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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Cidades com risco de deslizamento serão vigiadas

Dados divulgados na última segunda-feira pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) indicam que existem atualmente no país pelo menos 680 mil pessoas morando em áreas consideradas de risco alto ou muito alto de deslizamento de terra ou inundações. O levantamento faz parte do Programa de Gestão de Risco e Resposta a Desastres Naturais do Governo Federal, coordenado pela Casa Civil da Presidência da República, e implementado em parceria com instituições como o Serviço Geológico do Rio de Janeiro, o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) e o Ministério da Integração Nacional.

Esse número ainda deve aumentar, uma vez que a CPRM monitorou, até agora, cerca de 140 municípios, número que chegará, até o final do ano, a 286 municípios, saltando para 821 em todo país até 2014, quando o projeto será concluído. Alenquer, Almeirim, Altamira, Baião, Belém, Gurupá, Monte Alegre, Marabá, Óbidos, Oriximiná, Porto de Moz, Prainha, Rurópolis, Santana do Araguaia, São João do Araguaia e Tucuruí são as cidades do Pará que serão monitoradas a partir de julho, segundo a assessoria de imprensa do CPRM. As análises serão concluídas em novembro deste ano.

O diretor do Serviço Geológico do Brasil, Thales Sampaio, disse que, apesar do levantamento ter sido feito pelo órgão em apenas 140 municípios, já foram encaminhados para o Cemaden dados relativos a cerca de 180 cidades , uma vez que foram utilizadas informações já existentes em poder de outras instituições e que foram digitalizadas e geoprocessadas pelo CPRM. “O estudo comprovou, principalmente, que ainda temos muita gente morando em áreas de risco alto e muito alto. São áreas susceptíveis a desastres naturais. Seiscentos e oitenta mil pessoas moram atualmente em municípios com áreas consideradas de risco alto ou muito alto – susceptíveis a desastres naturais”, disse Sampaio.

Entre os municípios já analisados estão dois considerados críticos no Acre, 58 nos nove estados da Região Nordeste e o restante em todos os estados do Sudeste e Sul do país. “Embora tenhamos problemas em toda a parte, a situação mais critica é na Região Sudeste, em função da maior concentração populacional e da pressão da população, que leva à ocupação de encostas e morros que não deveriam estar ocupados por oferecem riscos de desabamento e deslizamentos de terra”, disse.

Na avaliação do presidente do CPRM, o principal problema é a utilização inadequada do território. “Se você utiliza uma área que não é própria para ser usada como moradia e o estado deixa você utilizar, essa área não tem saneamento básico, não tem segurança e, neste caso, a favelização é também uma decorrência da má utilização de áreas impróprias”.

(Diário do Pará)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Santarém ganha nova sede da Defensoria Pública

Antônio Silva/Ag. Pará
A nova sede da Regional do Baixo Amazonas abrigará também o Núcleo de Atendimento Especializado da Criança e do Adolescente – NAECA

Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 28/06/2012 às 10:43

O Governo do Estado inaugura nesta quinta-feira, 28, a nova sede da Defensoria Pública de Santarém - Regional do Baixo Amazonas, onde funcionará também o Núcleo de Atendimento Especializado da Criança e do Adolescente – NAECA. A unidade é a maior das onze regionais existentes no Estado e abrange os municípios de Santarém, Alenquer, Almeirim, Belterra, Curuá, Faro, Juruti, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Prainha, Terra Santa, Placas, Mojuí dos Campos e Rurópolis. A cerimônia acontece às 10h e contará com a presença de autoridades e representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
A 9ª Regional da Defensoria Pública ocupa uma área total de 642 m², com localização privilegiada (ao lado do Fórum do município), o que facilita o acesso do cidadão. O prédio, totalmente climatizado, conta com espaço para triagem, seis salas para atendimentos cíveis e quatro para as demandas penais. O NAECA funcionará em duas salas, com a prestação de um atendimento especial e integrado às crianças e aos adolescentes que se encontram em situação de vulnerabilidade social, familiar e nos casos de conflito com a Lei. O núcleo contará com uma equipe interdisciplinar formada por defensores públicos e técnicos da área social.
A nova sede também irá oferecer atendimento às pessoas envolvidas em conflitos agrários, por meio do Núcleo das Defensorias Públicas Agrárias. Nele serão realizadas  conciliações entre produtores e trabalhadores rurais, movimentos sociais, povos indígenas, comunidades remanescentes de quilombolas, atingidos por barragens, seringueiros e população ribeirinha, de modo a mediar situações de conflitos no campo e garantir os direitos desses segmentos.
Demanda - A Regional Santarém atende mensalmente cerca 300 pessoas na área cível e 100 na área criminal, incluindo o atendimento da população carcerária por meio das itinerâncias e visitas a unidades do sistema penitenciário, e também enquanto órgão de execução penal. As demandas mais freqüentes são relativas a pensões alimentícias, divórcios litigiosos, adoções, investigações de paternidade, curatelas, ações possessóriass retificações de registro civil, alvarás judiciais e orientações jurídicas. Na área criminal, a maioria das ações se refere a pedidos de liberdade provisória, relaxamento de prisões, atuações no tribunal do Júri;,impetração de habeas corpus, interposição de recursos, atuação no Juizado Especial Criminal e audiências de modo geral.
Com a instalação da nova Regional a população contará também com o atendimento on line, através do Disk Defensoria 129, que funcionará no horário de 8h00 as 14h00, de segunda a sexta-feira. Por meio desse serviço, o assistido receberá informações e orientações sobre o andamento de processos que tramitam na Instituição, os documentos necessários para propor ações judiciais e agendamento de data para o atendimento pelo defensor público, dentre outros. A nova sede funcionará na Avenida Presidente Vargas, nº 2027, no Bairro de Aparecida.

Texto:
Danielle Ferreira - Secom
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Emater capacita agricultores de Juruti para receberem crédito rural

Da Redação

Agência Pará de Notícias

Desde janeiro deste ano, mais de mil agricultores de cerca de 100 comunidades de áreas de planalto em Juruti, no oeste paraense, estão sendo capacitados pelo escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) para receber crédito rural. As ações se baseiam em reuniões e palestras educativas acerca da adoção de Boas Práticas Agrícolas (BPF) e sobre o acesso a políticas públicas específicas, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

“A Emater não intermedeia a liberação de crédito sem critérios. Tem que haver planejamento e estratégia, senão o agricultor recebe o dinheiro e não consegue estruturar a produção a ponto de conseguir renda suficiente para pagar o financiamento”, explica o técnico em agropecuária da Emater ,Helder Freitas, chefe do escritório local.
Há pelo menos três anos nenhum contrato novo do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) era aprovado em Juruti, por conta de um histórico grave de inadimplência. A situação começou a mudar em 2011, quando a Emater se reaproximou do Banco da Amazônia e facilitou a renegociação de dívidas dos agricultores. “Em um ano, foi liberado cerca de R$ 1 milhão”, comemora Freitas.
As principais atividades das famílias em foco são o cultivo e beneficiamento de mandioca, a pesca artesanal e a pecuária de corte. Algumas das Boas Práticas Agrícolas orientadas são o abandono da tradição da “roça no toco”, em que se usa o fogo para limpeza da área, por uso de maquinário, e a substituição do método de “arrastão” na pesca por tarrafas e malhadeiras.

