1.500], aqueles elaborados por meios particulares para produtores de maior capacidade financeira e mais o resultado da força-tarefa, vamos conseguir cumprir os prazos”, diz Xavier. Fonte - Aline Miranda

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

CANDIDADOS A PREFEITOS DE ORIXIMINÁ, MONTE ALEGRE, JURUTI E OUTRAS CIDADES PARAENSES SÃO INDEFERIDOS

A Lei da Ficha Limpa (LC135/2010) em vigor nestas eleições municipais é responsável por 45 registros de candidaturas indeferidos na Justiça Eleitoral do Pará, até o momento.
São casos de candidatos a vereador e prefeitos que foram gestores públicos e após julgamento foram condenados por decisão colegiada ou em última instância por improbidade administrativa - a maior parte com contas de gestão rejeitadas pelos tribunais de contas. São ex-prefeitos ou ex-secretários municipais que geriram recursos públicos de forma irregular.
Grande parte deles recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na tentativa de reverter as sentenças proferidas pelos juízes eleitorais em primeiro grau e mantidas pelo colegiado pleno do TRE-PA.
Além disso, outros 30 candidatos a prefeito e vereador, impugnados pelo Ministério Público Eleitoral, tiveram registros negados primeiramente, mas conseguiram reverter a sentença no TRE-PA - muitos deles munidos de liminares da justiça comum, que suspendeu os efeitos dos acórdãos dos tribunais de contas que rejeitaram as contas de gestão.
Os números dos candidatos com registros indeferidos podem mudar, a partir das decisões dos recursos especiais ajuizados ao TSE. Porém, é possível que até o dia da eleição muitos candidatos paraenses ainda estejam com registro indeferido, concorrendo por conta própria.
Os votos dados a candidatos com registros indeferidos ficam fora da contagem geral do TRE-PA. Se após a eleição o TSE decidir deferir os registros, o tribunal é obrigado a recontar os votos.
A LISTA DE CANDIDATOS COM REGISTRO INDEFERIDO (Fonte: TRE-PA)
José Pedro Gonçalves Rodrigues – vereador (Chaves)
Maria Janete Novais Silva – vereador (Rondon do Pará)
José Pedrosa Gomes – prefeito (Peixe-Boi)
Assuério de Sousa Oliveira – prefeito (Nova Esperança Piriá)
Francisco de Aguiar Silveira – vereador (Medicilândia)
José Moura dos Santos – vereador (Pacajá)
Samuel Silva Portilho de Melo (Almerim)
Jurandir Plínio de Sousa – vereador (Anapu)
Valdeci Vieira da Silva – vereador (Igarapé-Miri)
Astrid Maria da Cunha e Silva – prefeita (Viseu)
Francisca Martins Oliveira – prefeita (Acará)
Kleper Wandson Figueiredo de Carvalho – vereador (Dom Eliseu)
Ciro Souza Góes - prefeito (Santa Bárbara do Pará )
Francisco de Assis Santana Duarte – vereador (São João do Araguaia)
Manoel Nogueira d eSouza – prefeito (Nova Timboteua)
Luiz Gonzaga Viana Filho - prefeito (Oriximiná)
Nadir da Silva Neves – vereador (Belém)
Bruno Giovane Pimenta Rodrigues – vereador (Muaná)
Paulo Sílvio Lopes da Gama Alves – prefeito (Marapanim)
Gerson Felício da Silva Filho – vereador (Colares)
Luiz Guilherme Alves Dias - prefeito (Quatipuru)
Denis Eugênio Cantanhe de Oliveira – prefeito (Quatipuru)
Vera Lúcia Aguiar C. Rocha – vereadora (Curionópolis)
Luiz Furtado Rebelo – prefeito (Breves)
Márcio Ricardo Borges Silva – prefeito (Aurora do Pará)
Gilmar Baú – vereador (Trairão)
José Lourenço de Oliveira Amaral – prefeito (Água Azul do Norte)
Geraldo Temponi Brabosa – prefeito (Cumaru do Norte)
Jardel Vasconcelos Carmo – prefeito (Monte Alegre)
Álvaro Aires da Costa – prefeito (Curralinho)
Luiz Fernando Sadeck dos Santos - vereador (Itaituba)
Raimundo Nogueira Monteiro dos Santos – prefeito (Gurupá)
Osias Spereto – prefeito (Brasil Novo)
Santo Pereira de Oliveira – prefeito (Placas)
Saulo Castro Costa – prefeito (Concórdia do Pará)
Raimundo Luiz de Moraes – prefeito (Marapanim)
Telma Maria Moraes de Sena – prefeita (Bagre)
Salomão Lopes Santos–vereador (Ourilândia do Norte)
Erton Luiz Vigne – vereador (Marabá)
Raimunda Crisolete de Almeida Monteiro – vereadora (Almeirim)
Antônio Augusto da Silva – vereador (SãoFélixdoXingu)
Geraldo Fernandes de Oliveira – prefeito (Bannach)
Geraldo Francisco de Morais – prefeito (Brejo Grande do Araguaia)
Roberto Adail Paes Rodrigues – prefeito (São Francisco do Pará)
Ariosvaldo Pereira Rebelo – prefeito (Juruti)
(Diário do Pará)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

TORRE 28-1 - TRANSMISSÃO ORIXIMINÁ/MANAUS - A MAIOR DO BRASIL

Abaixo, fotos que registram a construção da torre 28-1, da travessia do Rio Trombetas, no Pará, construída pela Andrade Gutierrez; com incríveis 185 metros de altura, é atualmente a maior torre de transmissão do Brasil.