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sábado, 9 de junho de 2012

HOJE (SÁBADO, 09) E AMANHÃ (DOMINGO) TEM PROVA DO LAÇO EM FARO-PA

Para os amantes da modalidade, a Fazenda Canaã (de Luis Hollywood), localizada na Boca do Tigre, no município de Faro (defronte à cidade de Nhamundá-AM), promove neste sábado e domingo (9 e 10 de junho), sua tradicional Prova do Laço, com premiação de R$ 2.000,00 para o primeiro colocado (há prêmios para os que se classificarem até a quinta colocação).
As inscrições custam R$ 40,00 (uma) e R$ 100,00 (para três).
O inicio das competições está marcado para as 9:00 horas deste sábado, dia 9.
Fonte/Foto: z fioravante

Torneio de pesca esportiva em Oriximiná terá apoio do MPA e Sepaq

Quinta-feira (31/05), o deputado federal Asdrubal Bentes, ex-titular da Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura (Sepaq), junto com o secretário adjunto da Sepaq, Luiz Sérgio Borges, participaram de audiência com o ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, em Brasília, para reatar convênios antigos e confirmar novos projetos em parceria. O resultado da reunião foi positivo. Parcelas pendentes de antigos convênios com a Sepaq serão liberadas até semana que vem, assim como dois grandes projetos foram confirmados: a elaboração de quatro torneios de pesca esportiva no interior do Estado e a construção do novo mercado de peixe de Marabá.


Até semana que vem, também serão liberados os valores das parcelas pendentes de seis antigos convênios da Sepaq com o MPA. Serão liberados R$28.835,45 para a ampliação e reforma da Estação de Piscicultura de Santa Rosa (Santarém), R$1.355.871,70 para a ampliação e reforma da Estação de Aquicultura Marinha ‘Fernando Flambot da Cruz’ (Curuçá), R$1.080.241,10 para ampliação e reforma da Estação de Aquicultura de Água Doce ‘Orion Nina Ribeiro’ (Terra Alta), R$858.525,25 para ampliação e reforma do Centro de Capacitação de Aquicultura e Pesca do Nordeste Paraense (Curuçá), R$242.187 para a construção da Estação de Aquicultura de Uruará e R$127.777,78 para a aquisição de equipamentos para o projeto “Feira nos Bairros”.
Também já está certa a realização, com o apoio do MPA juntamente com a Sepaq, de quatro torneios de pesca esportiva no interior do Estado, nos municípios de Salinópolis, Marabá, Tucuruí e Oriximiná. A previsão é que os torneios tenham início no mês de julho. A construção do novo mercado de peixe de Marabá será possível através da Emenda Parlamentar de autoria do deputado Asdrubal Bentes, que destina R$ 2.000.000 (dois milhões de reais) a diversos melhoramentos em Marabá.
Além da reforma do mercado, Marabá terá também a construção da nova regional da Sepaq no município, uma necessidade há muito reclamada pelo setor pesqueiro da região, que é rica na produção de peixes. Além do mercado e da sede regional, a Emenda também destina recursos para a construção do Terminal Receptivo para a pesca esportiva no município.
http://sepaq-pa.blogspot.com.br/

Pesquisa testa resistência de árvores da Amazônia

A pesquisa verifica desde 2006 o desenvolvimento de 240 mudas de árvores, de 13 espécies, num local com quase nenhuma condição de sobrevivência.
Pesquisa testa resistência de árvores da Amazônia
Bosque mostra outra forma de olhar a Floresta
Santarém - "A experiência científica não é como uma receita de bolo", alerta o pesquisador Breno Rayol ao apontar a rigorosidade que um estudo deve ter para alcançar resultados coerentes. “Olha só essa daqui, é uma delas”, Rayol agacha-se, apronta o paquímetro, tira a medida do diâmetro do tronco, verifica a placa de identificação – uma espécie de carteira de identidade - do vegetal com um pouco menos de meio metro de altura que é uma das cobaias. Quem não entende do assunto poderia olhar aquele ser como uma simples planta, algo comum; mas para o cientista, o olhar é de criador e sua criatura.

A pesquisa verifica desde 2006 o desenvolvimento de 240 mudas de árvores, de 13 espécies, num local com quase nenhuma condição de sobrevivência. Mas algumas espécies mostraram resistência e capacidade de adaptação conforme revelou em pesquisas já publicadas.

Laboratório de árvores

Num final de tarde amazônico, período de chuva, clima ameno, fomos até a área pouco maior que um campo de futebol (1,4 hectare). No local estão elas, cercadas por um muro de tijolos, a formação agora é de capoeira, tipo de vegetação que surge após a retirada da floresta primária.

“Juca, o senhor pode ver a chave do bosque?”, solicita Rayol ao guardião da floresta. Seu Juca, homem de traços faciais e o sotaque caboclo não é cientista, mas um hábil identificador de espécies florestais. Ele também toma conta das experiências produzidas no laboratório de árvores.

Logo na entrada o visitante se depara com uma homenagem entre folhas que revela o escrito: “Bosque Mekdece”. Assim foi chamado o lugar que agrupa a formação arbórea cosmopolita.

A engenheira florestal, Fátima Mekdece, foi quem iniciou as primeiras pesquisas sobre as sementes em Santarém. Dentre seus estudos na região, é destaque a aplicação da “quebra de dormência”. “Toda semente fica com, digamos... preguiça de germinar. Para que essa semente possa apresentar brotos de forma mais rápida, são feitos testes como colocar a semente em água quente. São formas de acelerar a germinação”, explicou Rayol. Mekdece atualmente vive em Belém, capital do Estado do Pará.

O laboratório ao ar livre faz parte da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) que apesar dos 2 anos de fundação, já teve pesquisas publicadas. Isso porque foi construída a partir dos campus Ufra-Santarém e UFPA-Tapajós, instituições que atuavam na região.

De acordo com o diretor do Instituto de Biodiversidade e Florestas da Ufopa (IBEF) João Ricardo, dentre outros objetivos, a universidade quer auxiliar no melhoramento da produção de bens e serviço do homem amazônico. Volta-se à conservação das florestas. "Na região, temos dois importantes potenciais: recursos florestais e minerais. Se conseguirmos ter um equilíbrio entre as duas vias de desenvolvimento de produção, com certeza teremos uma região com bom nível de desenvolvimento socioeconômico", destacou o professor João.

Visita à Hymenaea Courbaril Lee & Langenh

A Hymenaea courbaril trata-se do nome científico dado à espécie “jatobá” que faz parte da pesquisa de resultados positivos para a produção desse recurso natural na região. O estudo foi elaborado em dois anos, quando os especialistas avaliaram o ritmo de crescimento desse tipo de árvore, um enriquecimento de capoeira.