Texto:
Aline Miranda - Emater
Fone: (91) 3256-5410 /
Email: ascomematerpara@gmail.com

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural
Rod. BR 316, Km 13 S/N. Marituba-PA. CEP: 67105-970
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Sema vai leiloar 25 espécies de madeira apreendida em Juruti

Da Redação

Agência Pará de Notícias

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) publicou edital para a realização de leilão de 4.018 metros cúbicos – 1.160 toras em lote único - de produtos florestais apreendidos no município de Juruti, no oeste do Pará. Realizado na modalidade maior lance, o leilão oferecerá 25 espécies de madeira Especial, Nobre, Vermelha e Branca: cedro (E), Freijó (N), Angelim vermelho e pedra (V) e Cupiúba (B), entre outras. Os valores arrecadados ficarão suspensos de utilização, até deliberação final do processo.

A apreensão da madeira ocorreu em novembro de 2011, durante operação conjunta realizada pela Sema, Instituto de Desenvolvimento Florestal (Ideflor), Delegacia de Meio Ambiente (Dema), Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPC). A fiscalização ambiental feita na Fazenda Jatobá - de propriedade de Ceser Busnello, que tem como arrendatário e detentor do Plano de Manejo Jeremias Almeida dos Santos – encontrou título de terra falso, conforme constatação do Instituto de Terras do Pará (Iterpa).
Os interessados em participar do leilão devem comparecer ao porto da Vila de Cachoeira do Aruá, no município de Juruti, onde técnicos da Sema irão acompanhá-los, a partir desta sexta-feira (8) até 22 de junho, aos pátios onde a madeira está apreendida, à margem direita do Rio Aruá, na Fazenda Jatobá, no mesmo município. A retirada da madeira do local é de responsabilidade exclusiva do arrematante.
O edital esclarece que pessoas físicas e jurídicas poderão oferecer lances, desde que estejam inscritas no Cadastro de Pessoa Física (CPF) e no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), do Ministério da Fazenda, e tenham documento de identidade e licença ambiental. No início da sessão haverá o credenciamento, com apresentação à leiloeira designada pelo governo do Estado, Raquel de Oliveira, de cópias dos documentos solicitados, autenticados em cartório ou acompanhados dos originais.
A publicação explica ainda que é indispensável às empresas a prova de inscrição no cadastro de contribuição municipal e estadual, de regularidade com a Fazenda Nacional, com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), Licença de Operação Estadual ou Municipal em vigor e demais exigências feitas aos participantes, para que efetivamente sejam lançados os créditos florestais provenientes do leilão.
Os produtos serão arrematados por quem oferecer o maior lance, com o mínimo de 30% de entrada no dia da realização do leilão e o restante em até 24 horas após o evento. Também serão de responsabilidade do arrematante o pagamento de tributos federais, estaduais e municipais, e as despesas de armazenamento, processamento, embalagem e transporte da madeira.

Texto:
Káthia Oliveira - Sema
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Secretaria de Estado de Meio Ambiente
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Workshop Prodetur chega às comunidades indígenas Mundurucu no Tapajós

Da Redação

Agência Pará de Notícias

Populações indígenas da etnia Mundurucu que habitam a Floresta Nacional do Tapajós (Flona) receberam, na manhã desta quarta-feira, 27, a equipe executora do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), executado no Pará pela Companhia Paraense de Turismo (Paratur), com apoio da Secretaria de Turismo do Pará (Setur). O objetivo da visita, que envolveu as comunidades Marituba, Bragança e Taquara, foi a realização do workshop Prodetur, que visa apresentar as matrizes operacional e de investimentos do programa no Tapajós. O programa, ligado ao Ministério do Turismo, prevê investimentos de US$ 44 milhões nas regiões turísticos de Belém, Marajó e Tapajós, com investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento e contrapartida do Governo do Estado, a partir deste ano.
Márcia Bastos, coordenadora do Prodetur Pará, informou esclareceu aos moradores das três comunidades que o objetivo do Governo do Estado é apresentar, por meio do workshop - que também vem ocorrendo no Marajó e em Belém - os investimentos que vem sendo feitos pelo Governo do Estado e pelo Prodetur, bem como os inventários e mapeamento cultural de diversas comunidades indígenas, quilombolas e de ribeirinhos, visando a elaboração de roteiros turísticos de vivência comunitária, de ecoturismo e de turismo cultural.
“Já iniciamos o inventário turístico aqui no Tapajós, em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi. No próximo ano daremos início aos cursos de qualificação profissional para as comunidades”, informou Márcia à comunidade de Marituba, no município de Belterra. A coordenadora explica que as ações do Prodetur são extensivas aos municípios de Santarém (comunidades de Alter do Chão, Aritapera e Curunã, entre outras) e aldeias da etnia Way Way, em Oriximiná, além de áreas quilombolas no Tapajós.
“Esperamos que os turistas venham ver de perto essa riqueza ambiental que temos aqui, para entender a importância de se conservar e valorizar as Flonas sob o risco de, no futuro, nossos filhos não terem essa mesma oportunidade”, disse o cacique da comunidade de Marituba, Fortunato Rocha Mundurucu. Ele vê com bons olhos a entrada de turistas na Flona, onde segundo Fábio Carvalho, coordenador do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (CMBIO), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, que já recebe a visita de cerca de 10 mil turistas por ano. A entrada dessas pessoas só ocorre mediante autorização e pagamento de uma taxa de R$ 5,50 , somando uma receita para a União de R$ 55 mil ao ano somente com a visitação.
Mas a meta do Governo do Estado, por meio da Paratur e da Setur, é ir além desse levantamento. “Nossa meta, com o mapeamento cultural, os investimentos em qualificação das comunidades e o inventário, é avançar na estruturação dos roteiros, com a compreensão da atividade turística como fator de desenvolvimento  econômico, de geração de trabalho, renda e qualidade de vida para essas famílias”, afirma o secretário de Turismo do Estado do Pará, Adenauer Góes.
A equipe da Paratur e Setur, juntamente com técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo de Belterra, também visitaram a comunidade de Bragança, onde vivem cerca de 12 famílias e aproximadamente 180 indígenas. A visita foi acompanhada pelo cacique Domingos dos Santos Corrêa Mundurucu.
Na manhã desta quinta-feira, 28, o workshop Prodetur será apresentado no centro comunitário da Vila de Alter do Chão. À tarde, a programação se repete na sede do Sebrae em Santarém, a partir das 15 horas. Na ocasião será lançado o livro "Aritapera: Terra, Água, Mulheres e Cuias", resultado do mapeamento cultural feito na comunidade de Aritapera, que na sexta, 29, também sediará o workhop. De 1 a 4 de agosto o Prodetur vai desenvolver ações em sete aldeias da etnia Way Way, em Oriximiná.

Texto:
Benigna Soares - Paratur
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Caravana chega ao penúltimo município do Baixo Amazonas

Cristino Martins/Ag. Pará

Agência Pará de Notícias
Atualizado em 30/06/2012 às 14:47

A aposentada Rosália Valente de Castro, 82 anos, moradora do município de Terra Santa, no oeste do Estado, chegou a escola Municipal professora Edmara Cunha Carvalho, na manhã deste sábado, 30, amparada pelos soldados da Defesa Civil Estadual. Com muita dificuldade em caminhar, dona Rosália estava a procura dos serviços oferecidos pela Caravana Pro Paz Cidadania Presença Viva por causa dos problemas de saúde que vem apresentando e que a obrigam a suportar algumas crises de dores. A ação que leva cidadania, saúde e cultura aos municípios do Pará iniciou os atendimentos e permanecerá no município de Terra Santa até a segunda-feira, 2 de julho.
A neta da aposentada, Rosimara Valente de Castro, 24 anos,  comenta emocionada que estava contando  as horas para a chegada da Caravana, pois tem passado momentos difíceis com sua avó. Ela conta que dona Rosála tem problema no fígado, diabete, pressão e tem sentido muitas dores nos últimos dias. “Ela teve uma vida muito difícil como agricultora e agora está sentido as conseqüências de uma vida de muito trabalho”, explica. Dona Rosália criou dez filhos e Rosimara perdeu as contas do número de netos da aposentada.
No início, a senhora fez tratamento na capital do Estado do Amazonas, mas o deslocamento até Manaus se tornou impraticável. “Foi Deus que mandou os médicos para  cá neste momento”. Dona Rosália foi encaminhada para os médicos cardiologistas e passou por uma bateria de exames. No final da manhã, ela já tinha conseguido a realização de um eletrocardiograma para que se chegue ao diagnóstico dos males da paciente.
Terra Santa
O município tem cerca de 16 mil habitantes e 1909 km² e foi criado em 1993. Terra Santa possui uma natureza exuberante, com lindas praias de água doce. A base de sua economia é a criação bovina e o extrativismo em geral. Terra Santa faz divisa com os municípios de Faro, Nhamundá, Oriximiná, Parintins e Juruti. Achegada da Caravana coincide com o círio do município, em homenagem à padroeira, Santa Isabel.
Segundo a coordenadora de campo da Caravana Pro Paz Cidadania Presença Viva, Antônia Rodrigues, em  Juruti, município anterior onde foi realizada a ação, foram feitos 52 mil atendimentos e procedimentos. “Nós chegamos em Juruti com expectativa de realizar 47 mil atendimentos e ampliamos para  52 mil por causa da demanda reprimida de atendimento pela saúde municipal”, explica. Demanda reprimida é a diferença entre a necessidade de atendimento da população e a capacidade por parte da Prefeitura.
Terra Santa é o décimo segundo município visitado pela caravana, ofertando 26 tipos diferentes de serviços, entre saúde, cidadania, educação e cultura. Na quarta-feira, a Caravana chegará ao município de Faro, o último a ser atendido neste ano. A ação reiniciará os trabalhos em fevereiro de 2013.

Texto:
Marcio Flexa - Secom
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Cultura de Santarém entra no mapeamento do Prodetur Pará

Da Redação

Agência Pará de Notícias

A paisagem do Tapajós, em diversos municípios às margens desse rio amazônico que dá nome a uma das mais ricas e belas regiões turísticas do Pará, virou cenário na última sexta-feira, dia 29, das procissões de São Pedro, celebradas em todo o Brasil, em países cristão e outros influenciados pela religião católica.
Marcados por arraial, comidas típicas, danças de quadrilhas juninas e outras atividades, no Tapajós, mais especialmente na vila santarena de Alter-do-Chão, um novo ritual encanta turistas e nativos. É a procissão fluvial, que envolve dezenas de embarcações enfeitadas, que além da imagem de São Pedro transportam ribeirinhos que vivem em comunidades no entorno da vila, entre eles de Aritapera, Pindobal e da sede de Santarém. O ritual, engrandecido com batuques de carimbó e outros ritmos tocados por uma banda de música no barco que transporta a imagem, é assistido por turistas de todo o Brasil e muitos do exterior.
“As manifestações culturais precisam ser preservadas no sentido da sua originalidade e tradição. As de origem religiosa são representações importantes do nosso Estado, principalmente as relacionadas com nossos rios, por que refletem a relação direta das comunidades com as águas”, afirma Márcia Bastos, coordenadora do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), executado no Pará pela Companhia Paraense de Turismo (Paratur), com apoio da  Secretaria de Estado de Turismo (Setur).
Márcia está na região do Tapajós justamente fazendo o mapeamento de manifestações culturais e produções artesanais, entre outros,  em comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas, visando a inclusão em roteiros turísticos. “Um exemplo dessa relação entre as águas e as tradições culturais é o Círio de Nazaré em Belém e os pequenos círios, como o de São Pedro, em Alter-do Chão. Vale ressaltar que os rios Tapajós e Amazonas estão intrinsecamente relacionados ao modo de vida das comunidades locais, a exemplo da comunidade de Aritapera, que faz parte do campo de mapeamento do Prodetur, onde as famílias desenvolvem suas atividades em dois tempos diferentes, durante o verão e durante as cheias do Amazonas”. Em Aritapera, se destacam as mulheres artesãs que produzem cuias, hoje um patrimônio cultural do Pará.
O assunto vem sendo discutido no Tapajós desde a última terça-feira, dia 26, quando através de um workshop a equipe do Prodetur apresentou o andamento do projeto às comunidades indígenas de Bragança e Marituba, onde vivem índios Munduruku, em Belterra. Na sexta o workshop foi realizado na sede do Sebrae em Santarém, para representantes da comunidade de Aritapera, associações de artesãos, entre outros. “A proposta é incentivar o turismo de base comunitária, mas de forma sustentável, nas comunidades indígenas e quilombolas. O programa visa resgatar o maior número de lendas, mitos, produções literárias, acervo antropológico”, informou Vladmir Barbosa, técnico do Prodetur, ao explicar que centros de referência também estão previstos para serem construídos a partir da parceria com as comunidades locais e que outros devem entrar no inventário turístico do Programa, a exemplo do “João Flona” e do “Dica Frazão”, guardiões  do patrimônio cultural e de artesanato do Tapajós, localizado em Santarém.
Participaram do workshop, representantes do Sebrae, da população Borari, da Prefeitura de Santarém, Secretaria Municipal de Produção Familiar, da Universidade Federal do Tapajós (Ufopa), Associação de Artesãs Ribeirinhas de Aritapera (Asarisan), além de estudantes da Ufopa que contribuíram com a edição do livro Aritapera: Terra, Água, Mulheres e Cuias”, lançado dia 23 de junho em Belém durante a Feira Internacional de Turismo da Amazônia (Fita) e relançado durante o workshop no Sebrae. Organizado pelo Antropólogo Antônio Maria Santos, do Museu Paraense Emílio Goeldi, o livro é o primeiro resultado do Mapeamento Cultural do Prodetur no Tapajós.
Alter do Chão
Ainda em Alter do Chão a temática do mapeamento cultural do Prodetur foi apresentada ao empresariado da hotelaria na tarde da última sexta-feira, dia 29, no Belo Alter Hotel. Márcia Bastos falou aos mais de 20 participantes da reunião sobre a importância do diálogo com toda a sociedade para que as ações previstas no Prodetur possam trazer bons resultados a todos. Márcia ressaltou que o Prodetur prevê recursos de 44 milhões de dólares oriundos de financiamento pleiteado pelo Governo do Estado junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) a serem investidos em Belém, Marajó e Tapajós. Acrescentou que além de obras de infraestrutura, como o Centro de Convenções de Santarém, recursos do Estado, está previsto, através do Prodetur, um Observatório de Turismo para o Tapajós, que englobará também resultado de pesquisas no turismo desenvolvidas localmente.
Irene Belo, proprietária do Belo Alter e membro do Convention & Visitors Bureau do Tapajós, apresentou na oportunidade as três premiações conquistadas pelo polo junto ao Ministério do Turismo, através do programa 65 Destinos Indutores do Turismo (MTUR), executado com apoio do Sebrae Nacional e da Fundação Getúlio Vargas. Santarém foi premiada nas categorias Cooperação Regional, Marketing e Promoção do Destino e Monitoramento”. O resultado do desempenho do município nesse e em outros programas foi apresentado ao trade pelo assessor da Secretaria Municipal de Turismo de Santarém. Entre os participantes estavam dirigentes de vários hotéis e pousadas, entre eles do Hotel Mirante da Ilha.
Na tarde de sábado, no Centro de Convivência do Idoso, o workshop foi apresentado à comunidade Borari. Artesãos, catraeieiros, empresários de pousadas, lancheiros e outros que buscam qualificação profissional participaram do evento. Além de apresentar as ações previstas para mapeamento cultural e observatório do turismo através do Prodetur, a equipe da Paratur e Setur apresentou o Programa Estadual de Qualificação Profissional no Turismo (PEQTUR), através do qual o Governo do Estado, seguindo direcionamentos do Plano Ver-o-Pará, pretende qualificar mais de 10.500 pessoas até 2015 que atuam direta e indiretamente com o turismo. Para este segundo semestre o plano deve beneficiar cerca de 1.500 trabalhadores.
O workshop Prodetur, já foi realizado pela Paratur e Setur este mês no arquipélago do Marajó, em Belém, Icoaraci e Cotijuba, Além de Santarém e Belterra. A partir desta segunda-feira chegará às aldeias indígenas da etnia Way Way, e na comunidade quilombola Cachoeira do Chuvisco, em Oriximiná. Socorro Costa, presidente da Companhia Paraense de Turismo (Paratur), explica que o resultado desse trabalho vai garantir novos produtos, mais atraentes aos turistas que buscam a vivência nas camunidades. "O turismo de base comunitária vem sendo cada vez mais procurados. A Paratur quer mapeá-los e, ao promovê-los, tornar nosso estado ainda mais competitivo".
Adenauer Góes, Secretário de Turismo do Pará, diz que o mapemanto cultural, a qualificação da mão de obra e o observatório do turismo também são metas da Setur que visam o cumprimento do papel do Estado de dialogar e estar próximo dessas comunidades. "Gerar emprego, renda e qualidade de vida aos paraenses e aqueles que nos visitam é a meta principal do Governo do Estado ao priorizar o turismo como atividade econômica".