Segundo os resultados, em 2009 foram plantadas na área 24 mudas de jatobá, sendo distribuídas em grupos de 3 exemplares, numa distancia de 20 metros cada trio. Ao final de 18 meses de observação, constatou-se que houve 100% de sobrevivência dos jatobás, o que é muito satisfatório, conforme afirma o pesquisador Breno Rayol.

Hoje, contando com uma plantação de jovens jatobás, outra observação que chama a atenção, diz respeito ao maior crescimento desse tipo de árvore no período de chuva da região amazônica. “Provavelmente um dos fatores é a pluviosidade. Observamos que em épocas de pouca chuva o crescimento é muito menor e isso é um indicador determinante. A época sem chuva é tão forte que a mortalidade é elevada. Agora, começamos a pensar em desenvolver técnicas. Isso é uma demanda para que estas espécies consigam sobreviver durante esse período mais drástico”.

Trilha para ver a experiência

Seguindo a trilha aberta no bosque, ao estar dentro da floresta urbana, quase não se percebe o barulho dos carros que passam nas ruas que rodeiam o espaço. O gorjear dos pássaros acaba tomando conta do lugar. O tumulto torna-se indiferente. A música de passeio também é composta pelos estalidos dos galhos que decompõe para dar energia aos vegetais e demais seres daquele ecossistema. Em menos de 1 minuto de caminhada, chegamos ao local onde agora as árvores de laboratório crescem.

Segundo Rayoul, o jatobá não é uma espécie que está em risco de extinção; porém, sofre intensa pressão madeireira. Para ele, o quadro pode ser revertido com o reflorestamento desse recurso natural pelas próprias comunidades que poderão, mais tarde, utilizar as espécies de forma ordenada. "Se a gente conseguir propagar o plantio dessas espécies na agricultura familiar, em ambiente altamente perturbado, podemos gerar renda."

O cientista também aponta que além da geração de emprego e renda, o valor de uma árvore vai bem mais a diante. “Sabemos hoje que uma árvore contribui em vários aspectos, como a possibilidade de descanso debaixo de sua sombra, o efeito dos cantos dos pássaros e a diminuição da alta temperatura. Tudo isso é importante para a qualidade ambiental.”

Assim, por tudo que se tem plantado no Bosque Mekdece, valores científicos, sociais, cultuais, ambientais, econômicos, e dentre muitos outros, não há dúvidas que plantar uma árvore, construir florestas urbanas, só deve contribuir para a qualidade de vida.

*Por Júlio César Guimarães - Acadêmico da Especialização em Jornalismo Científico da Universidade Federal do Oeste do Pará - Ufopa. Reportagem elaborada na disciplina “Laboratório I – Pesquisa e Produção: as fontes científicas”, ministrada pela Profª. Dra. Socorro Veloso.

Pássaro de espécie rara é encontrado em Parauapebas Um gavião-real-falso foi levado para o Parque Zoobotânico Vale. Ele é considerado ainda mais raro que o verdadeiro gavião-real.

Pássaro de espécie rara é encontrado em Parauapebas


 








Gavião Real Falso Pará - Uma ave da espécie rara Uiraçu-falso, mais conhecido como gavião-real-falso, foi encontrado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no município de Parauapebas. Ele foi levado para o Parque Zoobotânico Vale pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Segundo o supervisor do Parque Zoobotânico Vale, André Mourão, o pássaro chegou ao local apresentando características de maus-tratos, como penas opacas e fratura na asa direita.

O Uiraçu-falso está sendo tratado enquanto o ICMBio define seu destino. O Instituto pretende deixá-lo sob os cuidados de um criador conservacionista com experiência em reprodução. O chefe do ICMBio na Floresta Nacional de Carajás, Frederico Martins, afirma que o animal pode contribuir para a conservação da espécie mesmo fora da natureza, devido ao seu conhecimento genético e à possibilidade de reprodução em cativeiro.

Os pássaros da espécie medem entre 81 e 91 centímetros e as fêmeas são maiores que os machos. A diferença para o gavião real verdadeiro pode ser vista na plumagem e no penacho. Os dois tipos de pássaro estão incluídos no Programa de Conservação do Gavião-real (PCGR) do projeto do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Mais de 60 ninhos de gavião-real foram mapeados em mais de dez anos de pesquisa. De Uiraçu-falso foram encontrados apenas seis com o estudo.

Fonte: G1 Pará

Óleo de copaíba tem efeito neuroprotetor


a Medicina Popular defende que um dos benefícios do óleo da copaíba é o efeito anti-inflamatório para doenças da pele e de outros tecidos. A partir disso, surgiu o questionamento: será que o composto natural poderia ter algum efeito no sistema nervoso central?
Pará - De acordo com o professor Walace Gomes Leal, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal do Pará (UFPA), a Medicina Popular defende que um dos benefícios do óleo da copaíba é o efeito anti-inflamatório para doenças da pele e de outros tecidos. A partir disso, surgiu o questionamento: será que o composto natural poderia ter algum efeito no sistema nervoso central?

O questionamento motivou o biólogo Adriano Guimarães Santos a produzir a Dissertação Efeitos anti-inflamatórios e neuroprotetores do óleo-resina de Copaifera reticulata Ducke após lesão excitotóxica do córtex motor de ratos adultos, orientada pelo professor Walace Leal. A pesquisa, defendida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Neurociências e Biologia Celular do ICB, foi realizada no Laboratório de Neuroproteção e Neurorregeneração Experimental e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa).

"Nenhum outro laboratório havia investigado se o tratamento com o óleo de copaíba tinha algum efeito anti-inflamatório em um modelo experimental de uma doença do sistema nervoso central. Então, consideramos pertinente realizar esse estudo na UFPA", esclarece o professor.

Neste modelo experimental, fora injetada uma neurotoxina (substância tóxica que pode lesar o sistema nervoso) no cérebro de ratos. Esse procedimento causa uma lesão semelhante à provocada pelo Acidente Vascular Cerebral (AVC), "nós anestesiamos esses animais e introduzimos a neurotoxina. Então, induziu-se a uma lesão neural aguda e à perda tecidual devido à substância. Essa ação gerou, ainda, um déficit motor, o que simula uma doença humana como o AVC", explica o professor.

Resultado será referência para tratamento em humanos
Como parte da metodologia, foram utilizados mais dois grupos de ratos, tratados de forma diferente. Um grupo recebeu uma solução salina estéril (soro fisiológico), contendo sódio e água. Esse composto, de acordo com Walace Leal, era um placebo, substância administrada como controle do experimento e com efeito inócuo.