Texto:
Benigna Soares - Paratur
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EM UM ANO, PARÁ RECEBEU 17 MIL TURISTAS VINDOS EM CRUZEIROS


Vinte e dois navios devem chegar no estado na próxima temporada.
Calendário de visitas começa na véspera do Círio de Nazaré.
Durante o último ano, o Pará se tornou parada de cruzeiros. Mais de 17 mil turistas chegaram ao estado pelo mar. Na próxima temporada, já estão confirmados 22 navios. Cindo deles, devem pernoitar em Belém. Como melhorar o atendimento a este tipo de turistas foi o tema da reunião entre os diversos órgãos do governo e da indústria turística do estado realizada nesta sexta-feira (29) e organizada pela Companhia Paraense de Turismo (Paratur).
A nova temporada de recepção de cruzeiros começa no dia 13 de outubro, véspera do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, que atrai a cada ano milhões de pessoas ao estado. As vagas de estacionamentos para ônibus de turismo, horários de funcionamentos dos espaços turísticos da cidade e questões de infraestrutura dos portos de Belém para receber os cruzeiros foram pautas da reunião.
Outro ponto importante foi a segurança oferecida a quem chega em solo paraense. O major Henrique Pereira, do Comando de Policiamento Turístico (Ciptur), disse que em Belém a policia turística conta com pontos fixos de atendimento na sede da Paratur, Aeroporto Internacional de Belém, Estação das Docas e no Centro Arquitetônico de Nazaré (CAN), em frente à Basílica. “Nos últimos três cruzeiros que passaram por Belém, não registramos ocorrências”, garantiu.
A programação completa de chegadas e saídas dos cruzeiros no próximo ano deve ser apresentada na próxima reunião do grupo. O responsável pela empresa que coordena as viagens de cruzeiros para o Pará, diz que programações especiais nos pontos turísticos da capital do estado podem ajudar a atrair ainda mais o interesse deste tipo de turista pela cidade.
Números
Apenas o navio Aida, que só na atual temporada veio ao Pará dez vezes, trouxe ao todo doze mil turistas alemães. Já os navios americanos Amsterdam e Ms. Prinsendam trouxeram ao Estado 1,1 mil e 700 turistas, respectivamente. 
Fonte/Foto: globo.com/Gerard Julien

Receita faz cobranças milionárias a remanescentes de quilombos

A Receita Federal tem feito cobranças milionárias para que moradores de terras quilombolas em áreas rurais paguem ITR, imposto sobre propriedades no campo que equivale ao IPTU urbano. Em um território quilombola no Pará, a falta desse pagamento gerou uma dívida de R$ 15 milhões, suspensa em maio pela Justiça Federal.
Moradores de Oriximiná, também no Pará, penhoraram parte do território por causa da cobrança de R$ 2 milhões.
O tributo é calculado com base em critérios como tamanho da área e produtividade. Terras indígenas são isentas.
Como os títulos quilombolas são concedidos a pessoas jurídicas, o cálculo do ITR incide como se as áreas fossem de grandes empresas.
A dívida de R$ 15 milhões de nove comunidades em Abaetetuba foi suspensa por decisão temporária.
O valor é impagável, dizem os advogados dos moradores, porque as cerca de 1.200 famílias da área vivem com menos de um salário mínimo, obtido com a pesca e a produção de açaí e mandioca.
Com a dívida, a associação local ficou impedida de assinar convênios com bancos e órgãos públicos, segundo o presidente da entidade, Edilson Cardoso da Costa.
Em Oriximiná, a associação de sete comunidades da região do rio Trombetas passou a ser cobrada em 2010.
Perdemos a ação e há uns seis meses a Receita entrou pedindo o pagamento, disse Silvano Silva Santos, representante das comunidades.
Segundo ele, a associação conseguiu um advogado para recorrer da execução da sentença, mas uma área de 3.500 hectares (cerca de 5% do território) está penhorada.
O Incra criou um grupo de trabalho para buscar uma solução. A Receita Federal afirma que não pode informar quantas são cobradas e quem está pagando, por sigilo fiscal.
Para o procurador regional Celso de Albuquerque Silva, a Constituição veda essa cobrança, ainda que não explicitamente. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional não quis se manifestar.