"Já o outro grupo foi tratado com óleo de copaíba, diluído em uma concentração que era considerada adequada", destaca o docente. Após os experimentos, os pesquisadores constataram que, "no grupo de animais tratados com copaíba, houve uma diminuição da inflamação no sistema nervoso central e uma melhor proteção desse sistema contra lesão, ou seja, neuroproteção. Esses foram os dois principais resultados encontrados", revela Walace Leal.

A pesquisa contou com a colaboração de dois engenheiros químicos da UFPA, Raul Carvalho e Lucinewton Silva de Moura, os quais realizaram um estudo da composição química do composto natural. Osmar Lameira, agrônomo e pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), também contribuiu fornecendo o óleo da copaíba. Segundo Walace Leal, utilizar material de uma árvore conhecida é condição imprescindível para esse tipo de pesquisa.

Segundo o orientador da Dissertação, a simulação feita com ratos e os resultados encontrados com os experimentos podem, posteriormente, servir como referência para o tratamento de doenças do sistema nervoso em humanos. "Evolutivamente, os mecanismos que causam lesão em ratos são muito parecidos com os de humanos. E para se apreender o que pode acontecer em doenças de humanos, é necessário, primeiramente, fazer experimentos em animais. Um rato com AVC, por exemplo, bem como um humano que sofre com essa doença apresentam problema motor, lesão e inflamação no cérebro. Nota-se, portanto, que as consequências lesivas são as mesmas", considera.

Próximo passo é isolar componentes ativos do óleo

Contudo, para aplicar o estudo em seres humanos, é indispensável a realização de mais pesquisas sobre a aplicabilidade do extrato da copaíba. Depois dos experimentos em ratos, a investigação seria feita em primatas. Antes de se chegar aos humanos, é necessário descobrir quais os princípios ativos responsáveis pelos efeitos anti-inflamatório e neuroprotetor do óleo de copaíba.

Segundo Walace Leal, atualmente, nenhum anti-inflamatório é usado para diminuir a lesão de uma doença do sistema nervoso. Então, se o estudo com a copaíba realmente funcionar em humanos, uma substância derivada do óleo dessa árvore pode ser utilizada para minimizar a inflamação.

"Assim, talvez tenhamos descoberto um composto natural, da Amazônia, que tenha um efeito anti-inflamatório para doenças do sistema nervoso central. Isso seria uma grande conquista para a sociedade. Até o momento, quando uma pessoa que sofreu um AVC chega ao hospital, pouco se pode fazer. Então, esses pacientes poderiam receber um derivado da copaíba que atenuasse a inflamação e protegesse o cérebro. Seria um remédio anti-inflamatório com efeito neuroprotetor", defende o professor.

O próximo passo da pesquisa será, justamente, a busca pelo isolamento do princípio (ou princípios) ativo(-s) do óleo da copaíba. Com essa possível delimitação, o tratamento será feito com os componentes ativos já isolados. O procedimento vai se dar, primeiramente, com ratos e, depois, com primatas. Com a descoberta desses princípios ativos, "seria possível apontar, precisamente, quais substâncias do óleo de copaíba promovem o efeito anti-inflamatório e a neuroproteção, as quais, futuramente, poderão ser utilizadas como medicamento para o tratamento de seres humanos", finaliza Walace Leal.

Fonte: Ascom UFPA

Alter do Chão pode ser patrimônio de Santarém

Projeto de lei sobre o resultado da consulta pública foi apresentado na Câmara de Vereadores
Alter do Chão pode ser patrimônio de Santarém
Praia foi eleita imagem que mais lembra Santarém
Santarém - Alter do Chão poderá ser considerada patrimônio de Santarém. O processo será estabelecido caso o projeto de lei sobre o resultado da consulta pública que elegeu os elementos que representam o município seja aprovado na Câmara de Vereadores.

O documento apresentado pela Secretaria Municipal de Turismo tem o objetivo de divulgar as belezas e cultura da região para o resto do mundo.

Os cinco elementos representativos do município entre eles Alter do Chão, muiraquitã, a cerâmica serão apresentados na Feira Internacional de Turismo, um dos mais importantes do setor. O evento começa na segunda-feira (11) em Foz do Iguaçu e contará com a participação de representantes da cidade que devem mostrar as belezas da região como relata o coordenador municipal de turismo, Áureo Roffé.

“O dois projetos sobre o processo de desenvolvimento da atividade turística em Santarém e o resgate da identidade serão apresentados para socializar isso entre as capitais e obter um retorno na questão do reconhecimento do trabalho que está sendo feito para desenvolvimento”, enfatiza Roffé.

Elementos eleitos

A pesquisa de escolha dos elementos que melhor representam a cidade, realizada durante o mês de maio, obteve cerca de 14 mil votos pela internet e postos de votação espalhados pela cidade. A ação levou em consideração os cinco sentidos do corpo humano.

O caribe amazônico que ganhou no elemento visão, como a imagem que mais lembra Santarém, com 46% dos votos contra 43% do encontro das águas. O Carimbó praiano recebeu 85% dos votos, como o ritmo que mais lembra a cidade, no quesito audição. No elemento olfato, o cupuaçu venceu, com 62% dos votos, deixando em segundo lugar o patchouli. O símbolo de Santarém é o muiraquitã, como elemento do tato. No elemento paladar, a farinha de tapioca foi escolhida pela população, com 53% dos votos, como o alimento característico da cidade.

Biotecnologia é saída para crescimento

Biotecnologia é saída para crescimento (Foto: Thiago Araújo)
A riqueza que está na floresta deve ser transformada em bioindústria (Foto: Thiago Araújo)
Biotecnologia e bionegócios. Até pouco tempo atrás essas duas palavras eram praticamente desconhecidas no ambiente capitalista. Atualmente, estão na linha de frente do que se convencionou chamar de ‘economia verde’. E é uma das apostas principais do governo paraense para alavancar setores produtivos do estado. “O desenvolvimento e a implantação de uma política consistente de bionegócios, algo ainda inexistente, tem por finalidade inserir o Estado do Pará em uma das indústrias mais promissoras do futuro, a bioindústria”, defende o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Alex Fiúza de Melo.
Para isso, foi elaborado um plano diretor com base em uma visão estratégica para o estado no setor de ciência, tecnologia e inovação, pelo menos até 2015. A ideia é que se deem condições e vantagens para inserir a região entre os líderes mundiais do setor. “O desafio é transformar as vantagens comparativas, legadas pela natureza, em vantagens competitivas, promovidas pelo conhecimento. E, neste campo, está se buscando recuperar o tempo perdido, em que nada foi realizado para reverter o atual quadro, em vista da diversificação da matriz econômica paraense”, diz o secretário.
É um cenário que tende a dar frutos no futuro. A bioindústria vem se desenvolvendo por vários leques de atuação. Um desses caminhos novos é a substituição de produtos com mercado certo por bioprodutos que oferecem vantagens de custo e eficácia. O biodiesel é um exemplo disso. Outro mercado bioindustrial em expansão é o de criação de novos produtos, como os fármacos, que, cada vez mais, passam pela bioindústria. “A biotecnologia transforma a vida cotidiana da sociedade contemporânea. O impacto dela atinge vários setores produtivos. São novas oportunidades de emprego”, diz Fiúza.
O problema é que o Estado ainda não entendeu esse papel do novo mundo. Alguns setores ruralistas, por exemplo, fincam pés no atraso. E a visão governamental sobre esse cenário costuma ser atrasada também. O fato é que hoje o Pará se destaca como um dos estados com maior potencial para o aproveitamento racional e sustentável da biodiversidade. Mas o gargalo é o aproveitamento disso em termos de negócios da economia verde. No levantamento feito pelo governo do Estado, apenas cerca de 30 empresas chegam a atuar nos setores de alimentos, cosméticos e fitoterápicos. Leia mais no DIário do Pará.
(Diário do Pará, com informações da Agência Brasil)