PP lança Francisco Rodrigues e Izamar Israel à prefeitura de Óbidos


O Partido Progressista – PP oficializou neste sábado (30), em convenção,   a candidatura de Francisco Rodrigues (Bambolê) e Izamar Israel, para concorrer à prefeitura de Óbidos.
A convenção PP aconteceu na residência  do Sr.  Haroldo Tavares, onde reuniu partidários e simpatizantes do PP, aos quais foram apresentados oficialmente o candidato a prefeito, vice prefeita  e  os 17 vereadores que concorrerão ao pleito de outubro.
Durante o evento houve pronunciamento de várias candidatos a vereadores, os quais se manifestaram a respeito de suas candidaturas, assim como, dos candidatos majoritários. O PP  não fez coligação com nenhum outro partido.
Portanto, será a quinta chapa que disputará a prefeitura de Óbidos, no dia 7 de outubro.
Fotos de Odirlei Santos

Campeonato obidense começa sem gols E-mail



O Campeonato Obidense de Futebol iniciou neste final de semana com dois jogos, Mariano X Juventus e Paraense X Vila Nova, os quais terminaram empatados em 0 x 0.
No  sábado (30) o Mariano estreou contra a jovem equipe do Juventus e não saíram do 0 x 0, frustrando um pouco a torcida que compareceu ao estádio Arizão para ver os seus times. Foi um jogo de muita disputa no meio de campo, entretanto jogadas que resultassem em gols, foram poucas, dai o resultado de 0 x 0.
No domingo (1) não foi diferente no jogo entre Paraense X  Vila Nova. Os torcedores dos dois times compareceram ao estádio Arizão, principalmente para ver a estreia do Paraense, que há 3 anos não participava do Campeonato Obidense, e viram poucas jogadas que poderiam ter sido resultadas em gols, mais os artilheiros dos dois times não estavam num dia inspirado, daí o resultado de 0 x 0.
Portanto nesta primeira rodada, os artilheiros dos times obidenses ainda não deixaram as suas marcas, fica a expectativa para a próxima rodada, que terá apenas um jogo no sábado (07), entre FAST X São Francisco. No domingo(08) não haverá jogo, pois acontecerá o Círio Fluvial de Sant´Ana, padroeira dos obidenses.
Fotos de João Canto

III Torneio de Pesca em Óbidos


Aconteceu neste domingo (01) no cais do porto de Óbidos o “III Torneio de Pesca”, onde dezenas de pescadores amadores, amante da pesca esportiva, foram prestigiar o evento.
Segundo os organizadores, o objetivo do evento é incentivar a prática da pesca esportiva, como forma de lazer e descontração, já que Óbidos fica de frente para o Rio Amazonas, o qual proporciona uma infinidade de espécies de peixes.
O regulamento do torneio premiou quem pescou o maior e o menor peixe. Lenildo do Santos, pescou o maior peixe, 66 cm, pesando 3 kg e recebeu o prémio de R$ 200,00. O prêmio de menor peixe foi para Gesabel, que pegou um peixe de 3,5cm e foi premiada com R$ 100,00.
O Evento foi coordenado por Paulo Amaral, proprietário do Restaurante Chamego, que fica na orla da cidade.
Fotos de João Canto

Inscrições para o Prouni terminam nesta segunda-feira

Relação dos beneficiados com bolsa de estudo sairá na quinta-feira (5).

Brasil - O período de inscrições para o processo seletivo do segundo semestre do Programa Universidade para Todos (Prouni) termina nesta segunda-feira (2). As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site oficial do programa. Podem participar todos os estudantes que tenham feito a edição de 2011 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e se encaixem nos critérios sócio-econômicos estipulados pelo MEC. O Prouni é o programa do governo federal criado em 2004 para oferecer bolsas integrais ou parciais em universidades particulares do Brasil a estudantes de baixa renda.

De acordo com o ministério, serão oferecidas nesta edição do programa 90.311 bolsas, sendo que 52.487 delas são integrais e 37.824 de 50% da mensalidade, em 1.316 instituições privadas de ensino superior.

Cronograma
A primeira chamada será realizada nesta quinta-feira (5), e os candidatos aprovados devem comprovar a documentação junto às instituições de ensino superior para efetivar a matrícula entre os dias 5 e 13 de julho.

A segunda chamada será divulgada no dia 20, com comprovação das informações entre os dias 20 e 26. Os candidatos que não forem convocados nas duas primeiras chamadas podem optar por participar da lista de espera entre os dias 2 e 4 de agosto. A convocação de candidatos na lista de espera terá início no dia 7 de agosto.

Inscrições
Para participar do Prouni, os candidatos deverão fazer a inscrição, que é gratuita, no site do Prouni, inserindo o número de inscrição do Enem 2011 e o CPF. Cada candidato poderá escolher até duas opções de cursos. É possível escolher qualquer curso em qualquer instituição. Porém, é preciso observar as exigências específicas de cada curso (alguns têm requisitos a mais, como licença piloto privado, no caso do curso de ciências aeronáuticas).

O sistema divulgará, diariamente, a nota de corte de cada curso, e o candidato poderá fazer alterações na sua inscrição até o prazo final. O Prouni considerará, para a seleção, apenas a última alteração realizada.

Requisitos
Podem se candidatar às bolsas integrais estudantes com renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio (R$ 933, a partir de 1º de janeiro de 2012). As bolsas parciais são destinadas a candidatos com renda familiar de até três salários mínimos (R$ 1.866, em janeiro) por pessoa. Além de ter feito o Enem 2011, com um mínimo de 400 pontos na média das cinco notas do exame e pelo menos nota mínima na redação, o candidato deve ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou, em caso de escola particular, na condição de bolsista integral.

Professores da rede pública de ensino básico que concorrem a bolsas em cursos de licenciatura, curso normal superior ou de pedagogia não precisam cumprir o critério de renda, desde que estejam em efetivo exercício e integrem o quadro permanente da escola na qual atuam.


Fonte: G1

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Vale continuará ofensiva à taxa mineral

A Vale vai manter sua estratégia para tentar resolver o imbróglio relativo à cobrança da taxa de fiscalização sobre o minério de ferro criada pelo governo do Pará, disse nesta sexta-feira o diretor financeiro da companhia, Tito Martins.
Perguntado se a companhia pretende negociar com o governo do Estado uma redução da cobrança, o executivo respondeu: “Não. Vamos continuar fazendo o que estamos fazendo”. A Vale tem contestado a taxa na Justiça.
Leia também:
Taxa mineral: deputado abre fogo contra Vale.
Em entrevista à Agência Estado na terça-feira o vice-governador do Pará, Helenilson Pontes, afirmou que o governo está disposto a negociar com a Vale a redução da taxa de mineração cobrada sobre o minério produzido no Estado.
Segundo ele, o cenário externo pouco favorável para o produto pode fazer a administração estadual rever o patamar da cobrança. Ele afirmou, entretanto, que a Vale não procurou o governo para pedir a redução.
Martins participa de seminário sobre a crise internacional na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Municípios afetados por Belo Monte vão receber quase R$ 3 milhões

O Ministério da Saúde autorizou um incentivo financeiro de quase R$ 3 milhões para os municípios que sofrerão impacto direto com a implantação da usina hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira, no sudoeste do Pará. A portaria nº 1.237, publicada no "Diário Oficial da União" desta sexta-feira (15), regulamenta o financiamento e a transferência de recursos federais para ações e serviços de saúde em cinco municípios da região.
A ação foi tomada levando em consideração que a implantação da usina de Belo Monte gerará um fluxo migratório com crescimento populacional estimado em quase 50%, ou seja, pelo menos mais 74 mil pessoas devem ser atraídas para a região, vindas de outras localidades do Pará ou até mesmo de outros estados do país.
Além disso, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) avaliou que os impactos relacionados a esse aporte populacional irão gerar sobrecarga na gestão da administração pública. Com isso, há um acréscimo na demanda por serviços nas áreas de habitação, saneamento, energia, transporte, comunicação, educação, saúde, entretenimento, lazer e segurança pública.
Por fim, foi levada em consideração a necessidade de atender as demandas de saúde nas localidades através da reorganização da atenção básica, aumentando a capacidade instalada e melhorando as respostas frente à nova realidade da população local.
A portaria define no artigo 1º um incentivo financeiro de R$ 2.863.601,00 para compensação dos fluxos migratórios nos municípios de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu, que experimentarão impacto direto na implantação da usina de Belo Monte.
No artigo 2º, o pagamento do incentivo leva em consideração a população atraída para os municípios impactados diretamente com a implantação da hidrelétrica, conforme o Projeto Básico Ambiental, cuja versão final é de setembro de 2011.
O incentivo financeiro, de que trata a portaria, será transferido por meio de duas parcelas no ano de 2012 pelo Fundo Nacional de Saúde aos Fundos de Saúde dos Municípios, "em caráter excepcional e provisório, como fator de correção de impacto demográfico transitório", como define o artigo 3º.
Já o artigo 4º define que o incentivo financeiro está condicionado à alimentação regular dos bancos de dados do Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, do Sistema de Informações Sobre Orçamentos Públicos em Saúde, Sistema de Informação Ambulatorial, Sistema de Informação Hospitalar e Sistema de Informação da Atenção Básica.
A não alimentação dos bancos de dados nacionais especificados no art. 4º, por três meses consecutivos, implicará na suspensão do repasse de recursos de incentivo financeiro, diz a portaria.
Fonte: http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2012/