Pará inicia Primeira Semana Estadual do Bebê

Foram meses de articulações para definir a programação da I Semana Estadual do Bebê. E depois de diversos encontros preparatórios, o Governo do Pará e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) firmaram parceria para a execução desta primeira edição do evento com dimensão estadual. O planejamento será executado simultaneamente a partir das 18h deste domingo (10), com uma programação cultural nos municípios de Altamira, Belém, Marabá, Santarém e Soure. As atividades voltadas para a saúde física e mental das crianças de zero a seis anos serão estendidas até a próxima sexta-feira, 15. O processo envolve a sensibilização de gestores municipais, do setor privado e da sociedade civil.

Oficinas, palestras e atividades de capacitação e qualificação de profissionais das áreas de educação, saúde e assistência social prometem mobilizar a população sobre cuidados essenciais com os bebês, destacando o respeito para com a infância. As ações também são frutos de parcerias com as Universidades Federal do Pará (Ufpa) e da Amazônia (Unama), e pretendem enfatizar o quão importante é a ligação maternal para o desenvolvimento da criança.

A Semana do Bebê iniciou no ano 2000, no município de Canela (RS). Desde então, anualmente são promovidos debates acerca de diversas temáticas, tais como: os direitos de mulheres trabalhadoras a amamentarem e os direitos tanto da gestante quanto do bebê. O evento possui programação extensa para atender o público em dois turnos e focaliza a promoção da infância sem racismo e a disseminação da cultura de paz nas escolas.

Depois da Semana Municipal do Bebê de Acará, realizada em 2010, dezenas de municípios já realizaram o evento na Amazônia. As ações direcionam a atenção da comunidade para o “cuidar do bebê desde a gestação, pois a atenção na primeira infância, em si, é importantíssima para o desenvolvimento da criança em diversos aspectos, como o socioafetivo e intelectual”, explica a assessora de Políticas Temáticas dos Direitos da Criança e do Adolescente (APDCA), Leila Silva. (Ag. Pará)

Representantes da museologia se reúnem em Belém

Na próxima terça-feira (12), acontece em Belém a abertura do IV Encontro Internacional de Ecomuseus e Museus Comunitários (Eiemc). Representantes de dezenove estados brasileiros e de países da Europa e América estarão presentes no evento para discutir sobre a preservação e a recuperação do patrimônio cultural e natural na Amazônia, com maior atenção para as regiões de Outeiro, Cotijuba, Mosqueiro e Icoaraci.
A conferência de abertura, “A Sustentabilidade e a Responsabilidade do Homem com a Preservação do Patrimônio”, será feita pelo teólogo Leonardo Boff.
Uma das atrações do IV Eiemc será a presença do criador do conceito de “ecomuseu”, o consultor francês Hugues de Varine. Durante o encontro ele fará o lançamento de seu livro “Raízes do Futuro”.
O IV Eiemc é uma realização conjunta da Prefeitura Municipal de Belém, Secretaria Municipal de Educação, Fundação Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira (Funbosque), Ecomuseu da Amazônia, Associação Brasileira de Ecomuseus e Museus Comunitários (Abremc) e Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica de Santa Cruz (RJ). O evento conta ainda com o apoio da Embrapa, Universidade Federal do Pará (UFPA) e Instituto Brasileiro de Museus.
Serviço: o IV Eiemc acontece entre os dias 12 e 16 de junho. A solenidade de abertura do IV Eiemc será na terça-feira (12), às 9h, no Centro de Eventos Benedito Nunes, na Universidade Federal do Pará. (DOL, com informações da Ascom/Funbosque)

Cesupa divulgou listão com 560 aprovados

O Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa) divulgou ontem pela manhã a lista com o nome dos 560 candidatos aprovados no processo seletivo. Realizada no último domingo (03), a prova testou o conhecimento de cerca de 1.800 inscritos na disputa por vagas em 11 cursos de graduação.
Os cursos mais concorridos foram Direito, com 11,34 candidatos por vaga, Fisioterapia, com 8,47, e Engenharia de Produção, com 4,30.
Aluna do curso de Publicidade e Propaganda, Thamires Cardoso aproveitou a ida à instituição para conferir se o namorado havia passado. E não escondeu a felicidade quando viu o nome no listão. “Ele fez mais como treino, porque deve começar só no ano que vem, mas é uma notícia muito boa. Ficamos felizes”, afirmou.
MATRÍCULA
O edital de convocação para matrícula já está no site do Cesupa (ww.cesupa.br). Para efetivar o ingresso no ensino superior, o estudante precisa ter concluído o ensino médio e apresentar todos os documentos exigidos, que incluem histórico escolar, certidão de nascimento, carteira de identidade, comprovante eleitoral, CPF e comprovante de residência.
A matrícula ocorrerá em duas etapas, a pré-matrícula online, já aberta no site, e a matrícula presencial, no dia 13 de junho, das 9h às 19h, na unidade José Malcher. O início das aulas do 2º semestre será no dia 06 de agosto.
ATENÇÃO
O edital de convocação para matrícula já está publicado no site do Cesupa (www.cesupa.br).
(Diário do Pará)