Quilombolas contribuem para a preservação de florestas, diz estudo


Estudo realizado com 35 comunidades quilombolas instaladas na região de Oriximiná, no Norte do Pará, aponta que a manutenção desta população descendente de escravos em áreas da intocadas da Amazônia ajuda na preservação da floresta e evita o desmatamento ilegal.
O levantamento aponta ainda que 8 mil moradores da região começam a sofrer interferências externas devido a projetos de infraestrutura na região amazônica, além de assédio de madeireiras, de acordo com a organização Comissão Pró-Índio de São Paulo.
A organização não-governamental criada em 1978, que trabalha com a garantia dos direitos territoriais de povos indígenas e quilombolas, defende a regularização fundiária das terras onde vivem estes moradores e faz críticas à demora para a conclusão deste processo.
“Titular (as terras como pertencentes aos quilombolas) é importante, é a base de tudo. Mas depois disto, não há fiscalização e apoio para geração de renda, essas comunidades ficam vulneráveis às exploração dos recursos naturais”, disse Lúcia Andrade, coordenadora-executiva da Comissão Pró-Índio. Em todo Brasil, estima-se a existência de 3 mil comunidades quilombolas.

Morador de comunidade quilombola na região de Oriximiná, no Pará (Foto: Divulgação/Carlos Penteado)Morador de comunidade quilombola na região de Oriximiná, no Pará (Foto: Divulgação/Carlos Penteado)
Cinturão-verde
De acordo com o relatório, as oito comunidades da Calha Norte do Pará contribuíram para a redução do desmatamento da Amazônia entre 2000 e 2009. A região concentra 6.944 km² de floresta.
A partir de informações do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do Instituto de Terras do Pará (Iterpa), e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o estudo aponta que até 2000 a região havia perdido 64 km² de mata nativa.
No entanto, o último dado indicava que o ritmo de desmatamento diminuiu e a área devastada entre 2006 e 2009 foi de 6 km².
“Isto é devido ao modo que os quilombolas exploram a floresta. Eles vivem um modelo econômico com ênfase no extrativismo e tem a castanha como uma dos principais produtos manejados”, disse Lúcia.
“A gente trabalha juntando tudo que cai no chão, sem precisar cortar nada e sem prejudicar a natureza. Quanto às nossas atividades de agricultura, cada família recebe um pedaço de terra e faz a ‘roça’ deles em duas partes. Quando eles acham que um pedaço de terra está ‘cansado’, eles trocam de área, sem precisar derrubar a mata virgem”, disse Nilza Nira Melo de Souza, 42 anos, moradora da comunidade quilombola de Jauari.
Mapa mostra comunidades quilombolas instaladas na região de Oriximiná, no Norte do Pará (Foto: Reprodução) 
Mapa mostra comunidades quilombolas instaladas na região de Oriximiná, no Norte do Pará (Foto: Reprodução)
 
Pressão externa
Outro ponto levantado pelo estudo se refere a ameaças externas que afligem as comunidades instaladas nos arredores dos Rios Trombetas e Erepecuru: interesses na extração de bauxita, fosfato e ouro e projeto de construção de centrais hidrelétricas de pequeno porte.
Para a organização Comissão Pró-Índio, as informações sobre os projetos não estão sendo retransmitidas de forma clara aos quilombolas, que, segundo a ONG, têm o direito de conhecer o que acontecerá no território deles.
A quilombola Nilza Nira afirma que a comunidade de Jauari, onde moram 60 pessoas, será afetada diretamente pela construção de uma hidrelétrica.
“Estamos nos reunindo para não permitir esta construção. Queremos manter a nossa tradição e não modernizá-la com este impacto”, explica a moradora, que é também coordenadora da Associação dos Remanescentes de Quilombos do Município de Oriximiná.
FONTE: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/11/quilombolas-contribuem-para-preservacao-de-florestas-diz-estudo.html

Biodiesel de fruto da Amazônia pode levar luz elétrica a comunidades rurais

Um pequeno fruto abundante na Amazônia pode ser uma alternativa para solucionar o déficit de energia elétrica na região, de acordo com um projeto do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
O tucumã, encontrado na palmeira de mesmo nome, se tornou matéria-prima na produção de biodiesel capaz de movimentar geradores empregados no fornecimento de luz elétrica para comunidades rurais.
Pesquisadores do Inpa conseguiram extrair da semente do fruto um óleo vegetal que pode ser transformado em “combustível natural” após um processo químico.
Segundo Sérgio Nunomura, pesquisador do instituto, a necessidade de se criar formas alternativas para a geração de energia levou um grupo de cientistas a desenvolver testes com o tucumã.
“Testes laboratoriais mostraram que é possível movimentar um gerador com o biodiesel de tucumã. Isto poderia contribuir com comunidades isoladas da Amazônia, onde ainda não existe energia elétrica”, explica Nunomura.
À esquerda, o fruto tucumã, encontrado em abundância nas cidades da Região Metropolitana de Manaus (AM). À direita, a palmeira de mesmo nome. (Foto: Divulgação)À esquerda, o fruto tucumã, encontrado em abundância nas cidades da Região Metropolitana de Manaus (AM). À direita, a palmeira de mesmo nome. (Foto: Divulgação)
 
Energia como desenvolvimento
De acordo com o pesquisador, atualmente cerca de 500 comunidades do Amazonas passam por dificuldades devido à falta de luz elétrica.
“É um dos principais empecilhos para melhorar o índice de desenvolvimento humano na população do estado. Sem energia, não tem como preservar o alimento, fica difícil o acesso à educação e à comunicação. [O óleo de tucumã] seria uma alternativa natural ao problema”, explica.
A palmeira tucumã dá fruto o ano todo, segundo o Inpa. Cada unidade produz até três cachos contendo cerca de 130 frutos. A produção do biodiesel resolveria ainda um problema ambiental detectado em Manaus: o manejo dos resíduos do tucumã.
Isso porque o fruto é empregado na culinária amazonense, tendo como principal representante o sanduíche batizado de “x-caboquinho”, que é pão, queijo coalho e o fruto picado – iguaria apreciada principalmente no café da manhã.
“Só que hoje, as sementes, principal matéria-prima do biodiesel, vão para o lixo. A produção em massa desse combustível alternativo poderia reutilizar os restos deste fruto, evitando o desperdício”, diz Nunomura.
Ainda não há previsão para início de uma produção em larga escala do combustível, já que o biodiesel ainda segue em fase de testes.
Cadeia produtiva
Entretanto, o pesquisador ressalta que são necessários investimentos maciços em maquinário para conseguir produzir este combustível em massa nas regiões mais isoladas. Sem especificar valores, Nunomura cita, por exemplo, a criação de uma cadeia produtiva para que o projeto de biodiesel natural dê certo.
“É preciso uma organização nas comunidades e investimentos nelas. Quando você leva energia elétrica para essas regiões, gera um grande potencial econômico que precisa ser administrado. Deste modo, a formação de cooperativas é essencial”, disse.

Lula, Haddad, SBT e Ratinho são multados por propaganda antecipada

Lula, Haddad, SBT e Ratinho são multados por propaganda antecipada

A Justiça Eleitoral condenou nesta terça-feira, 26, o pré-candidato do PT, Fernando Haddad, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o SBT e o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, por propaganda eleitoral antecipada do ex-ministro da Educação no Programa do Ratinho do dia 31 de maio. Eles foram condenados a pagar R$ 5 mil cada. A ação foi impetrada pelo PSDB e PPS. Cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral.
Durante o programa, Lula elogiou Haddad, que foi chamado para participar da entrevista no palco, ao lado do ex-presidente e de Ratinho. "Acho que São Paulo precisa de um prefeito que tenha o mesmo entusiasmo que Haddad mostrou quando era ministro da Educação", afirmou o petista.
Na avaliação da juíza auxiliar Carla Themis Lagrotta Germano "há clara indução ao eleitor no pedido de votos, na medida em que o pré-candidato se identifica como sendo o "novo" na política, e naquele em que a população irá votar, porque quer mudança". A juíza destaca a "ausência de equilíbrio entre os pré-candidatos" na entrevista do Ratinho e SBT, além da "aberta campanha" realizada pelo ex-presidente Lula.
Segundo o advogado do PSDB, Ricardo Penteado, "a decisão é bem exemplar e importante porque demonstra claramente que a emissora realmente se envolveu na propaganda". Penteado argumenta que, além de entrevistar os petistas, foi exibido um mini documentário sobre o Prouni, programa criado por Haddad quando era Ministro da Educação, que distribuiu bolsas de estudos em universidades particulares a alunos de baixa renda. "Exibiram documentário sobre o Prouni, que tinha formato de propaganda eleitoral", ressalta. Ainda cabe recurso à decisão.

Clubes de maior torcida penam para obter patrocínio: entenda por quê

Corinthians, Flamengo e São Paulo reúnem 76 milhões de torcedores, mas continuam em busca de parceiro principal para estampar marca na camisa