Brasil encara a seleção de Messi neste sábado

Brasil encara a seleção de Messi neste sábado (Foto: Mowa Press)
(Foto: Mowa Press)
Pode não parecer, mas neste sábado é dia de decisão para a seleção brasileira, especialmente para Mano Menezes. O amistoso contra a Argentina, às 16h06 (de Brasília), em Nova Jersey, terá enorme influência no futuro do treinador, que está preparando a sua equipe para a disputa dos Jogos Olímpicos de Londres. Uma vitória sobre o time de Messi encherá a seleção de moral e dará paz ao gaúcho.
Por outro lado, uma derrota, que seria a segunda consecutiva (no último domingo o time perdeu para o México, em Dallas), acabará de vez com o crédito acumulado nas vitórias sobre Dinamarca e Estados Unidos e deixará o técnico em situação bastante delicada, para dizer o mínimo.
Contra um adversário poderoso, que conta com o melhor jogador do planeta, os garotos da equipe sub-23 do Brasil terão um teste de fogo. Eles precisam mostrar que aprenderam as lições da derrota para os mexicanos, jogo em que a seleção foi detida por uma defesa muito bem montada e deu bastante espaço para os contra-ataques do México. E um jogador em especial será observado com uma lupa pela torcida brasileira: Neymar. O craque do time, aquele de quem se espera jogadas geniais e muitos gols, negou fogo no último jogo e precisa se redimir.
Ainda sem uma vitória sobre uma grande seleção desde que assumiu o cargo, em agosto de 2010 (no triunfo sobre a Argentina no ano passado, em Belém, o time adversário estava sem seus melhores jogadores), Mano Menezes sabe que o tom das críticas a ele subirão muito em caso de derrota. Até por isso, ele se preparou para anular os principais pontos fortes do time argentino especialmente Lionel Messi, é claro. O treinador, no entanto, descartou fazer marcação individual sobre o melhor jogador do mundo eleito pela Fifa. “Vamos marcá-lo por zona porque acreditamos que é a melhor maneira de marcá-lo”, falou o treinador.
É pouco provável que Mano Menezes conte com Thiago Silva, vítima de dor no joelho direito. Bruno Uvini está pronto para substituí-lo, mas a entrada do garoto do São Paulo na zaga poderá provocar outra mudança na equipe. Por não confiar completamente em uma dupla formada por dois jogadores que até o ano passado jogavam na seleção sub-20 (Bruno Uvini e Juan), o treinador pode tirar um dos atacantes para escalar mais alguém no meio de campo. Nesse caso, provavelmente Hulk sairia do time para a entrada de Casemiro, que jogaria ao lado de Sandro e Rômulo.
Casa do New York Giants, time de futebol americano, o estádio MetLite receberá 80 mil pessoas neste sábado, apesar de o clássico ser ignorado pela imprensa norte-americana.  (Agência Estado)

Feirão: 15 mil imóveis e o sonho da casa própria

Feirão: 15 mil imóveis e o sonho da casa própria (Foto: Ney Marcondes)
Muitas pessoas foram ao Hangar já no primeiro dia de feirão (Foto: Ney Marcondes)
Assim que foi autorizada a entrada, a pequena empresária Edilena Arnaud é recebida com muitas ofertas. Ainda na porta, a poucos metros da entrada do 8º Feirão Caixa da Casa Própria, recebe das mãos apressadas dos vendedores os folhetos com as promessas de melhores negócios.
Ainda a caminho do estande da primeira construtora que a interessou, Edilena explica à vendedora o que foi buscar no feirão, que oferece, neste ano, 15 mil imóveis. “O que eu quero é o que couber no meu bolso”, explica, sem muita cerimônia. “Eu quero mesmo é uma casa pra morar com meu filho e minha mãe, mas se não der, posso ver um apartamento. Eu espero sair daqui, hoje, com isso resolvido”.
A intenção da pequena empresária é a mesma de muitos que procuraram o evento no seu primeiro dia de realização. Um dos primeiros da fila que se formou do lado de fora do Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia - onde está acontecendo o Feirão - antes da liberação da entrada, o comerciante Ivanil Ribeiro tratou de resolver o seu problema de moradia de forma definitiva. Diferente de muitos, o interesse de Ivanil não estava tanto nos imóveis oferecidos nos estandes. “Eu já vim para cá com um imóvel em vista. É um apartamento usado”.
O imóvel em questão já é o abrigo da família há algum tempo. Ivanil viu no Feirão a oportunidade de negociar o esperado financiamento. “Viemos bem cedo para resolver isso. E esperamos conseguir negociar tudo”, afirma. “Tem muitas ofertas boas aqui. Tem muito imóvel, mas o nosso objetivo já está traçado. Só queremos o financiamento”.
VISITANTES
Segundo o gerente regional da Caixa Econômica Federal, João Cláudio Guimarães, o maior interesse dos visitantes do feirão pelas facilidades das taxas apresentadas pelo banco já são esperadas. Segundo ele, além do aumento percebido ano a ano no número de visitantes, em 2012, há a expectativa de um crescimento ainda maior, em decorrência das baixas nos juros praticados pela Caixa. “Houve a diminuição da taxa de juros há 30 dias e recentemente para o feirão, então, esperamos um número muito maior de pessoas com relação ao ano passado, quando recebemos mais de 32 mil pessoas”, disse, ao informar que algumas taxas de juros chegaram a cair em mais de 20%.
“Esse feirão se marca pela baixa da taxa de juros e, agora, com o feirão, o prazo do financiamento com recursos da poupança também aumentou de 30 para 35 anos”, complementou o superintendente regional, Evandro Narciso de Lima.
A expectativa de aumento nas vendas pela facilitação do crédito também é esperada pelas 29 construtoras e 32 imobiliárias participantes do evento. “A nossa ideia é vender pelo menos 70 unidades”, destaca o gerente comercial de uma construtora, Bruno Chiaratti.
Com seis empreendimentos disponibilizados, dois prontos e quatro na planta, ainda no início do feirão, a construtora já comemorava a venda de quatro unidades. “Já tivemos cerca de 30 atendimentos de clientes com bastante potencial de compra no perfil que estamos oferecendo”, disse.
Já para o servidor público Jorge Guerreiro, a comemoração ainda não havia chegado. Após passar por alguns estandes, ele ainda não havia encontrado nenhum imóvel que se adequasse às suas necessidades.
“São sempre imóveis pra essas áreas da BR (rodovia BR-316) e da Augusto Montenegro e eu queria uma casa pro centro de Belém, já que já moro em São Brás há muitos anos”, avaliou. “Mas o que mais tem é apartamento pros locais mais afastados”.
Passadas uma hora e meia do início do feirão, a situação da empresária Edilena Arnaud era mais favorável. Desde a entrada, ela já havia recusado duas propostas de construtoras. “Eles não têm casa e eu queria mesmo é uma casa”, explica já no terceiro estande visitado no dia. “Aqui a oferta está boa, tem casa. Penso que é aqui que eu vou ficar”.
SERVIÇO
O feirão acontece no Hangar até este domingo. Há oportunidades de financiamento de até 100% do imóvel com prazos de pagamento de até 35 anos. As taxas de juros podem variar de 4,6% ao ano até 9% ao ano.  (Diário do Pará)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Concurso para docente da Ufopa será de 11 a 22 de junho

As provas didática e de títulos terão peso 3, e as demais, 2. O certame ofertou 101 vagas em 80 temas

Santarém - As provas do concurso público para professor adjunto da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) serão aplicadas de 11 a 22 de junho de 2012 no Hotel Amazônia Boulevard, localizado na avenida Mendonça Furtado, nº 2946, Santarém-PA.

Nesta terça-feira (5), professores do quadro da universidade que irão compor as bancas examinadoras do concurso se reuniram no Campus Tapajós, onde receberam instruções do pró-reitor de Planejamento Institucional, Prof. Aldo Queiroz. As vagas são destinadas a candidatos que possuem título de doutor.

Ao todo, haverá 42 bancas examinadoras, cada uma com um tema distinto e composta por três professores. A nota final será o resultado das notas do candidato nas quatro provas: escrita e didática, que são eliminatórias e classificatórias, e provas de títulos e de memorial, que são classificatórias.

As provas didática e de títulos terão peso 3, e as demais, 2. O certame ofertou 101 vagas em 80 temas.

“Já esperávamos que nem todos os temas tivessem candidatos, porque existem poucas pessoas com titulação de doutor no Brasil; mas a expectativa é grande com relação ao sucesso do concurso, para ajudar a consolidar a nova universidade”, afirmou o pró-reitor.

As informações sobre temas dos concursos, requisitos para investidura no cargo, números de vagas e pontos para as provas estão explicitadas no Anexo I do edital.

Maioria das cidades cumpre meta de investimento

O Pará conseguiu cumprir, em 2010, a meta prevista na Constituição Federal de investir pelo menos 25% do total arrecadado com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na educação, alcançando 25,33%. O mesmo não aconteceu com os municípios de Quatipuru e Oriximiná, no oeste do Estado. Os dois municípios estão entre as 52 prefeituras brasileiras que não aplicaram na educação em 2010 o que é obrigatório pela Constituição. As informações de 2011 ainda não foram consolidadas.

Os dados foram divulgados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) com base no levantamento do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope). Quatipuru está na lista dos piores investimentos na área em todo o país, com 17,2% aplicado. Oriximiná investiu 23,14%. Municípios com mais de 300 mil habitantes, como Marabá, Ananindeua, Santarém e Belém, investiram além do teto de 25%.

PRESTAÇÃO

Oito municípios paraenses não entregaram a prestação de contas. São eles: Cachoeira do Piriá, Chaves, Curralinho, Faro, Magalhães Barata, Marapanim, São Miguel do Guamá e Terra Alta. Por não terem informado os dados ao sistema, esses municípios são considerados em situação irregular. Estas cidades também podem ficar impossibilitadas de receber recursos de transferências voluntárias do governo federal.

Convênios nas áreas de educação, saúde e assistência social não são afetados, mas boa parte dos municípios e estados conseguem garantir a continuidade dos repasses federais. Isso porque tribunais de contas de estados e municípios consideram alguns itens como despesas em educação que não são avalizadas pelo sistema.

É o caso do valor gasto com o pagamento de inativos da educação, aceito por tribunais no cálculo de investimento no setor, mas desconsiderado pelo Siope. Em 2010, pelo menos dois estados e 52 municípios não cumpriram a regra. Eles aplicaram percentuais inferiores ao que estabelece a lei. Há ainda 60 cidades que não informaram os dados ao sistema.

As informações incluídas pela prefeitura ou pelo governo estadual no Siope são declaratórias e a veracidade dos dados é de responsabilidade do ente federado. Quando o FNDE detecta que um município aplicou menos do que determina a Constituição, as informações são automaticamente enviadas ao Ministério Público Federal (MPF).

XVII EXPOFAO inicia neste final de semana


O Sindicato Rural de Óbidos estará promovendo no período de 10 a 17 de junho de 2012 a XVII Exposição Feira Agropecuária de Óbidos – EXPOFAO, que ocorrerá no parque de Exposição do Município, com muitas atrações.
De acordo com a programação, haverá  prova de laço, corrida de cavalos, leilões, escolha da rainha da EXPOFAO e exposição de animais aberta ao público diariamente.
Como atrações, terá:
Dia 10: Banda Lazer, Forrozão, 4 x 4 e Bagaceiros do Forró.
Dia 15: Será realizado o Baile da Rainha, as duplas sertanejas Lelo & Luis e Kleiton & Jair
Dia 16: Banda Lazer e Viviane Batidão
Dia 17: Circuito Tecnomelody, Banda Ark, Anjos do Melody, Os Brothers e Xeiro Verde.
SERVIÇO:
DATA: De 10 a 17 de junho de  2012
LOCAL: Parque de Exposição Agropecuária
CIDADE: Óbidos -Pará
ORGANIZAÇÃO: Sindicato Rural de Óbidos
www.chupaossso.com.br