Por Mariana Kneipp Rio de Janeiro

Uma exposição de marca que atinge diretamente 39% da população brasileira está disponível no mercado. E ninguém quer. Nos últimos cinco meses, empresas vêm recusando propostas de patrocínio master para Corinthians, Flamengo e São Paulo, que juntos somam quase 76 milhões de torcedores no país, segundo pesquisa de 2010 do Ibope. Além do trio, somente o Náutico está na mesma situação entre os 20 participantes da Série A.
No início, os altos valores pedidos travavam as negociações. Agora, com o primeiro semestre passado em branco, os clubes têm dificuldade para negociar com empresas, que já planejaram o orçamento para o resto do ano. O tempo passou. Copa do Brasil e estaduais também. E a camisa continua limpa, com exceção de patrocínios pontuais, de menor valor.
- Houve uma valorização (do espaço nas camisas), que tende a permanecer até a Copa de 2014. É natural, mas não se pode pedir loucura - explicou o vice-presidente da BMG, Márcio Alaor, que tem no orçamento atual o patrocínio a 28 clubes (contra 39 de 2011), a um custo de cerca de R$ 40 milhões, uma queda de 43% em relação ao ano passado.
Info Valores - 22-06-12 (Foto: infoesporte)
Uma explicação complementar dada por executivos de empresas é a crise econômica mundial. Instituições com capital estrangeiro estão estrangulando seus orçamentos de marketing para controlar as perdas em vendas. Com isso, as grandes marcas estão esperando pelo próximo ano, véspera da Copa do Mundo, pelo menos, para voltar a investir no futebol brasileiro.
Clubes enfrentam mercado em baixa
O Corinthians não fala em números oficialmente. No entanto, o GLOBOESPORTE.COM apurou que a diretoria está pedindo R$ 30 milhões para estampar frente e verso da camisa. O objetivo maior seria um pacote incluindo ombros e a área próxima às axilas ao custo de R$ 52 milhões. É mais do que o dobro do que a Hypermarcas - patrocinador que detinha esses espaços até o fim do Paulistão (maio) - quer pagar para fazer outro contrato. A empresa, que antes dava R$ 38 milhões ao Timão, agora quer diminuir para R$ 25 milhões, influenciada pela saída da 9ine, agência de marketing esportivo que tem como sócio Ronaldo Fenômeno e era a ponte na negociação.
- Não acho que os custos atuais sejam altos. O valor que se pagava antigamente pelas propriedades é que era muito baixo. Há um patamar mínimo que está sendo apresentado no mercado e que condiz com a nossa entrega. Estamos negociando - afirmou o diretor de marketing do Corinthians, Caio Campos.
O Flamengo tenta não repetir a história da última temporada. Em 2011, foram sete meses com a camisa limpa até assinar com a Procter & Gamble por um período de cinco meses, por R$ 5,6 milhões. A parceria com a Traffic, que pagava parte do salário de Ronaldinho Gaúcho e exigia prioridade em negociações de patrocínio master, terminou em fevereiro e atrasou o cronograma também para 2012, segundo o diretor de marketing do Rubro-Negro, Marcus Duarte.
Valores de patrocínios no eixo Rio-São Paulo
Fluminense R$ 90 milhões/ano (Unimed)*
Palmeiras R$ 75 milhões/três anos (Kia)
Santos R$ 20 milhões/ano (BMG)
Botafogo R$ 16 milhões/ano (Guaraviton)
Vasco R$ 16 milhões/ano (Eletrobras)
* é o valor (aproximado) destinado pelo orçamento da empresa para pagar direitos de imagem e aquisição de direitos de jogadores. O dinheiro não vai diretamente para os cofres do Fluminense. Por contrato, a Unimed deve gastar no mínimo R$ 15 milhões por ano
- Agora estamos trabalhando com dois cenários em relação a patrocínios. Um deles é com uma empresa lá de fora, que seria um contrato mais longo, de um ano e meio, até o fim de 2013. O outro é com duas empresas nacionais, que assinariam até o fim do Brasileiro. Estamos trabalhando com agências e tentando vender para essas empresas agora em junho ou julho. As conversas estão evoluindo - garantiu o dirigente.
Duarte confirmou que o clube quer R$ 20 milhões pelo patrocínio master, deixando abertura para propostas que chegarem perto deste número. A melhor até o momento foi de R$ 15 milhões - e recusada. A verba do novo patrocinador seria somada aos R$ 8 milhões do banco BMG (mangas), R$ 5 milhões da Cosan (barra traseira da camisa e parte traseira do calção), R$ 3 milhões da Triunfo Logística (ombros) e R$ 2 milhões da Tim (interior do número da camisa), já presentes no uniforme do Flamengo.
O São Paulo também pede R$ 20 milhões, apesar de não confirmar oficialmente. A marca da BMG foi estampada até o fim do Brasileiro de 2011, mas a empresa alegou questões de reposicionamento e não renovou o contrato. Até o momento, a melhor proposta foi de R$ 12 milhões.
- Temos sondagens de empresas que nos consultam, mas não houve um acordo que chegasse ao nível pedido. Temos um dilema atualmente. Se vendermos por um valor que entendemos que é menor do que vale, jogamos o preço lá para baixo. Para readquirir o patamar depois ficará muito difícil. Se não conseguirmos para este ano, temos um fôlego com a receita que gera o nosso estádio. Ela dá condição de negociarmos com um certo equilíbrio - lembrou Julio Casares, vice de marketing do São Paulo.
Info Patrocinios - 22-06-12 (Foto: infoesporte)
'Estamos indo ao mercado no tempo errado', diz diretor
Embora os números das propostas assustem as empresas, os clubes acreditam que o maior empecilho para fechar patrocínios neste momento é o "timing" errado. Os executivos confirmam que o orçamento de 2012 já está comprometido. Com isso, os dirigentes precisam pensar mais para frente.
- Estamos indo ao mercado no tempo errado. Era para ter aberto em julho ou agosto (de 2011), para ter uma decisão em novembro e apresentar a parceria em janeiro, no início do estadual. Devido à exclusividade que tínhamos com a Traffic, só conseguiremos fechar de forma rápida com uma empresa nacional se tivermos muita sorte. O ano já começou, os orçamentos estão definidos - afirmou Duarte.
Mesmo com problemas de "timing", o diretor do Flamengo apresenta números favoráveis a quem investe em patrocínio. Segundo Duarte, a Batavo teve em 2010 um retorno de visibilidade entre R$ 76 e 77 milhões, o que, de acordo com informações do dirigente, é 3,5 vezes maior do que o valor investido. Para ele, nem mesmo as notícias de imbróglios judiciais, principalmente após a saída de Ronaldinho Gaúcho, podem sujar a imagem do clube no mercado.
- A força da marca não diminuiu. É como se o Flamengo fosse um planeta, e as estrelas ficassem passando na sua órbita. Não atingem. Claro que houve uma perda grande nos negócios com a saída do Ronaldo. Licenciamentos tiveram que parar porque ele não é mais nosso atleta, e houve uma queda na venda de camisas com todos os questionamentos e escândalos que foram para a rua. Mas o mercado já entende que o Flamengo não é apenas um atleta.
Retorno do patrocinador do Tricolor chega a dez vezes
Márcio Alaor, da BMG, concorda com a visão de Duarte e também cita números positivos da relação com o São Paulo. O contrato foi encerrado apenas porque a empresa mudou de estratégia. Com a meta de ser mais conhecida pelo público já alcançada, ela agora diminuiu o número de clubes patrocinados.
- O retorno é espetacular. A cada R$ 1 que investi no São Paulo, tive um retorno de oito, dez vezes. Eu recomendo, sem dúvida. Saímos apenas por uma questão de reposicionamento - afirmou, acrescentando que uma pesquisa feita pela empresa Sport+Market mostrou que a empresa subiu mais de 100 posições e chegou ao top 3 no ranking de conhecimento de marcas ligadas ao futebol.
O reconhecimento passa pela exposição na mídia. Até a última semana, o Corinthians teve 30 jogos transmitidos pela TV Globo. O Flamengo somou 14, e o São Paulo, nove.
'Tem que mostrar o cálculo no papel', diz diretor
Fora do eixo Rio-São Paulo, a parceria do Banrisul com Grêmio e Internacional já dura 11 anos, tornando-se o segundo patrocínio mais longo, atrás apenas de Fluminense e Unimed (14 anos). São cerca de R$ 15 milhões anuais para cada clube. Para o diretor de marketing da empresa, Guilherme Cassel, independentemente de não ser o melhor momento para a negociação, os clubes precisam mostrar que valem quanto pedem.
- Em uma mesa sempre é preciso adequar o pedido à necessidade do interlocutor. O clube pode até valer o que pedem, mas tem que mostrar o cálculo no papel. Hoje as empresas têm instrumentos, já sentam para negociar com consciência sobre a relação custo-benefício. Se a proposta não for assim, nem começam a negociar - afirmou.
O resultado fantástico que tivemos com o patrocínio trouxe oportunidades. Hoje, temos um fundo de participação nos direitos de jogadores como Montillo (10%), Paulinho (20%) e Ralf (20%)"
Márcio Alaor, vice-presidente da BMG
O pensamento do Banrisul não é uma exceção no cenário brasileiro atual. Segundo Ivan Martinho, diretor comercial da empresa de marketing esportivo Traffic, houve uma mudança de perspectiva nas relações entre marcas e clubes com o avanço do uso de ferramentas de medição de retorno.
- Antes a decisão era quase 90% emocional. O patrocinador tinha uma relação pessoal com o clube, era torcedor. À medida que os valores aumentaram muito nos últimos anos, os executivos precisavam de uma justificativa técnica para reportar o investimento aos acionistas, mais focada em aumento de vendas, relacionamento com os clientes, não apenas visibilidade. Houve uma conscientização maior - afirmou.
As empresas também estão indo além do patrocínio, como é o caso da BMG. O vice-presidente da empresa conta que atualmente faz práticas mais ligadas ao relacionamento com o clube e também com o mercado.
- O resultado fantástico que tivemos com o patrocínio trouxe oportunidades. Hoje, temos um fundo de participação nos direitos de jogadores como Montillo (10%), Paulinho (20%) e Ralf (20%). No ano passado, vendi nove atletas e tive um lucro de 72% sobre o valor investido. Além disso, melhoramos a relação com as diretorias ao possibilitar o adiantamento do pagamento de cotas da TV, quando necessário - lembrou Márcio Alaor.

Servidores do IFPA entram em greve neste sábado

Categoria aprovou movimento em assembleia geral

Servidores do IFPA entram em greve neste sábadoA greve será de professores e técnicos administrativos

 Santarém - Os servidores do Instituto Federal do Pará (IFPA) decidiram em assembleia geral na última terça-feira (26) entrar em greve por tempo indeterminado neste sábado (30). Professores e técnicos-administrativos reivindicam melhores condições de trabalho, aumento da remuneração e reestruturação dos planos de carreira.

De acordo com o Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe/PA), os servidores pretendem se unir para ampliar e fortalecer a mobilização para enfrentamento com o governo Dilma Rousseff. A suspensão da eleição para reitor e diretores gerais, as recorrentes denúncias de improbidade administrativa e a expansão do IFPA, também foram criticados pelos servidores.

Com a decisão, os trabalhadores do IFPA aderem e fortalecem a greve das demais categorias de servidores públicos federais– com destaque para o setor da educação . Eles repudiam a postura intransigente e a falta de propostas concretas do governo e cobram uma política salarial permanente, recomposição linear de 22,08%, estabelecimento da data-base para 1º de maio e vários benefícios sociais.

Além disso, os servidores também aprovaram o Comando Local de Greve (CLG) responsável por traçar a estratégia de ação e elaborar o calendário de mobilização para os próximos dias. O CLG conta, até o momento, com a seguinte composição: a diretoria do Senasefe-PA; Aírton Serrão (docente); Bartolomeu Júnior (técnico-administrativo); Cledson Nahum (docente); Jobson dos Anjos (técnico-administrativo); José Luís (técnico-administrativo); e Lindon Johnson (docente).

Fonte: Informações Sinasefe/PA