Mineradora apresenta suas ações na gestão ambiental

Em meio à Floresta Nacional Saracá-Taquera, uma das reservas biológicas brasileiras, a Mineração Rio do Norte (MRN) busca fazer diferença como uma organização ambientalmente sustentável. Há 32 anos atuando na Amazônia, a empresa conta hoje com um leque variado de ações ambientais que garantem a ela, inclusive, uma certificação da série ISO 14000 – um reconhecimento internacional ao sistema de gestão ambiental desenvolvido em Porto Trombetas, município de Oriximiná.
O olhar mais apurado da empresa para com o meio ambiente começou ainda na década de 70, com a busca de tecnologias para o reflorestamento de áreas mineradas, o que, anos depois a tornou referência no setor. Continuou evoluindo e, na década seguinte, com a adoção de alternativas ambientalmente mais viáveis, mudou seu sistema de disposição dos rejeitos de bauxita, que antes era despejado no lago Batata, para tanques construídos em áreas mineradas, que hoje são reflorestados por meio de hidrossemeadura (técnica de plantio bastante eficiente). O lago Batata está em franca recuperação e a MRN acumulou experiência o bastante para constituir o que hoje é uma cadeia de ações ambientais crescente, cujos impactos positivos de uma ação são sempre pensados como os resultados que podem gerar em cadeia. Nesse sistema, o microorganismo de um rio, as abelhas ou macacos que habitam a floresta podem dizer muito sobre como o homem tem interagido com o ecossistema e, bem mais que isso, o que é preciso fazer agora para garantir a sobrevivência da floresta para as gerações futuras.
 Mudança que começa na floresta
As atividades da MRN com o meio ambiente começaram pela essência da floresta – as árvores e também o solo.  A empresa pratica o reflorestamento desde 1979, um ciclo de trabalho que já reabilitou, de 1979 a 2011, cerca de 4.460 hectares de áreas mineradas, onde foram plantadas 8,8 milhões de mudas de 450 espécies arbóreas nativas. “Todas as espécies que plantamos são daqui da região, não plantamos nenhuma espécie exótica”, reforça Ricardo Serafim, engenheiro agrônomo do departamento de Controle Ambiental da MRN. As mudas utilizadas no reflorestamento são produzidas no viveiro da própria empresa, que tem capacidade de produção de 550 mil mudas. As sementes são compradas das comunidades ribeirinhas que habitam o entorno da organização.
Mas, o reflorestamento foi só o passo inicial. O interessante desse processo é que nada é feito de forma isolada. Além de recompor a floresta, a mineradora desenvolve programas que a auxiliam no monitoramento completo e complexo da cadeia ambiental.
 Em sua gestão ambiental, a MRN realiza o monitoramento físico-quimico e biológico das águas de rios e igarapés; da qualidade do ar; do nível de ruído; dá destino adequado aos resíduos produzidos pela empresa; recicla; faz do lixo úmido adubo para jardins; monitora e resgata a fauna, abelhas e a flora da reserva biológica antes de minerar; e ainda montou um banco de gesmoplasma de castanheiras. A maioria das atividades são desenvolvidas com apoio de centros de pesquisa de grandes universidades brasileiras - uma interação entre iniciativa privada e ciência que torna possível usar o que há de mais novo em pesquisas ambientais para o desenvolvimento de uma gestão sustentável.
 Um bom exemplo do monitoramento de fauna é o trabalho feito com primatas nas áreas sujeitas à mineração de bauxita. A iniciativa tem alcançado importantes resultados, além de gerar conhecimento científico sobre a biodiversidade local.
O Brasil apresenta a maior riqueza de primatas em todo o mundo. São 128 espécies catalogadas, das quais 82 são de primatas amazônicos. “O Brasil é o país mais rico do mundo em biodiversidade e temos responsabilidade com isso”, diz o pesquisador e coordenador do projeto, Fabiano Melo, da Universidade de Goiás (UFG).
 Fabiano coordena a pesquisa realizada com as espécies Sauim e o Cuxiú na Floresta Nacional Saracá-Taquera. “Não são espécies ameaçadas de extinção, mas o Sauim é raro e é parente do Saium de duas cores, que existe na região de Manaus, e que está em perigo de extinção”, completa o pesquisador.
 As espécies monitoradas pela MRN e UFG mereceram destaque porque sinalizam o estado de conservação da floresta, uma vez que a Sacará-Taquera é classificada como área de alta importância para a conservação de mamíferos devido à diversidade de primatas, dentre outros fatores.
 O monitoramento de macacos na área de atuação da MRN conta com biólogos e veterinários dedicados à primatologia que coletam e avaliam informações sobre as espécies. O objetivo deles é compreender como elas reagem às interferências de atividades humanas em seus ambientes, como explica a gerente do departamento de Controle Ambiental da empresa, Milena Moreira. “Queremos compreender suas dietas, áreas de vida, comportamentos sociais e reprodutivos, e completar as necessidades técnicas sobre o monitoramento da influência da mineração de bauxita sobre o meio ambiente”, diz.
 Utilizando métodos de censo e habituação, os pesquisadores encontram os grupos de primatas e os seguem pela floresta com a intenção de coletar e avaliar diversos dados sobre a espécie. Em médio e longo prazos, o monitoramento pode apontar riscos potenciais às populações e comunidades de primatas, definindo medidas preventivas que anulem ou minimizem os efeitos negativos das atividades do homem sobre a dinâmica natural dos animais.
 Além de coletar informações sobre os animais, os pesquisadores também estão montando um banco de informações com imagens fotográficas, textos e publicações científicas que vão auxiliar na divulgação dos resultados e na conscientização e educação ambiental das comunidades locais. (Foto: Thiago Gomide)

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Secretaria realiza ações na Semana do Meio Ambiente em Monte Alegre

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Monte Alegre realizou uma programação da Semana do Meio Ambiente nos dias 4 e 5 de junho.
Entre as atividades houve mini palestra com o tema: Meio Ambiente, lixo e água. Outra atividade desenvolvida foi limpeza nas ruas, coleta do lixo, limpeza dos pocinhos existentes no Bairro de Serra Ocidental, plantio de mudas, no bairro de Serra Ocidental.
O evento contou com participação de moradores do referido bairro, alunos e representantes dos órgãos parceiros da ação: EMATER, Secretaria de Obras, Secretaria de Trabalho e Inclusão Social, Secretaria de Agricultura, COSANPA –PAC e Associação do Bairro.
A programação foi encerrada com palestra na Escola Orlando Costa para alunos de ensino fundamental.

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Equipe monitora em Juruti espécie ameaçada de extinção

Fabíola Batista e Stephania Amorim
Uma população com cerca de duas centenas de exemplares de pau-cravo (Dicypellium caryophyllaceum), especiaria intensamente explorada pelos europeus no período colonial, foi localizada por pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), em Juruti. A árvore consta nas listas das espécies ameaçadas de extinção divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará (SEMA-PA).
A descoberta aconteceu durante uma expedição, realizada em 2009, que percorreu o Pará e parte do estado do Maranhão, na tentativa de encontrar indivíduos dessa espécie e, também de outra como o pau-rosa (Aniba rosaeodora) – árvore que já foi intensivamente explorada pela indústria da perfumaria, e por isso, corre risco de extinção.
 “Até dez anos atrás, pensava-se que o pau-cravo estava extinto. Em 2002, foi realizada uma pesquisa para subsidiar os Estudos de Impactos Ambientais e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) de um novo empreendimento na região da Transamazônica, e, por acaso, encontramos um único exemplar de pau-cravo em Vitória do Xingu, Sudoeste paraense”, conta o engenheiro florestal Rafael Salomão, pesquisador do MPEG.
Em 2008, na época da instalação da Mina de Bauxita de Juruti, empreendimento mineral da Alcoa na região Oeste do Pará, a Companhia se comprometeu a realizar estudos de viabilidade da espécie como condicionante para sua implantação, incluindo também outras três espécies muito importantes: o pau-rosa, a castanheira (Bertholletia excelsa) e a maçaranduba (Manilkara huberii). A partir daí, Salomão, que também coordena o Programa de Monitoramento Biótico realizado pela Alcoa em parceria com o MPEG, e sua equipe fizeram um levantamento dos locais de ocorrência da espécie antes de partir para campo.
Num primeiro momento, no município de Vitória do Xingu, onde foi encontrado o primeiro exemplar, foram descobertas outras 20 árvores. Mas foi em Juruti, próximo à área onde a Alcoa mantém suas operações, que se encontrou a maior população de pau-cravo já registrada em toda a Amazônia desde o século XVIII.
Neste local, foi implantado um projeto de estudo com parcelas permanentes, abrangendo uma área de 10 hectares, para monitorar o comportamento da espécie. “Por causa da raridade do pau-cravo, não há muita literatura disponível sobre seu ciclo de reprodução. É necessário ter essas informações para poder realizar o resgate da espécie, evitando assim seu desaparecimento”, explica o engenheiro florestal.
“Também foi protocolado o pedido do Museu Emílio Goeldi à SEMA-PA para a criação de uma Unidade de Conservação (UC) de Uso Sustentável, que permita, num segundo momento, estabelecer um projeto de manejo sustentável por parte dos comunitários”, diz Volnei Tenfen, superintendente da área de Meio Ambiente da Alcoa Juruti, setor que financia e apoia a pesquisa, que deve durar, inicialmente, dois anos. “Este pedido ainda está em curso, sendo analisado pela Secretaria”, completa.
DROGA DO SERTÃO  - O pau-cravo é uma árvore da floresta amazônica conhecida também pelos nomes populares de cravo-do-maranhão, cravo-do-pará, cravo-do-mato e canela-cravo. Durante o período colonial do Brasil, era considerada uma concorrente à altura do cravo-da-índia e da canela-do-ceilão, com a vantagem de permitir a extração, na mesma planta, dos dois pro­dutos: a canela de sua casca e o cravo de suas flores.
Árvore elegante e de porte médio com até 20 metros de altura, cuja madeira aromática (cheiro de rosas), amarelada, compacta, resistente, própria para construção civil e naval. A parte mais importante desta bela árvore consiste na casca a qual vai aos mercados em pedaços de 30 a 60 cm de comprimento e 3 cm de largura, enrolados uns sobre os outros, formando um cilindro. Casca fina, de cor violeta escuro, aroma idêntico ao da canela da Índia e sabor picante idêntico ao do cravo da Índia.
Graças a essas características, quando, no início do século XVII, os portugueses descobriram o pau-cravo, logo perceberam o potencial que a espécie poderia atingir na Europa. Na época, especiarias como a canela, o cravo, açafrão, anis e a noz-moscada, de origem indiana, eram muito apreciadas no Velho Mundo. Eram usadas para conservar e temperar os alimentos, sendo também empregadas na produção de remédios. Contudo, com a Índia sob o domínio dos ingleses, os preços de tais especiarias eram altíssimos. Tal era o prestígio e a importância conferida a esses produtos que eles chegavam até a fazer parte dos dotes das noivas, das heranças, e também funcionavam como moeda de troca.
Da descoberta à intensa exploração, foi um pulo. Expedições foram organizadas para buscar e extrair a espécie, que, junto com pimenta-do-reino, cacau, urucum, guaraná, e outras, foram chamadas de “drogas do sertão”, em referência ao nome pelo qual a Amazônia era conhecida na época. Além de utilizada como tempero e remédio popular, da espécie se obtinha um corante usado para tingir roupas de algodão. A comercialização tem ligação direta com a quase extinção da espécie, classificada como vulnerável, e apontada como sendo de alto risco de desaparecimento num futuro próximo.

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Estádio de Santarém será subsede da Copa do mundo de 2014

O estádio Colosso do Tapajós foi cedido a Federação Internacional de Futebol (FIFA) e ao Comitê Organizador da Copa de 2014 para ser um dos Centros de Treinamento das seleções participantes do mundial. A formalização oficial foi realizada na tarde desta quarta-feira (6), depois que o secretário de Esporte e Lazer do Estado, Marcos Eiró assinou um contrato.
“Este evento é um marco significante para o Governo do Estado que através da Secretária do Estado de Esporte e Lazer faz a formalização oficial já com assinatura do contrato para Santarém como Centro de Treinamento de seleção na Copa de 2014”, relata Eiró.
Na oportunidade, ele apresentou o projeto de reforma do Colosso do Tapajós de acordo com as orientações repassadas pelo Comitê da Copa em reunião realizada em fevereiro deste ano.
Eiró destacou que Santarém tem uma posição geográfica privilegiada dentro do Brasil para ser uma subsede e afirmou que o evento deve contribuir para geração de renda e emprego no município.
Nos próximos dias, uma equipe de técnicos estará na cidade fazendo um trabalho de levantamento das potencialidades turísticas, infraestrutura, hospitais, condições do trânsito e hospedagens.

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Os dois lados do novo Código Florestal

Enquanto os ruralistas paraenses insistem em andar na contramão da história e não perceber o mundo em que vivem, afirmando que o aquecimento global é uma fraude, o novo Código Florestal brasileiro foi aprovado e já sofreu mais de 600 emendas parlamentares, avaliadas pela ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira como parte do processo democrático. As emendas foram feitas justamente pelo setor que se coloca como produtivo, em detrimento dos outros setores.
O Código Florestal pode não ser o ideal, mas segundo a advogada Syglea Rejane Magalhães Lopes, 46 anos, trouxe aspectos tantos positivos como negativos. Saber lidar com eles é o desafio. Coordenadora do curso de Direito do Grupo Ideal e doutora em Direitos Humanos e Meio Ambiente, Syglea Lopes ministrou uma palestra na faculdade no início da semana justamente para destacar os dois lados da moeda do novo Código.
Leia a reportagem completa no site do Diário do Pará
“O perdão ambiental para infratores até a data de 22 de julho de 2008 é um dos aspectos negativos”, diz ela. “O golpe de misericórdia foi a flexibilização geral. Para as áreas consolidadas houve o perdão e o direito de permanecer fazendo aquela mesma atividade”. Segundo a especialista, o Código manteve os instrumentos, como as reservas legais e áreas de preservação permanente, mas atenuou a reparação de danos a essas áreas. “As áreas consolidadas, ou seja, já com danos ambientais, sobrepuseram-se as áreas de preservação e reservas legais, com excessos de flexibilização”, afirma.
O Código também dispensou a averbação da reserva legal. Reserva Legal é a área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, que não seja a de preservação permanente, onde não é permitido o corte raso, necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas. A ideia de averbação é dar publicidade à reserva legal, para que futuros adquirentes saibam onde está localizada, seus limites e confrontações, uma vez que podem ser demarcadas em qualquer lugar da propriedade. E a lei determina que, uma vez demarcada, fica vedada a alteração de sua destinação, inclusive nos casos de transmissão, a qualquer título, nos casos de desmembramento ou de retificação de área. (Diário do Pará)